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É certo que o Flamengo ainda está sendo construído. Na verdade, ele se destrói e se constrói. Reinventando-se. Redescobrindo muitas vezes a mesma pólvora. Porque as gerações vem, passam pelo Flamengo e depois estas mesmas gerações descobrem outras chegando atrás delas, até que partem. E neste redemoinho de criação e destruição, de cada geração, fica o Flamengo. E o espírito do que é o Flamengo, do significado no coração e na alma de cada torcedor, adquire outras cores, outros tons, outros cheiros, outras percepções.

Ficamos portanto no Flamengo de agora. Depois de um processo de destruição de práticas administrativas arcaicas e mesmo irresponsáveis, para a criação de um Flamengo financeiro, estruturado mas frio como aço. Em um período difícil, como toda revolução, em que sapos, Picos, e Val Baianos tiveram que ser engolidos. Mas a cada ano, buscava-se o superávit contábil, e o controle do imenso dragão da dívida. Até que em 2016, uma nova era com mais folga financeira se abriu.

Processos, CT´s, fisiologia, Exxos, equipamentos, staff, centro de inteligência, Flamengo virou “corporate”. Mas um corporate em busca de recuperação da alma, que muitos atribuem a um time com garra, outros a um time mais lúdico, talentoso e “assassino” como a geração dos anos 1980. Um time que a torcida comprasse. Puxando pelos limitados caras em campo, ou simplesmente vibrando pela presença dos mesmos.

E no início de 2018, mais uma revolução, mais cortes de cabeças, mais reinvenção, neste processo de ciclos permanentes. Parte do staff saiu, jogadores mandados embora. É o Flamengo devorando a si próprio, como costuma fazer sempre. E nesta apostou em si mesmo. Diretor profissional oriundo da base, e o técnico, por hora permanentemente interino, que era auxiliar técnico. O problema da falta de cobrança, postura, e mesmo de qualificação profissional resolvido no modo “Rainha de Copas”.

E nesta fase o Flamengo se classifica em sua chave de grupo das Libertadores. E até ontem, era líder do Brasileirão, podendo recuperar a posição com uma vitória em casa contra o Bahia hoje.

Flamengo vai lutando. Pode não ter o técnico adequado, pode não ter o elenco tão brilhante como poderia com este orçamento mais largo, que veio depois de muito trabalho extenuante realizado. Mas é o que temos no momento. Já conseguimos no passado com muito menos. É hora de torcer para este Flamengo que temos agora, porque daqui a algum tempo chegará a hora de mais um ciclo de destruição, recriação. Porque é assim que funciona.
 

Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
 

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