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O Flamengo até tentou Renato Gaúcho, mas pela segunda vez o técnico do Grêmio preferiu renovar com sua atual equipe e ficar no Rio Grande do Sul. Em abril, após a demissão de Paulo César Carpegiani, o Rubro-Negro procurou o treinador após o fim dos Campeonatos Estaduais, mas a proposta também foi recusada. Mais uma vez sem o plano A, as chapas que disputarão a eleição no dia 8 de dezembro precisam definir um nome o mais rápido possível, para que não haja um ‘efeito Rueda’ em 2019.

Seguindo a mesma linha utilizada na demissão de Carpegiani, o Mundo Rubro-Negro elaborou uma lista com 15 nomes de técnicos, entre brasileiros e estrangeiros, de perfis diferentes, que já passaram ou não pelo país, e que poderiam ajudar o Flamengo na temporada de 2019. Confira a nossa lista:

  • Abel Braga – um dos principais nomes e um dos favoritos de várias chapas, Abel tem currículo vencedor: campeão da Libertadores e do Mundial (2006), Brasileiro (2012), além de ser diversas vezes campeão estadual. Com passagens por clubes como Internacional, Vasco, Atlético-PR, e o próprio Flamengo, Abel está desempregado desde a saída do Fluminense, em julho de 2018. Com o estilo mais ‘paizão’, o treinador surpreendeu muita gente ao conseguir fazer o time tricolor render sem tantas peças de qualidade. Qual motivo faz dele um candidato? Sem emprego, pode facilmente ser atraído pelo projeto do Flamengo em 2019. Seu filho, e também empresário do treinador, já disse que Abel estará em um time grande em 2019. O Santos disputa o treinador com o Rubro-Negro.
  • Ariel Holan – conhecido da torcida do Flamengo, Ariel Holan é o treinador do Independiente, da Argentina. Sua carreira de técnico iniciou no hóquei com a seleção feminina uruguaia. No futebol, trabalhou como assistente com Jorge Burruchaga e Matías Almeyda, que treinavam Arsenal de Sarandí e River Plate. Apesar da curta carreira como treinador de futebol, Ariel já se mostrou muito inteligente, centrado, de cabeça boa, e principalmente vencedor, sendo campeão da Sul-Americana e da Copa Suruga em 2017 e 2018 respectivamente. Qual motivo faz dele um candidato? No final do ano passado, Holan havia dito que estava de saída do clube por conta de um problema que aconteceu em outubro: um caso de extorção por parte de um torcedor. À partir disso, Holan começou a ser ameaçado diversas vezes, mas renovou seu contrato.
  • Diego Aguirre – recém-demitido do São Paulo, Aguirre conseguiu colocar o Tricolor Paulista nas primeiras colocações. Sua demissão foi pouco entendida pela imprensa e sua queda de rendimento teve muito a ver com a lesão de Éverton, ex-Fla. Com estilo de jogo intenso, o uruguaio privilegia a defesa e gosta do contra-ataque. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, já conhece o país e como o futebol é jogado aqui; uma proposta do Flamengo poderia convence-lo de voltar ao Brasil.
  • Dorival Júnior – o segundo nome mais falado depois de Abel Braga. Já treinador no Flamengo, Dorival pode ser mantido pela nova diretoria após a permanência de Renato Gaúcho no Grêmio. Qual motivo faz dele um candidato? Já está no clube, e mal ou bem, levou o Flamengo a briga pelo título no pouco tempo que ficou à frente do time.
  • Edgardo Bauza – hoje no Rosário Central, Patón, como é conhecido, já treinou clubes como LDU, San Lorenzo, São Paulo, entre outros. Bicampeão da Libertadores pela LDU e pelo San Lorenzo, Bauza já foi semifinalista com o São Paulo. Logo depois, assumiu a Seleção Argentina, mas teve rendimento abaixo do esperado – oito jogos: três vitórias, dois empates e três derrotas. Qual motivo faz dele um candidato? Sem uma temporada brilhante no Rosário, Bauza já conhece como funciona o Brasil, e uma proposta do Flamengo poderia seduzi-lo.
  • Fábio Carille – é verdade que o treinador tem conversas já bem adiantadas com o Corinthians, mas é verdade também que Carille quer voltar ao Brasil de qualquer jeito. Campeão do Brasileiro em 2017 pelo Corinthians, Carille estava na comissão técnica de Tite, em 2012, nos títulos da Libertadores e Mundial; também participou da conquista da Copa do Brasil, em 2009, dos Brasileiros de 2011 e 2015 e da Recopa em 2015. Qual motivo faz dele um candidato? Apesar das conversas bem adiantadas, Carille já teve problemas de relacionamento com Andrés Sanchez antes de sair para a Arábia Saudita. Caso o negócio entre Carille e Corinthians não dê em nada, uma proposta do Flamengo poderia agradar o treinador.
  • Guilhermo Schelotto – técnico com grande renome no futebol sul-americano. Schelotto está no Boca desde 2016, após tentativa frustada de treinar o Palermo, da Itália – o treinador não tinha a licença exigida pela UEFA. Na Argentina, foi campeão nacional no ano passado com o Boca, da Sul-Americana com o Lanús em 2013 e pode ser campeão da Libertadores esse ano. Qual motivo faz dele um candidato? O grande nome e o status que adquiriu em tão pouco tempo são validadores do porquê Schelotto é um bom nome, apesar disso, é muito difícil ver o técnico saindo de um Boca já consolidado.
  • Jair Ventura – segue na contramão de Carille, citado acima. Enquanto o Corinthians segue as conversas com o antigo treinador, Jair Ventura cada vez mais fica fora dos planos do Timão. Apesar de não ter conseguido ir bem no Santos e no Corinthians, Jair conseguiu levar o Botafogo de Bruno Silva e Pimpão as quartas da Libertadores em 2017. Qual motivo faz dele um candidato? Caso Carille acerte com o Corinthians, Jair estará livre para assinar com outro time.
  • Jorge Sampaoli – o nome internacional mais pedido pelo torcedores do Flamengo a cada demissão de técnico. Hoje sem clube, Sampaoli possui números muito bons por onde passou. Apesar da pífia Copa do Mundo com a Argentina, Sampaoli é um técnico consolidado no mercado e considerado grande – foi eleito o técnico sul-americano do ano em 2015, quando foi campeão da Copa América com o Chile. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, Sampaoli sempre pinta como nome pedido pela torcida, o que pode ser determinante em ano de eleição.
  • José Pekerman – outro grande nome sul-americano, Pekerman está sem clube/seleção desde a demissão da seleção colombiana. O técnico ficou seis anos no comando da Colômbia, e foi o principal responsável pela significativa melhora técnica e tática da seleção, hoje uma das mais temidas da América do Sul. Foi também treinador da Seleção Argentina e por clubes, passou por Tigres e Toluca. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, apenas isso; Pekerman deve esperar alguma proposta para dirigir seleções.
  • Marcelo Gallardo – pivô de várias confusões na Libertadores desse ano, Gallardo é mais um caso de técnico com status de vencedor. Cria do River Plate, Gallardo treinou apenas dois clubes: Nacional (URU) e o próprio River Plate. Ao todo são dez títulos em oito anos como treinador, entre eles estão Libertadores, Copa e Recopa Sul-Americana, Campeonatos Argentinos e Uruguaios, Copa e Supercopa Argentina, entre outros. Qual motivo faz dele um candidato? Assim como Sampaoli, Gallardo já foi nome gritado pela torcida, apesar disso, é muito difícil ver Gallardo longe do River devido a estabilidade e o status que ele possui no clube argentino.
  • Marcelo Oliveira – bicampeão do Brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014, Marcelo Oliveira acabou de ser demitido do Fluminense. Com uma carreira já extensa, o técnico não conseguiu desempenhar bons trabalhos desde o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil em 2015. Multicampeão por diversos clubes, Marcelo Oliveira faz parte da ala de treinadores mais antigos, mas ainda pode render. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado e acessível.
  • Roger Machado – despontou em 2015 quando treinava o Grêmio mesmo sem ter ganho nenhum título. De promissor, passou a ser tratado já como consolidado. Chegou ao Palmeiras em 2017 e durou seis meses no cargo. No Galo, foi campeão mineiro, mas também não conseguiu o mesmo sucesso conquistado naquele Grêmio. Quando as conversas entre Flamengo e Renato se iniciaram, o Grêmio via em Roger o substituto a altura. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, acessível e querendo trabalhar.
  • Thiago Larghi – da safra dos novos técnicos brasileiro, Thiago Larghi comandou o Atlético-MG por oito meses esse ano – estava desde fevereiro no Galo. Aos 37 anos, Larghi foi responsável por 23 vitórias, 12 empates e 14 derrotas em 49 jogos. A demissão aconteceu por conta do péssimo rendimento do Galo após a Copa. Vale lembrar que após o período do Mundial, Larghi perdeu seis jogadores, incluindo Roger Guedes, artilheiro da equipe. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado e acessível.
  • Tiago Nunes – atual treinador do Atlético-PR, Tiago colocou o Furacão na final da Copa Sul-Americana e na sétima colocação do Brasileiro em um ano que começou conturbado para a equipe paranaense chegando a ocupar a lanterna do principal torneio nacional. Apesar de aparecer recentemente para a elite, Thiago já passou por 22 clubes em oito estados, alguns na categoria de base. Qual motivo faz dele um candidato? Apesar da campanha de recuperação e dos ótimos números apresentados desde julho, Tiago ainda não foi efetivado pelo Atlético-PR e uma proposta poderia seduzir o então interino.

 

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