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Dois dias antes de mais um clássico contra o Botafogo, o histórico 6 a 0 rubro-negro completa 37 anos nesta quinta-feira (08.11). Mais que apenas uma vitória acachapante, a goleada teve gosto de vingança e lavou a alma dos torcedores do Flamengo, que até então conviviam com a zoação adversária por causa de uma derrota pelo mesmo placar em 1972. Com gols de Nunes, Zico (2), Lico, Adílio e Andrade, o Rubro-Negro exorcizou o fantasma no Maracanã.

Dentre os jogadores do Flamengo, um em especial degustou a goleada: Zico. O Galinho de Quintino era o único remanescente do time de 1972 e por nove anos teve que conviver com uma incômoda faixa adversária que relembrava o massacre: “Nós gostamos de Vo6”.

— Esse jogo foi uma das vezes em que eu vi o Zico mais nervoso na vida dele (risos). Ele entrou no vestiário com aquela veia no pescoço estufada, o que só acontecia quando alguma coisa estava fora de controle. Ele entrou alterado! Pedi para ele ficar mais calmo, mas lembrei que ele era o único remanescente de 1972. Deve ter sofrido muito mais do que todo mundo com aquela faixinha que tinha um “Vo6” –, relata Júnior no livro 1981 O Ano Mágica Rubro-Negro, de Eduardo Monsanto.

A festa, entretanto, começou cedo naquela tarde de 8 de novembro de 1981. Com apenas seis minutos, Nunes abriu o placar. O gol relâmpago inflamou a Nação Rubro-Negra e não precisou de muito tempo para começar o coro: “Queremos seis, queremos seis!”. Aos 27 minutos, foi a vez de Zico balançar as redes. Lico e Adílio, deram o 4 a 0 para o Flamengo antes do final da primeira etapa.

Tentando evitar o vexame, a equipe adversária voltou mais fechada para o segundo tempo. Mas de nada adiantou. Aos 29, Adílio foi derrubado na área e sofreu pênalti. Zico cobrou e fez o quinto.

Faltava apenas um gol. E ele saiu três minutos antes do fim da partida. Após cruzamento de Adílio, a bola foi rebatida pela defesa alvinegra e sobrou para Andrade na entrada da área. O volante rubro-negro chutou com força e fechou o placar. Por ironia do destino, coube a um ex-torcedor do Botafogo a honra de fazer o sexto tento.

“Eu garoto, em Juiz de Fora, era botafoguense. E aconteceu de eu ser o cara para fazer o sexto gol. Quando a bola veio, peguei de bate-pronto. Nem senti no pé: ela saiu com aquela pressão, reta, como se fosse um foguete”, conta Andrade no livro 1981 O Ano Mágica Rubro-Negro.

Em momento opostos, Flamengo e Botafogo voltam a duelar no próximo sábado (10). A partida, válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, acontece no Nilton Santos, às 19 horas.


 

Imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

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