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Desde 2013, ano de lançamento do Nação Rubro-Negra, o Flamengo vem buscando uma fórmula para transformar este no maior programa de Sócio Torcedor do mundo. No início o foco era no amor, o VP na época batia constantemente na tecla de que só o amor ao Flamengo bastava para se associar, talvez fosse a estratégia correta em um momento de fragilidade do clube onde não conseguiria grandes vantagens para seus associados. Porém o cenário é outro em 2017 e isso pode ter causado uma mudança radical no projeto.

Abaixo está o comunicado feito pelo programa no Facebook informando que não fará mais parte do projeto Futebol Melhor, feito pela AmBev.

Alguns talvez olhem e achem isso um absurdo, afinal, se todos os clubes estão lá, por que sair? Deve ter algo de bom (e tem mesmo), mas o Flamengo pode fazer mais.

Procurando inspiração, o clube mandou dirigentes para Europa em diversas oportunidades, sempre buscando aprender com o Benfica e outros grandes exemplos de sucesso no programa de Sócio Torcedor, mas devemos notar que são mercados absurdamente diferentes. Não vou falar da questão de ingressos e estádios, estamos muito atrasados em relação a isso. A grande diferença entre os clubes tidos como exemplo está na diferença territorial de seus países.

O Benfica trabalha para dar bons descontos em Portugal, talvez um ou outro em países europeus, mas o foco maior com certeza está no país sede, que tem um tamanho equivalente ao de Pernambuco – ainda é inferior ao Estado brasileiro. Trabalhar com um mercado localizado é muito mais fácil, as diferenças entre os mercados locais são bem menores. E é justamente o contrário do que fazia o Futebol Melhor.

O programa da AmBev generalizava os torcedores, provavelmente tomando como base o mercado paulista e/ou do Sudeste como um todo, mas isso não funciona em um país continental e tão diverso. Para alguns clubes pode ser interessante ter um parceiro tão forte no mercado nacional e internacional, mas os grandes clubes podem caminhar com suas próprias pernas e buscar descontos relevantes para o seu público.

Dar desconto exclusivamente na Centauro significa que um ST de uma cidade sem essa loja não poderá aproveitar os preços mais baixos. Há uma série de produtos com desconto para ajudar na feira do mês, mas tem que comprar em redes de supermercados presentes majoritariamente na região Sudeste. Também é importante focar em produtos presentes no dia a dia, ter 10% de desconto na Netshoes ou 20% na Centauro não faz muita diferença porque as pessoas não compram tênis todo mês, mas botam gasolina, compram comida e pagam internet e serviços online.

A minha proposta é criar núcleos locais para buscar descontos que atendam especificamente o público da região. Com alguns representantes em cada capital, o clube poderia buscar descontos em bares, restaurantes, mercados e outros locais e produtos mais específicos. Porém é importante lembrar que isso não anula o tratamento generalizado em certos casos. Estou levando em consideração apenas o que compramos em lojas físicas, mas em lojas virtuais não teria esse problema. Quanto mais parceiros no mundo virtual melhor, afinal não há fronteiras na internet.
 

Thauan Rocha escreve no Blog Flamenguista Imparcial. Siga-o no Twitter: @Thauan_R

 

 


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