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E no excelente jogo na bonita Arena do Grêmio, os dois times proporcionaram um belo espetáculo a todos que amam futebol e imploravam que este momento chegasse a um futebol brasileiro tão arcaico taticamente.

Flamengo e Grêmio entraram no estádio para jogar bola. Um jogo praticamente limpo, com poucas faltas (Flamengo fez cinco!), e equipes muito concentradas taticamente contendo bons jogadores de lado a lado. Jogadores que fazem diferença, que têm que ser vigiados o tempo todo porque qualquer descuido pode ser fatal.

Tanto que se analisar, foi um jogo com até poucas oportunidades de gol criadas. Tirando uma bela defesa de Marcelo Grohe, os goleiros em si não tiveram missões difíceis. Diego Alves, por exemplo, fez defesas apenas convencionais. Mas a movimentação das equipes, marcação alta, saída rápida para ataque, troca de passes intensas com grandes acuidades foi a tônica pro jogo. Duas boas equipes, ambas com chances praticamente iguais de ganhar e fazer resultado. E o jogo na casa do Grêmio, claro, favoreceu eles. A começar pelo clima muito frio, que fez os jogadores do Flamengo jogarem de mangas compridas e mesmo luvas. É algo a se adaptar também. Musculatura, rendimento em campo, etc.

Mas o Grêmio nada tem a ver com isto. Com ótimos jogadores como Everton e Luan, pressionava o Flamengo no primeiro tempo. A defesa do Flamengo, muito segura, conseguia rebater as jogadas, montar linhas compactadas, e verdadeiras barreiras para rebater eventuais finalizações do Grêmio. Cuellar, de novo, fazia partida excepcional, cuidando da marcação de centro de área, e fazendo rápida a saída de bola.

Do outro lado, do Grêmio, estava a melhor dupla de zagueiros do futebol brasileiro, o que dificulta qualquer time. Flamengo tentava criar chances, principalmente com Marlon. Uribe, destoando, completamente perdido em campo. Deve até ter errado de vestiário quando foi substituído. Diego se movimentava muito. Paquetá também. E Everton Ribeiro, muito bem cercado pelo lado direito. Mas ainda assim Flamengo exercia um certo domínio de jogo, com mais posse de bola, quando uma falha coletiva da defesa do Flamengo proporcionou o gol do Grêmio, pelo Luan, depois de linda jogada do Leo Moura, lembrando seus melhores momentos do Flamengo.

Flamengo sentiu um pouco. Esmoreceu. Mas continuou cuidando de sua parte defensiva bem. Sem perder, como dizer, o brilho tático.

Veio o segundo tempo. Everton Ribeiro se posicionou mais ao centro, Paquetá cobriu seu lado direito. E o Flamengo melhorou como um todo. Grêmio cansado, se posicionou atrás ou foi empurrado pelo Flamengo. Então Everton do Grêmio sentiu a coxa. Substituído. A partir daí nem sombra de ataque o Grêmio teve mais. Barbieri estréia Vitinho no Flamengo. Bem mais incisivo que o Marlon. Troca rápida de passes. Estreou muito bem e obrigou o Grêmio a cuidar especialmente dele. E isto foi abrindo espaços. Numa destas Cuellar, o monstro, saiu driblando, chegou no fundo e cruzou pro Diego, livre de marcação, cabecear livre. Bola para fora.

Flamengo continuou socando, colocando o Grêmio nas cordas, que ao contrário do SPFC, não apelou pro anti-jogo e cera. Era um jogo bonito de se ver. Barbieri, um tanto que tardiamente, substituiu Uribe pelo Lincoln. E o garoto, no último segundo, no último lance da partida, empatou o jogo, em belo lance combinado de Everton Ribeiro e Renê.

Explode a torcida do Flamengo. Ficamos todos mais felizes. Flamengo hoje tem um time taticamente muito evoluído e que não esmorece jamais.
 

Imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

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Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra aqui no MRN. Conselheiro do Flamengo e politicamente livre. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
 

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