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Por Diogo Almeida (@DidaZico) e Wanderson Emerick (@WanEmerick)
 

“Não adianta você pegar a camisa 10 da seleção brasileira e entregar para o Marcio Araújo”, assim responde Luiz Eduardo Baptista, ex-vice-presidente de Marketing do Flamengo, ao ser questionado sobre possíveis nomes para trabalhar na gestão de Rodolpho Landim, candidato a presidência do clube, em caso de vitória no pleito deste ano.

Desafeto declarado de Eduardo Bandeira de Mello, BAP apoia o candidato de oposição e vê com bons olhos a possibilidade de voltar a atuar como dirigente do Mais Querido. O atual presidente da Sky foi um dos fundadores da Chapa Azul. Em 2015, após alguns atritos, rompeu com o atual mandatário e participou da candidatura da Chapa Verde, junto de outros nomes importantes do grupo azul “original”, como Wallim Vasconcellos, mas acabou sendo derrotado.

Agora, em mais um ano eleitoral, as atenções se voltam para a política rubro-negra. Com a saída de Eduardo Bandeira de Mello, é cada vez mais possível uma nova união entre “verdes” e “azuis”. Em entrevista exclusiva ao Mundo Rubro Negro, Luiz Eduardo Baptista falou sobre o assunto e também tratou de outros temas importantes, como o departamento de Futebol do Flamengo e a pasta de marketing.

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Papel nas próximas eleições

Meu papel nas próximas eleições será de ajudar na construção da união entre os sócios do clube. Eventualmente, com a vitória do Landim, que eu acredito, participarei da próxima gestão, caso ele assim deseje.
 

Possibilidade de união com a situação ou com o candidato Rodrigo Dunshee

Claro que existe a possibilidade da união da candidatura do Landim com qualquer pessoa ou grupo político do clube, desde seja no entorno de ideias e princípios, e não de cargos e nomes.
 

Principais erros da campanha Wallim-Landim, na última eleição

Não diria que foram erros de campanha. Pessoas que pensavam muito parecido acabaram se dividindo por questões menores e pessoais. A fulanização na última eleição deixou de lado aspectos importantíssimos para o clube, com isso acabamos pagando uma conta salgada ao longo desta gestão.
 

Avaliação do atual mandato de Eduardo Bandeira de Mello

O que melhorou no atual mandato é que o clube teve muito mais dinheiro, por causa do que fizemos no primeiro mandato. A piora foi que… o conceito de ótimo gestão sempre foi fazer mais com menos, se o clube teve muito mais dinheiro, deveria ter sido feito muito mais do ponto de vista desportivo. Isso acabou não acontecendo porque não havia princípios sólidos como de ética, de liderança, de dedicação, de respeito às tradições do clube e isso acabou culminando com a terceirização da responsabilidade no futebol, onde permitimos que muito dinheiro fosse gasto sem o necessário retorno esportivo para o clube. Gastamos muito, gastamos mal e não conquistamos nada de relevante.
 

Rompimento ideológico com Bandeira

Infelizmente, o tempo provou que nós estávamos certos. Quando falávamos de “tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo”… estava lá no projeto básico de 2012 que ninguém deveria usar o nome do clube para nenhum objetivo pessoal ou como trampolim político. Estamos vendo o que está acontecendo. Não me surpreende. Mas, de alguma maneira, isso lança luz sobre o que dizíamos lá atrás, sobre quem é quem. Acredito que o papel antagônico se dá fundamentalmente porque nós discutimos o clube em cima de ideias e princípios, sempre. Personalismo não funciona bem em lugar nenhum, e ficou claro que no Flamengo não funcionou. Vamos trabalhar para recolocar o clube nos trilhos da tradição e das melhores práticas de gestão com as conquistas que o Flamengo merece.
 

Os “falsos rubro-negros” e os “protegidos”

Acho que isso (fala de Eduardo Bandeira de Mello sobre os falsos rubro-negros) foi uma manobra diversionista para lançar uma cortina de fumaça sobre os fatos. É evidente que nenhum torcedor rubro-negro vai torcer contra o Flamengo. O torcedor sempre quer ver o clube ganhar. Não acredito que alguém vá torcer contra o próprio clube.

Sobre a proteção de jogadores, isso é típico de quem vem de uma cultura onde não se privilegia meritocracia, onde não se privilegia a conquista, a dedicação e o esforço. Não me surpreende a proteção a alguns jogadores, como Marcio Araújo, Muralha e outros, porque, de alguma maneira, ele (Bandeira de Mello) acaba se vendo nestas pessoas, como perseguido, e de alguma forma, empatiza com eles. O que só reforça o que eu já havia dito anteriormente sobre princípio de gestão e meritocracia. Onde não há isso, não tem a menor chance de dar certo.
 

O grupo político Sócios Pelo Flamengo (SóFLA) é um mal ou um bem para o Flamengo?

Não devemos demonizar ninguém, o homem é um ser mutante e fruto das circunstâncias. Acho que tem gente legal e não legal em todos os lados. Não dá para chegar e dizer que isso é uma primazia do SóFLA. Até porque, se formos olhar do ponto de vista programático, dividimos o mesmo programa em 2012 e, até hoje, a nossa convergência sobre alguns pontos conceituais é de mais de noventa por cento. Foi o que falei sobre a eleição passada, onde fulanizamos a eleição… todo mundo, não acho que tenha sido uma exclusividade da nossa chapa. Por alguma razão, deixamos que aspectos pessoais contaminassem o que seria do interesse maior do clube. Como não podemos voltar no tempo e mudar o que aconteceu, a gente precisa olhar para frente e exercer a união do possível, sempre em cima de princípios e de ideias que ajudem a recolocar o Flamengo no patamar mais alto do futebol, no Brasil e na América do Sul.
 

Caso Landim vença a disputa você o aconselharia a tentar uma reaproximação com o SóFLA?

O que eu acho interessante é que acredita-se que porque você não ganhou uma eleição as pessoas não tem relacionamento, não se falam… a eleição é um determinado momento do tempo, mas a vida segue. Você tem assuntos discutidos dentro do clube, reuniões do Conselho Deliberativo, do Conselho de Administração… então, sempre vou sugerir ao Landim, ainda que não precise, porque tenho certeza que ele comunga do mesmo pensamento que eu, que a gente tem que trabalhar pela união do possível no Flamengo entorno de ideias, de programas e colocando as pessoas certas nos lugares certos. Não adianta você pegar a camisa 10 da seleção brasileira e entregar para o Marcio Araújo, ela não vai fazer ele jogar. Não adianta você pegar uma Ferrari e colocar na mão de um piloto amador. Unindo o clube entorno de ideias, de programas, de princípios e escalando as pessoas certas, o potencial do Flamengo de se realizar positivamente com conquistas fica muito maior.
 

As alianças da Chapa Verde, feitas para a eleição presidencial de 2015, serão reeditadas?

Quem estava conosco em cima de princípios, deve continuar conosco. Quem de alguma maneira mudou seu ponto de vista ou reviu princípios, talvez não esteja conosco. Mas, de novo, sempre buscando a união no entorno do possível. Acredito que, ao longo dos últimos anos, a qualidade política do ambiente dentro do clube melhorou. Tenho sempre advogado que podemos concordar em discordar… é democrático, é do jogo, sempre colocando o Flamengo em primeiro lugar. Quanto mais as pessoas perceberem que as discordâncias são em cima de ideias e não de pessoas, mais o relacionamento político dentro do clube ficará simples e fácil.
 

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Contrato de uso do Maracanã

Sempre acreditei que o Maracanã é a casa do Flamengo e que devemos trabalhar forte para termos a concessão do estádio. Por questões óbvias, sabemos que isso não é possível, porque em política as coisas não acontecem exatamente como os cidadãos comuns gostariam. Acho que têm alguns pontos para serem trabalhados, sempre tem, como no caso dos camarotes. Ainda assim, acredito que foi uma conquista legal do Flamengo. É importante o Flamengo ter o Maracanã como sua casa e poder empacotar as campanhas e promoções do programa de sócio-torcedor junto com a bilheteria do estádio, e potencializar o que clubes como o Corinthians e o Palmeiras têm feito melhor que a gente. Essa história de você não ter casa e jogar aqui ou acolá pode ser um movimento tático, mas não pode ser um movimento estratégico de médio ou longo prazo. Qualquer acordo com o Maracanã que melhore as condições do clube, que permita a gente melhorar este binômio sócio-torcedor x bilheteria está valendo. Então sou favorável ao contrato que foi assinado.

O problema é que para fazer este acordo com o Maracanã, você precisa devolver a Ilha (estádio Luso-Brasileiro) imediatamente. Mas, como tudo nesta gestão, terceiriza-se a responsabilidade e vão deixar para a próxima gestão resolver um problema que precisa ser resolvido agora. A Ilha custa R$ 7 milhões por ano, mais os R$ 12 milhões que colocamos lá. É mais do mesmo, quem não sabe fazer, não faz. O problema desta decisão não é o Maracanã, é não encerrar imediatamente o contrato com a Ilha. Torço que eles façam, mas acredito que não vão fazer.
 

A Ilha do Urubu foi um erro?

Não acho que tenha sido um erro. Mas, como em quase tudo nesta gestão, foi muito caro. O dinheiro foi mal gasto, foi mal implementado e tem que ser fechada, já, em função do Maracanã. Você gastar, depois ver que não deu certo, não corrigir e deixar para a próxima gestão, é uma brincadeira de mal gosto. Estão brincando com o Flamengo, até porque esta decisão custa R$ 7 milhões ao ano. Se nós ganharmos, vamos lacrar a Ilha do Urubu, com toda certeza… e isso vai custar mais R$ 7 milhões ao Flamengo. Num ano eleitoral, é vergonhoso que não se tome esta decisão, já.
 

Diante deste novo quadro de utilização do Maracanã, qual seria o seu tíquete médio ideal?

Entendo que o tíquete médio variando entre 30 e 40 reais, atrelado ao programa de sócio-torcedor e dependendo da importância e da relevância do jogo, seja o target do Flamengo no primeiro momento.
 

Quem você gostaria que fosse o candidato a vice de Landim?

Qualquer pessoa que tenha os mesmos princípios e ideias que a gente e que possa ajudar neste processo de união do possível dentro do clube com a sua candidatura a vice na chapa do Landim, será muito bem-vinda. Não tenho uma preferência por João ou Maria. Tenho preferência por quem preze dos mesmos princípios. Quando as pessoas gozam dos mesmos princípios e valores, tudo que vem depois fica mais fácil.
 

Caso Landim vença, você volta a ser VP de Marketing?

Esta é uma pergunta boa para fazer ao Landim. Voltaria a trabalhar no Flamengo, desde que, de alguma maneira, eu seja convidado e possa contribuir para o clube. Será como VP de Marketing? Olha, com o Landim como presidente, que é um privilégio que poucos clubes no Brasil, talvez nenhum, terão num futuro próximo… estarei feliz onde ele me escalar.
 

Mesmo que Landim não se eleja, a saída do atual presidente pode ser um fator decisivo para que você volte a atuar como dirigente do Flamengo?

Completamente. Ainda que eu tenha ajudado o Fla no que eu podia, nesta gestão mesmo, no contrato de direitos de televisionamento com a Globo sobre o PPV. Fui consultado, opinei e ajudei o Flamengo. Tanto é que estive na reunião do CODE defendendo aquela visão. Ironicamente, colocamos mais dinheiro nas mãos de gente que não tem competência para usá-lo, e que acabaram gastando da maneira como gastaram. Mas, de qualquer maneira, ficou um saldo positivo para o Flamengo com os direitos digitais que nós conquistamos, fruto das sugestões que eu fiz à época e que passaram meio que desapercebidos na ocasião, mas num futuro próximo o sócio vai ver como isso será relevante neste mundo digital que vivemos hoje em dia.
 

Críticas ao atual departamento de Marketing

Não gostaria de discutir isso aqui. Não estou lá dentro, não tenho sabido das mazelas. Acho que o Flamengo precisa de um marketing 360°, muito mais inserido neste mundo digital do que temos feito. Evidentemente, pode faltar recursos, gente, competência… estando distante, fica difícil avaliar. Mas entendo que o Flamengo precisa coordenar melhor estas ações neste mundo digital. Não basta ficar resolvendo coisas via Twitter, mandando a mesma mensagem para todo tipo de sócio-torcedor ou de membro do Nação Rubro-Negra. Existe um trabalho coordenado com uma visão 360 e com mensagens individuais, tratando cada individuo como individuo. O marketing mais moderno no mundo está indo para este lado e acredito que o Fla deva explorar isto também. Como não estou lá dentro, não posso ficar fazendo críticas ao que vem sendo feito hoje. É muito fácil falar do lado de fora, mas quando estamos lá dentro vemos que é diferente. Não tenho nenhuma crítica pesada a fazer ao departamento de Marketing de hoje.
 

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Como melhorar o Nação Rubro-Negra?

O programa de sócio-torcedor pode evoluir com o Maracanã. Os pontos fundamentais são: inclusão de família, promoções para encher estádio, já que o Flamengo precisa jogar para, no mínimo, 35/40 mil pessoas, e um conceito de milhagem. Tudo isso portado para uma plataforma digital no celular.

Também acredito que possam haver descontos em produtos do Flamengo para sócios-torcedores que moram em outras localidades. Isso é uma coisa para ser desenvolvida em cima de plataforma digital, é mais simples e mais direto. Já tem gente fazendo, o Fla precisa entrar nesta onda.
 

Sócios-torcedores merecem o direito de votar?

O sócio-torcedor que paga o plano mais caro ou é de fora do Rio de Janeiro deve ter o direito a votar, se ele contribuir por três anos continuadamente, como qualquer outra pessoa, mas não de ser votado. Mas essa é a minha opinião, não necessariamente representa a opinião de todo o grupo.
 

A Caixa anuncia no uniforme do Flamengo há anos e está em dezenas de outras camisas do futebol brasileiro. O que o Comercial do clube precisa fazer para encontrar um novo patrocinador, de preferência da iniciativa privada, com mais ativação e visões integradas de comunicação?

O que acontece é que você tem que ter um conhecimento no mercado, o que demanda relacionamento, credibilidade e competência para apresentar o projeto. O mercado precisa estar favorável, o estádio evidentemente ajuda… e, fundamentalmente, é preciso ter um clube que seja vencedor. É muito difícil alguma empresa querer associar a sua marca a alguém que não empresta credibilidade ou performance. Com a chapa do Landim, a gente pode agregar 80 ou 90% destes pré-requisitos.
 

Planos da sua chapa para a maximização da arrecadação

Evidentemente, aprofundar as relações com os sócios-torcedores existentes. O binômio sócio-torcedor x estádio é fundamental para tanto. E precisamos ter um plano para que, ao longo de cinco anos, a cado ano, a gente venda os jogadores da base, que eventualmente se destaquem, um ano mais velhos. Isso vai fazer com que o Flamengo vá se robustecendo e, ao final de cinco ou seis anos, poderemos ter um time titular totalmente feito em casa, sem sacrificar as receitas.
 

Preocupação caso o atual grupo seja mantido no poder do Flamengo

Grupo é uma coisa muito ampla, é difícil a gente definir. Mas, com certeza, o fato de não ter gente tão qualificada como eu vejo na chapa que estamos montando com o Landim. O Flamengo não estaria jogando com a sua força máxima. Haveria uma estagnação, como já vemos no segundo mandato, com a falta de títulos e a aprofundação a perda das nossas tradições, o que é absolutamente preocupante.
 

O Campeonato Carioca

Não acredito que o Campeonato Carioca possa alavancar muita coisa do Flamengo. Ele terá que ser usado do ponto de vista do binômio estádio x sócio-torcedor, como produtos de desconto, para encher os jogos e dar ao torcedor a possibilidade de ver a equipe a preços mais baratos. Não vejo nenhuma outra possibilidade de alavancagem do Carioca que não seja por meio de produtos descontados.
 

Quais dos atuais VPs você aconselharia Rodolpho Landim a manter em 2019, em caso de vitória nas urnas? Analogamente, quais diretores remunerados você credita um trabalho de excelência?

Vamos discutir fundamentalmente o programa de governo, as ideias… não vamos discutir nomes neste momento, não vamos entrar nesta de discutir cargos. Entendo que esta é uma decisão para ser tomada depois, sempre defendendo aquela linha: quem é a melhor pessoa para alavancar o potencial que o Flamengo tem numa determina área? É com esse espírito de fazer um Flamengo maior que tudo que vamos para estas eleições. Os
 

Erros do departamento de Futebol do Flamengo

Os erros (no futebol) vêm acontecendo ao longo do tempo por causa da terceirização da responsabilidade para profissionais que não possuem espírito rubro-negro, que não honraram nossas tradições, que tiveram muito dinheiro e carta branca para contratar e de jogadores que não tinham nem capacidade de performance e nem vontade… isso tudo depende de liderança. Quando você não tem liderança, quando você não lidera pelo exemplo, você tem esse tipo de problema. Quando você tem já é um desafio, quando não tem, é pior ainda. Isso leva ao planejamento absolutamente falho que vem acontecendo nos últimos anos.

Teve muita influência Eduardo (Bandeira de Mello), o Fred Luz, que jamais entendeu nada de futebol, o Rodrigo Caetano, que contratou 41 profissionais, gastaram todo o dinheiro do Vinicius Junior. Destes, quantos jogadores realmente deram certo no Flamengo? Quatro ou cinco… então, não dá para dizer que a gestão do futebol foi boa. Tudo começa pela liderança, capacidade de gerir, planejamento, execução… e voltar a fazer estas coisas, uma vez atrás da outra, a vida inteira. É assim que você lidera, é assim que você gere qualquer coisa, e não é diferente no futebol.
 

Ricardo Lomba é um bom vice-presidente de Futebol?

Vamos pegar um exemplo recente, estamos numa parada para a Copa do Mundo e parece que o nosso VP de Futebol está na Rússia. Estamos na véspera do mês mais importante do ano (agosto), carregado de desafios. Estaremos disputando três frentes diferentes e no Brasileiro teremos que enfrentar o Atlético Mineiro e o São Paulo, equipes que só disputarão o campeonato nacional até o final do ano (foram eliminados em todas as outras), estes dois já se reforçaram. O Flamengo já sabia no início do ano que não teria o Guerrero, o Vizeu, o Berrío, perdemos o Everton recentemente, já sabíamos que não teríamos o Vinicius Junior… não temos peças de reposição para disputar todas essas frentes.

O Atlético já contratou reforços, o Flamengo vai contratar quando? Vai esperar a reapresentação dos atletas, após os dez dias de férias, para correr atrás? Como torcedor, espero que eu esteja equivocado. Mas isso denota uma falta de planejamento e experiência completa e absoluta no exercício da gestão das coisas em geral e do futebol em particular. Acho que o Lomba é uma boa pessoa, mas um bom VP é alguém que preenche estas características que eu listei. Do meu ponto de vista, ele não tem sido um bom vice-presidente.
 

Dito tudo isso, Bap, qual recado você deixaria para os torcedores do Flamengo?

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. O Flamengo é maior que tudo, o clube precisa cumprir a sua sina de ser o maior do Brasil, o maior da América. Isso só vai acontecer com gente competente, que esteja imbuída do espirito de “tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo”, que lidere pelo exemplo, que tenha reconhecidamente uma competência comprovada pela sua carreira, pelo o que fez ao longo da sua vida… isso em todos os aspectos.

Vencendo estas eleições, não vamos apoiar reeleição, vamos mudar isto dentro do Flamengo. E, definitivamente, não vamos aceitar que nenhum membro da nossa chapa ou do nosso grupo use o Flamengo com fins políticos. Isso era um compromisso nosso em 2012, quem for olhar o nosso programa verá que isto estava lá, foi assinado por todo mundo. Agora, está dando no que está dando, estamos vendo. Perdemos algum tempo nos últimos três anos, mas acreditamos que ainda podemos mudar o Flamengo.

Seja pelo amigo ou pelo profissional, acredito que seria uma honra para um clube como o Flamengo ter um candidato do naipe do Landim o presidindo. O Fla tem muito a ganhar. Ele já ajudou o país e agora vai ter uma chance de ajudar o Flamengo. Estou muito animado com esta candidatura dele, na certeza de que, com ele vencendo nós poderemos tocar o projeto e um Flamengo grandioso.

Para os nossos famigerados detratores que ficam falando que o Flamengo não é o que é, desejo vida longa para que possam sofrer, um dia sim e o outro também, a amargura de ver um Flamengo imenso e brilhante na vida de todos nós. Saudações rubro-negras.
 

Entrevista foi concedida em 21/06/2018.
 


 
Imagem destacada: Divulgação

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