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Camilo Coelho relembra ações da parceria entre a agência de publicidade NBS e o Flamengo: “Foi muito intenso, mas chegou ao fim”.

Por Camilo Coelho – Twitter: @camilocoelho

Foi muito intenso, mas chegou ao fim a minha relação de trabalho com o Flamengo. O amor de torcedor continua, claro, cada dia mais forte. Mas terminou a parceria do clube com a agência de publicidade NBS, onde eu trabalho. Uma relação que começou em fevereiro de 2016 e logo me coloquei à disposição para participar. Lembro bem. As conversas começaram em janeiro, quando eu ainda estava de férias. Não era parte da minha função na agência, mas falei com todo mundo que gostaria de participar e acabei me transformando no Atendimento da conta dentro da agência. Eu fazia todo o contato entre NBS e Flamengo. Mas muitas pessoas se envolveram com a conta, em todos os setores da agência, principalmente a galera da Criação. E juntos fizemos muita coisa legal.

Camilo Coelho e Bruno Spindel. Crédito: Divulgação

O acordo inicial entre clube e agência era para fazer um trabalho de branding da marca Flamengo, com algumas ações específicas de ativação desse trabalho. Mas fomos muito além: conseguimos patrocinadores para o clube (iFood), ativamos patrocinadores (Uber), fizemos lançamentos de uniforme junto com a Adidas, atuamos na área social e ganhamos prêmios, muitos prêmios juntos.

O branding feito pela área de planejamento da agência chegou na poderosa frase Isso Aqui É Flamengo. Ela virou mosaico no Maracanã, entrou na comunicação institucional do clube, nas entrevistas dos atletas e foi tema do comercial mais maneiro de um clube de futebol dos últimos tempos (aquele do coração na mão). Flamengo na sua essência.

Crédito: Divulgação / Flamengo

Logo depois fizemos um comercial muito legal para o clube junto com o canal Première, colocando os jogadores em situações não cotidianas. Quem não lembra do Diego jogando golfe ou do Vinicius Jr com aquele cabelo grade! Era uma época muito difícil na relação com o elenco e uma filmagem super difícil de ser operacionalizada, porque teve que acontecer dentro do Ninho do Urubu, em apenas uma diária. Mas que conseguimos com o super apoio do time de marketing do clube. E o resultado ficou incrível.

Crédito: Divulgação

O projeto Paixão Cega é o meu preferido. Uma ideia que tinha como objetivo reaproximar os torcedores com deficiência visual do estádio, tornando o Flamengo um clube mais inclusivo, mais preocupado com todo a sua nação. Esse projeto ainda rendeu para a agência e para o clube uma série de prêmios nacionais e internacionais no mercado publicitário. Em seguida colocamos na rua o projeto Escalação Solidária e esse talvez seja o que mais tenha me emocionado. Graças ao projeto, feito em parceria com o Fluminense, no Dia das Crianças, encontramos uma menina que estava desaparecida. A emoção da avó me marcou muito e sempre agradeço a oportunidade de ter participado disso.

Foto: NBS / Divulgação

Voltando um pouco no tempo, lembro que o primeiro trabalho que colocamos na rua foi também um dos mais legais. Era uma ação de lançamento de uniforme e colocamos os torcedores para autografarem a camisa dos jogadores. Invertemos o jogo. Mostramos que quem manda no Flamengo é a torcida, como sempre deve ser. Jogadores vêm e vão, dirigentes também. A torcida precisa ter o destaque, sempre. O time entrou em campo com essas camisas autografadas pela torcida. Um dia inesquecível para a gente e para todos os torcedores que participaram da ação. Durante as filmagens ainda pude conhecer o Everton, Dona Zica, Valderrama e outras figuras lendárias do espírito rubro negro. Não faz muito tempo, fizemos a campanha de lançamento da camisa 2 com uma proposta muito legal. Criamos, junto com a torcida, um nome para o segundo uniforme: Armadura Branca. O rapper Sain ainda fez uma música e gravou um clipe incrível.

Logo no início da parceria com o Flamengo, a NBS levou para o clube um dos nossos clientes à época: iFood. Para o lançamento dessa parceria fizemos uma ação surpresa, com um motoboy da empresa, rubro negro fanático, que foi entregar uma pizza na casa do jogador Everton. Ele ainda foi convidado para assistir o jogo na casa do atleta. Também ativamos a parceria do Uber com o basquete do Flamengo, primeiro com um filme onde colocamos vários jogadores gigantes dentro do carro, assustando o motorista do Uber. E depois com ativações em quadra nos jogos do basquete. A parceria com o Uber também me rendeu um dia incrível, onde fiquei quase 12 horas ao lado do meu maior ídolo: Zico. Foi uma tarde inteira de autógrafos para os clientes do Uber.

Para fechar, o projeto que mais me orgulho: Festa na Favela. Junto com a Renata Magalhães, Gerente de Eventos do Flamengo, levamos a favela para o estádio. Literalmente. Oferecemos a mais de mil torcedores a oportunidade de irem pela primeira vez ao estádio, ver o Flamengo de perto. Também colocamos as crianças do Jardim Gramacho dentro do gramado do Maracanã, recepcionando atletas de Flamengo e Independiente na final da Copa Sul-Americana. Isso não tem preço. Isso é muito Flamengo! Trabalhei durante sete anos na área de Social Marketing da NBS. Fiz muitos contatos, conheço muita gente. Poder juntar essas duas coisas foi algo que me deixou muito feliz.

Fizemos muita coisa juntos e queria agradecer a quem tornou isso tudo possível: Antonio Tabet, grande responsável pela entrada da NBS no Flamengo, Sabino e Orlean, que abraçaram o nosso trabalho, Bruno Spindel, grande parceiro e incentivador, e ao Marcio, amigo de longa data que pude reencontrar nessa parceria. No Flamengo fiz grandes amigos e queria citar alguns aqui, em especial o Ricardo Taves, que comprava as nossas ideias e ajudava muito na execução, minha querida Renata Magalhães, que pouco aparece, mas ajuda muito o clube, e JP Mattar, grande amigo em todos os momentos. Tem mais gente: Camilinha, Batata, Gui, Tannure, Laurinha, Ray, Gilvan, Thiago, Bella, Bruninha, André Monnerat, Pedro, Fabricio, Igor e tantos outros! Obrigado galera, foi demais!


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

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