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Após a derrota para o Santos, na despedida da Ilha do Urubu na temporada 2017, o Flamengo se reapresentou nesta segunda-feira (27), no Ninho do Urubu. Clima pesado e poucas palavras dos jogadores ao término do jogo, a chave foi virada para a partida mais importante do ano. Na próxima quinta-feira (30), o rubro-negro enfrenta o Junior de Barranquilla na Colômbia, em busca da vaga inédita na final da Sul-Americana.

A partida de ontem foi marcada por dois erros primários do goleiro Alex Muralha. Preservado pela maioria dos companheiros e evitando dar entrevistas, o arqueiro é o assunto na Gávea. O capitão Réver falou com a imprensa nesta tarde, no Ninho do Urubu e não fugiu das perguntas inevitáveis. Perguntado sobre o papel do capitão nos momentos decisivos e de pressão, o zagueiro foi categórico, disse que estava preparado para perguntas positivas, negativas e dividiu a liderança com o restante do grupo.

“Na verdade isso não é apenas papel do capitão, nós temos vários líderes e vários capitães dentro do elenco, claro que tentamos conversar o máximo, para que possamos passar confiança para aqueles jogadores que estão vivendo o momento de insegurança e confiança muito baixa. O treinador também tem sempre essa conversa, não só no vestiário, mas no dia a dia. Infelizmente acabou acontecendo esse ocorrido, hoje já tivemos uma conversa com o grupo todo. Tem que deixar para trás, quinta feira temos um jogo muito difícil, onde buscamos nossa classificação. É o jogo da nossa vida. Temos que alcançar agora o objetivo do título e uma possível classificação.”

Após as falhas sequenciais de Alex Muralha, a torcida já se movimenta contra sua titularidade na próxima quinta-feira. Rueda tem como opções Muralha, César e Thiago, o último está retornando de contusão e já treina com o grupo. Sobre as opções, Réver respondeu:

“São dois momentos bem diferentes. O torcedor ontem gritou o nome do César depois dos erros da partida. O Muralha é muito visado pelo torcedor. Isso pode acabar passando uma insegurança para ele, mas para a gente ele se demonstra muito seguro, porque vem treinando muito bem na semana. Cabe ao treinador decidir. Nós jogadores temos confiança nos dois. O Muralha pode não estar vivendo um bom momento, como já viveu, o César está há um tempo sem jogar, mas temos a confiança nos dois.”

Para Réver, o mais difícil é conter a ansiedade para o jogo decisivo da próxima quinta-feira, definida como a partida da vida pelo zagueiro.

“A maior dificuldade que estamos tendo é essa ansiedade de fazer o jogo de qualquer maneira. Temos que controlar nossa ansiedade para que isso não atrapalhe nosso desempenho. Para que não aconteça o que aconteceu ontem, 20 chances e fazer um gol, e o adversário com três chances fazer dois.”

O elenco, que foi rodeado de críticas durante toda a temporada, tem chance de aliviar um pouco a tensão com a possível classificação, além de inédita na Sul-Americana, pode encerrar um jejum de 18 anos em competições internacionais.

“Acho que o jogador tem que estar preparado para tudo. Eu especificamente procuraria me empenhar ao máximo, me preparar principalmente psicologicamente. Sabemos que no futebol as coisas acontecem muito rápido. Tivemos um jogo difícil ontem, na quinta teremos um jogo ainda mais difícil e no domingo também teremos um jogo bastante complicado. São três jogos que vão definir o nosso semestre. Ontem a gente deixou a desejar. Sabemos que na quinta-feira teremos que nos empenhar muito mais.”

O Mais Querido chega na Colômbia com a vantagem do empate, enquanto o Barranquilla se classifica pelo placar simples ou vitória por mais de um gol de diferença. Em caso de triunfo colombiano por 2 x 1, o jogo será decidido nos pênaltis.

 

 

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