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Rodrigo Rötzsch, da equipe MRN Informação

Desde que Zinho foi contratado, em maio de 2012, o cargo de diretor-executivo de futebol esteve permanentemente presente no organograma no futebol rubro-negro. Nesses 7 anos, cinco profissionais passaram pela função antes da chegada do novo diretor, Bruno Spindel.

Entre esses, Carlos Noval, que deixa hoje o cargo, teve o melhor aproveitamento em pontos. Sob a direção de Noval, o Flamengo fez sua melhor campanha em matéria de aproveitamento desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado na fórmula de pontos corridos, mas não o suficiente para ser campeão — ficou com o vice-campeonato, frustrando a torcida após ter liderado o campeonato por várias rodadas. O Flamengo também conseguiu superar duas vezes o trauma de três eliminações consecutivas na fase de grupos da Libertadores — chegou às oitavas no ano passado e está na mesma fase deste ano. Na Copa do Brasil, o Flamengo chegou à semifinal em 2018 e está nas quartas na competição deste ano. Por fim, a equipe voltou a conquistar o Campeonato Carioca após ser eliminada na semifinal em 2018, no resultado que acarretou na demissão de Rodrigo Caetano e promoção de Noval, que ocupava função semelhante nas categorias de base do futebol.

Diferentemente de Caetano, Noval tinha um perfil discreto e dava poucas entrevistas como comandante do futebol. Ele também não costumava se envolver nas negociações para contratação de compra e venda de jogadores, função que ficava a cargo do seu substituto Bruno Spindel. Sua participação no polêmico afastamento do time do goleiro Diego Alves na temporada passada nunca ficou devidamente esclarecida. No início deste ano, com a mudança de gestão, o novo presidente Rodolfo Landim decidiu Noval mas esvaziou suas funções, com a contratação de Paulo Pelaipe, que já havia ocupado o mesmo cargo de Noval no início da primeira gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, para o posto de gerente de futebol.

Veja abaixo os números dos cinco últimos diretores de futebol do Flamengo:

Noval com o novo técnico rubro-negro, Jorge Jesus, no Ninho do Urubu: constante troca de treinadores marcou gestão do diretor. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

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