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A preparação para o retorno pós-Copa do Mundo segue firme no Ninho do Urubu. Tendo todo o elenco á disposição, Maurício Barbieri contou hoje com o retorno de Miguel Trauco, lateral que estava com a seleção Peruana, e se apresentou com um dia de atraso.

Cadê o Trauco? Sem justificativa, lateral não se reapresenta no Ninho do Urubu

Após o treino tático, o técnico recém efetivado no cargo, concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa Victorino Chermont.

Questionado sobre a ausência do atleta peruano e as recentes declarações sobre estar insatisfeito no Flamengo, Barbieri relativizou a situação e reforçou a importância do jogador para o time.

“Nós conversamos rapidamente, ele teve problemas particulares, mas fez questão de vir conversar comigo antes do treino. Até antes da Copa do Mundo vínhamos conversando bastante. Sempre deixei claro o quanto é importante e o quanto a gente conta com ele. Está ciente. Antes de ir para a copa tinha essa expectativa muito grande, de estar indo, de participar e agora que ele voltou, vai poder focar a cabeça só no Flamengo. Nenhum jogador fica satisfeito de jogar menos que gostaria, é natural. Demonstra até o quanto ele quer jogar e quer ajudar o elenco. Ele tem minha confiança, eu conto com ele. É trabalhar, ajustar e seguir em frente.”

Outro peruano que é assunto forte nos corredores do Ninho é Paolo Guerrero. O atacante, que também retornou da Copa do Mundo, se reapresentou na manhã dessa segunda feira (2), porém não treinou hoje por conta de uma gastroenterite. O contrato do camisa 9 se encerra em agosto. Sobre a sua renovação, Barbieri se esquivou do assunto.

“São questões que fogem da minha alçada. No pouco que conversei ontem eu senti ele feliz, de poder retornar e voltar a jogar, que é o que ele gosta de fazer. Quando saiu a extensão da punição a gente se manifestou no sentido de apoiar ele, entendemos que não foi uma decisão justa. É um jogador importante para o elenco, independente de renovação ou não. Esperamos contar com ele até que se decida isso”, concluiu.

Atual líder do Campeonato Brasileiro, classificado nas Oitavas da Libertadores e também nas Quartas da Copa do Brasil, a pressão pelos bons resultados e manter a boa fase sempre vai existir o Flamengo. Barbieri está ciente disso e vê até como bônus.

“É difícil quantificar o tamanho, mas é um desafio grande. É o ônus ou o bônus, depende de como se olha, de estar em um clube do tamanho do Flamengo. O Flamengo é muito grande e tem que estar brigando sempre por todos os títulos, buscando vencer. Até o momento estamos satisfeitos de estarmos bem nos campeonatos e enfrentar essas decisões. Tem que manter os pés no chão e encarar cada jogo de uma vez. Nosso primeiro grande objetivo é o São Paulo dia 18 (de julho), até lá a gente vai preparar a equipe da melhor maneira para enfrentar o primeiro desafio.”

Desde o início da temporada, o Flamengo perdeu peças importantes no elenco. Everton Cardoso, Vizeu e Vinicius Jr, foram algumas das baixas, o último, artilheiro do time na temporada. Atentos na janela e buscando reforços, o técnico reforçou o padrão de jogo que está buscando, mesmo com a ausência de algumas peças.

“A forma de jogar é mais abrangente do que determinada peça ou posição. Entende-se que deve manter (a forma de jogar). Estamos construindo uma identidade ao longo desses meses e não deve mudar, o que não quer dizer que não pode ocorrer variações até da estrutura de jogo. O Marlos é uma opção, assim como é o Geuvânio, assim como são outros jogadores. Posso optar por jogar com dois atacantes de área e não mudar a forma de jogar. O que muda são algumas nuances e ajustes, como vamos buscar o gol, como vamos tentar imprimir dificuldade ao adversário. Mas na maneira geral a gente não deve mudar.”

Os reforços também foram assunto para o técnico.

“Tenho conversado com a direção. A gente entende que mesmo com as saídas temos um elenco qualificado. É evidente que, todo e qualquer jogador que possa vir e nos ajudar vai ser muito bem vindo. O meu foco principal hoje é ter atenção com quem está aqui.”

Em meio as saídas do Mais Querido, Fernando Uribe, atacante colombiano, foi o único reforço apresentado na pausa para a Copa. Vindo da temporada mexicana, a expectativa é grande para sua estreia.

“É um jogador (Uribe) que envolve uma adaptação extra campo, então é importante ter esse período para ele conseguir se adaptar ao país, à língua, à maneira de trabalhar. É importante para que ele consiga conhecer melhor os companheiros e os companheiros também conhecerem ele, como ataca a bola, como prefere receber. É bom para o treinador conhecê-lo melhor e para ele conhecer o treinador. É bom para criar uma sinergia de idéias e de jogo, para quando for utilizado que seja feito da melhor maneira.”

No retorno do campeonato Brasileiro, Barbieri terá todos os zagueiros disponíveis pela primeira vez desde que assumiu o comando do Mais Querido. Réver e Juan, até então titulares, foram afastados por lesão e substituídos pelos garotos Thuler e Léo Duarte, que deram conta do recado e juntos, formaram uma das defesas mais sólidas do campeonato.

“Ainda estou avaliando todos e não tomei uma decisão. De início não esperava que fôssemos ter problemas físicos com Juan e  Rever. Léo e Thuler entraram bem e com a seqüência de jogos podemos ter mais problemas pela frente, espero que não. Tem pouca relevância quem vai iniciar o segundo semestre. Nós temos ótimos jogadores e estamos bem servidos neste setor do campo.”

Esta foi a primeira coletiva de Maurício Barbieri como técnico efetivo do Rubro-Negro. O jovem professor comandou o time em 19 partidas. São 11 vitórias, seis empates e apenas uma derrota.

“O dia a dia, os treinamentos e a relação com o elenco, não mudou absolutamente nada. Se houve uma alteração, foi na expectativa que é muito mais externa, no trabalho a gente segue buscando uma equipe melhor. No ponto de vista pessoal eu fico muito satisfeito, fico feliz, é uma oportunidade gigantesca, é o maior desafio da minha carreira. Me sinto preparado , com apoio da direção e elenco. Até o momento temos conseguido atingir os objetivos. É manter os pés no chão para continuar trabalhando, se dedicando, buscando soluções para que no final do ano possamos ser felizes. O Maurício, o Flamengo, a torcida e todo mundo”, finalizou.

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