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Saudações, Rubro-Negros!

 
Devo confessar que estou meio de saco cheio de falar do nosso Flamengo. Anda me faltando prazer para isso, e já não é de agora. Guardadas as devidas proporções, me sinto tão frustrado quanto ao falar de política, por exemplo, e tenho a impressão de que não estou fazendo mais do que perder meu tempo, que é precioso, muito embora às vezes não pareça ser.

O assunto que mais abordei aqui nessa coluna até hoje foi o da falta de rubronegrismo que se instalou no futebol — justo no futebol — do clube nos últimos dois anos, principalmente. E aí, quando vi os acontecimentos da semana passada, as consequências da derrota para o Botafogo e a eliminação no Carioca, saiu de mim o pouco de dúvida que ainda restava sobre a total falta de rumo da nossa direção. É definitivo, camaradas: eles não têm a menor ideia do que estão fazendo. A administração do futebol do Fla é tão aleatória quanto o futebol praticado em campo.

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Obviamente não abandonarei o time, não deixarei de assistir aos jogos e continuarei pagando meu ST. Mas daí a estar animado e tentado a me envolver mais com os jogos vai uma distância considerável. Nem mesmo os gols que o Flamengo marca, nem mesmo uma vitória como aquela sobre o Emelec são capazes de mudar esse atual estado de espírito.

O Flamengo desses últimos tempos tem me feito ter preguiça de Flamengo. O mínimo esforço já parece muito quando comparado ao que tenho recebido de volta, e olha que eu nem faço questão de tanta coisa assim. Só não posso é ficar indiferente diante do fato que esse Flamengo de hoje não é o meu Flamengo, o Flamengo pelo qual me apaixonei, que me fazia encarar os maiores perrengues para vê-lo de perto. E não foram poucas as vezes em que saí puto, arrependido e jurando nunca mais voltar. Mas sempre voltava, porque mesmo quando as coisas não saíam como eu queria, ao menos me via representado e via que a minha indignação era compartilhada por quem estava lá dentro, também. De alguma forma estamos perdendo isso, e, pessoalmente, não sei dizer nem por onde uma mudança ou uma nova readequação deveria começar. Eu estou no escuro, mas isso não vai mudar o destino do Flamengo; muito pior é perceber que os únicos capazes de empreender essa readequação também não parecem saber muito bem como fazê-lo, e tenho sérias dúvidas sobre se de fato são capazes. Dúvida que, como era de se esperar, só tem crescido a cada nova pataquada do Bandeira e sua galera.

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Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução
 

Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão
 


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