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Saudações, Rubro-Negros!

Mais uma rodada do Brasileirão se vai e seguimos na ponta da tabela*. Sim, ainda faltam trocentos jogos até dezembro, zilhões de pontos a disputar, portanto não convém criar grandes expectativas. Acontece que não há como evitar se deixar levar ao menos um bocadinho pelos prazeres deste momento. Já recomendei certa dose de cautela em textos anteriores, porém confesso que ultimamente tenho pendido mais do que nunca para o lado do faça o que digo, mas não faça o que faço.

A cada dia me convenço mais de que, quando se trata do nosso Flamengo, o que falo costuma ter menos valor do que promessa de político em campanha. E quando o assunto em questão são as promessas nascidas no Ninho, aí mesmo é que perco por completo a razão. Sou desses que acreditaram em Rafinha, Nélio — não o Marreco –, Diego Maurício, Thomás, filho do Bebeto e Negueba. Minhas análises são inteiramente desprovidas de qualquer razoabilidade. Mas acredito não estar cometendo nenhuma sandice ao apontar os meninos Vinícius e Lucas de Almeida Paquetá como os grandes nomes do Fla em 2018, sendo que, no caso do Paquetá, tal status vem sendo mantido desde que virou titular com o Rueda no ano passado.

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Já não se trata mais de estar empolgado com os garotos; na verdade, acho que encantado define melhor o meu atual estado. Assistimos à derrocada de quantas promessas do Flamengo e de dezenas de outros times do Brasil e de fora? Incontáveis, pois não? E grande parte delas se perdeu em meio ao deslumbramento e a consequente perda de foco que ele causa. A fama repentina, o dinheiro, o assédio e as facilidades e tentações que costumam acompanhá-los em geral são os maiores responsáveis por dar fim precocemente ao sonho de uma multidão de moleques. Com Paquetá e Vinícius Junior parece não ser assim. Quer dizer, a mim não parece que seja. O que vejo é que, cada um ao seu estilo, ambos sabem muito bem onde estão, o que precisam continuar fazendo para irem mais longe, e, o mais importante, desejam isso de verdade, buscam isso com prazer.

Quando olho para esses garotos, vejo neles um sentimento grande de realização por hoje fazerem o que todo torcedor sonha ou sonhou ao menos uma vez na vida poder fazer: jogar pelo time do coração. Ao mesmo tempo, noto que têm plena consciência de que logo deixarão o clube — o que já é algo concreto, no caso do camisa 20 –, porém nenhum dos dois parece pretender ir embora sem marcar o nome na História do Flamengo; nem um, nem outro parecem a fim de adiar esse plano para depois de um hipotético retorno mais para o final de suas carreiras.Vinícius sairá em breve, e Paquetá também não se deve demorar a ir, infelizmente. É o que a realidade nos impõe e não há nada que se possa fazer, a não ser, é claro, aproveitar o que ainda nos resta de tempo não apenas para apreciar o futebol que jogam, mas também para curtir ao máximo a delícia que é olhar para dentro do campo e ver o Manto sendo vestido por quem o respeita, o ama, o defende e o reverencia do mesmo que nós.

*(Nota do editor: o post foi escrito antes dos jogos desta 8ª rodada)

SRN

Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.


 

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