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Findo o Carnaval. Cujos resultados alguns descobrirão depois de 9 meses. Outros, ao menos na cidade do Rio de Janeiro, já os presenciaram durante o período. A cidade, “despoliciada” graças a uma combinação macabra de governo de estado e prefeitura com, talvez, os piores governantes que uma região poderia ter, proporcionou que a bandidagem se aproveitasse, com uma onda de assaltos e violência em todas as áreas da cidade, particularmente na Zona Sul, a qual, por algum motivo, é “agraciada” com blocos que arrastam multidões em meio a áreas residenciais. A triste ironia é que este presente de grego, de uma administração pública falida e mal administrada, veio acompanhada por uma apunhalada no bolso do cidadão na forma de aumento brutal do IPTU, a qual o Ministério Público achou por bem autorizar como “estupro fiscal” no já sofrido cidadão da ex-cidade maravilhosa.

E que o Flamengo tem a ver com esta, literalmente, merda? Bem, o Flamengo é do Rio de Janeiro. E como tal, sofre em conjunto. A falta de efetivo policial, que se mostrou na partida do Independiente, também se mostrou no carnaval. O que faz com que qualquer partida decisiva disputada nesta cidade torna-se estressante e perigosa para todos. Pois não temos polícia seja qualificada ou em número suficiente, para suportar qualquer partida mais decisiva em outras fases. E por não termos, iremos jogar as duas partidas iniciais sem torcida, o que dificultará nossa trajetória em busca do Santo Graal, isto é, se classificar na fase de grupo da Libertadores. Algo que nos parece extremamente difícil. Ao menos agora não teremos de técnico um iniciante ou um estagiário desqualificado, como em 2014 e 2017.

E para chegar ao Santo Graal o Flamengo se prepara no… Carioquinha. Enfrentando “times” (entre aspas) de nível muito baixo. Como Botafogo, Nova Iguaçú, etc. Estes times testam o Flamengo em alguma coisa? Nada. Vamos ganhando, nem precisando jogar bem, e já estamos na final da Taça Guanabara contra o poderoso Boavista.

Deste modo o Carpegiani vai montando o time titular. Escolheu o 4-1-4-1. Boa ideia, acho eu, porém usar dois zagueiros lentos na linha inicial me parece temerário, pela cobertura de 1 volante apenas, e com Diego e Everton Ribeiro tendo que recompor sempre rapidamente. A parte defensiva do Flamengo me parece sempre no mode “precisando melhorar”, mesmo contra estes ataques pífios dos adversários que enfrentamos. Laterais se perdem na marcação. A saída de bola fica bem concentrada no Cuellar, o que o torna bem “marcável” em times que optassem pela marcação mais alta.

Flamengo pode sofrer do efeito “PSG”. Rei do campeonato francês, plebeu contra adversários de mais peso fora da França. Não é testado. É como o atleta que só faz treino de baixo impacto. Na hora do alto impacto fica perdido e cansado.

Como resolver isto? Se tal como o mito de Sísifo, somos obrigados a rolar esta pedra pesada (Carioquinha) até o alto do barranco todo ano, até ela cair de lá. E isto se repetir ano a ano. Um carma, que o sistema arcaico do futebol brasileiro, espelho da política brasileira feita a base do compadrio e parasitas, obriga o Flamengo a participar ano após ano. Não há espaço para amistosos. Em tese poderia se resolver em parte o problema, caso o Flamengo tivesse um elenco de alto nível, a ponto de conseguir formar 2 times de qualidade que se enfrentassem em coletivos e treinos táticos. Com o time “B” variando o sistema tático e posicionamento de jogadores, simulando situações de jogo diferentes.

E vamos formando o time titular assim, com o Flamengo no Carioquinha, em que há até comportamento patético de um clube, recusando-se a ganhar uma grana pelo estádio que aluga a um preço estranhamente bem irrisório, devido a comemoração de gol de um garoto de 17 anos, que o fez se sentir “ofendidinho”. Flamengo, por isto, terá que jogar em Cariacica porque o Rio não tem estádio disponível e o Boavista aparentemente não aceita a Ilha do Urubu (como se sua meia duzia de torcedores fizessem diferença em algum lugar).

O que é mais uma demonstração que convivemos com dirigentes amadores que não tem postura de presidentes e sim de torcedores. Este é o futebol brasileiro. Associados se reúnem e votam naquele “que se parece com eles”. Dificilmente nestes casos é o mais competente. Se analisarmos bem, o mesmo se repete na política brasileira. Eleitores, na maioria das vezes, querem um espelho e não necessariamente o melhor. E políticos picaretas se aproveitam disso, são eleitos, e tal como raposas, fazem a festa no galinheiro, com corrupção de todos os tipos, colocando seus amigos e aliados em cargos decisivos, desde que repartam o “saque”.

Vamos passando por isto e precisando ficar mais forte para suportar. Tanto no esporte como na sociedade em geral. Em meio a isto, o Flamengo precisa encontrar a melhor formação e funcionamento tático de seu time titular. Libertadores está na porta já.

 


Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN

 
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