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Por Diogo Almeida. Twitter: @DidaZico

Novamente o VAR parece estar a favor do time que disputa com o Flamengo o topo da tabela do Brasileirão.

Assim como aconteceu na estreia de Daniel Alves no São Paulo, quando nem árbitro de campo e nem “árbitro de vídeo” quiseram estragar a festa no Morumbi marcando pênalti claro a favor do Vozão. Hoje na Vila Belmiro, os homens que cuidam do jogo justo atrapalharam a configuração da parte de cima da tabela em prol dos times paulistas.

De olho no Alvinegro Praiano

Envolvido com a final da Copa do Brasil, o Athletico-PR do técnico Thiago Nunes foi a Vila Belmiro encarar o vice-líder Santos com uma equipe completamente reserva. Mesmo o experiente capitão Lucho González já não é considerado titular absoluto no rubro-negro paranaense.

O Santos de Jorge Sampaoli estrou desfalcado do suspenso Victor Ferraz (também apresenta um quadro com dores no joelho), e de Derlis Gonzáles, Soteldo, Cueva e Jorge a serviço de suas seleções.

A estratégia de Sampaoli foi começar o jogo em alta intensidade e pressionando muito a zaga athleticana. Pouco antes dos 10 minutos, o placar poderia ter sido aberto quando Marinho recebeu presente do goleiro Léo na entrada da área e desferiu forte chute que parou na zaga adversária.

Aos 16′, Diego Pituca recebeu cartão amarelo e está suspenso para o confronto contra o Flamengo, no próximo sábado, no Maracanã, às 17h. O jogador é titular absoluto e um dos destaques do Santos no Brasileirão.

Depois do início forte, o alvinegro tirou o pé do meio do primeiro tempo para frente. Atuando com três zagueiros, Lucas Veríssimo, mais à direita, se destacava ganhando todos os duelos. Foi o melhor jogador do Santos. Recebeu cartão amarelo já nos acréscimos mas não estava pendurado.

Jean Motta, Uribe e o artilheiro Eduardo Sasha terminaram o primeiro tempo como destaques negativos do Santos. E o gol de Brian Romero premiou o Athletico-PR, que dominou o time de Sampaoli após a pressão inicial.

O time paranaense jogou quase o segundo todo em sua própria área. No entanto, o goleiro Léo foi realmente exigido apenas em escanteios no primeiro pau.

Uribe mostrou para os último incrédulos que realmente foi um bom negócio sua transferência para o time paulista. O colombiano desperdiçou chance incrível ao cabecear por cima do gol, dentro da pequena área.

Sampaoli começa a tumultuar

Jorge Sampaoli mostrou outra faceta estrategista quando começou a pressionar a arbitragem. Tudo bem que o time de Thiago Nunes fazia cera. Mas o argentino aproveitava para dar um show à beira de campo. O jogo tornou-se extremamente nervoso.

Paulo André, agora diretor de futebol do Athletico Paranaense, na entrevista coletiva pós-jogo acusou Sampaoli de xingar jogadores do seu time. “Os próprios jogadores do Santos disseram que isso é normal. Ele faz sempre. Não sou preconceituoso, tenho amigos argentinos. Mas isso é anti-ético”, disse o ex-zagueiro.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Marinho dominou na esquerda e partiu em direção ao gol perseguido pelo marcador. Quando entrou na área desabou. O juiz deu falta fora da área.

Segundo a interpretação do juiz, um toque teria desequilibrado o atacante. De forma completamente misteriosa, o VAR chama o árbitro que muda de ideia e marca penalidade máxima.

“Fomos garfados”, vaticinou Paulo André, sobre a decisão.

Se houve realmente algum toque dentro da área ela ocorre após uma falta que o próprio árbitro da partida marcou. Não deu para entender o porquê do chamado do VAR e marcação do penal convertido por Sanchéz. Ou melhor, deu…

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