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Estamos vivendo alguns momentos “pontes” no Flamengo. A ponte entre o momento tático do time e sua continuidade evolutiva ou involutiva nas mãos de um interino.

 
A ponte entre ingressos caros/público menor a ingressos baratos/públicos em tese maiores. A ponte entre o momento “quero ver pipoca pular” até a continuidade de confiança da torcida no time. A ponte entre um Departamento de Futebol com Rodrigo Caetano & friends a um Departamento de Futebol mais enxuto com Noval de diretor. A ponte entre o atual modelo de gestão e a outro modelo, em sintonia com esta ou não, a partir de 2019. E todos os benefícios e malefícios que venha disso. E, claro, o jogo decisivo de hoje com a Ponte Preta, a qual devemos passar para avançar na Copa Brasil. Se não avançarmos pode ruir ou abalar todas estas pontes citadas aí em cima. E assim, o mesmo pode-se dizer em relação ao Emelec.

Ou seja, pontes que na verdade são sustentadas por um fio tênue, basicamente formado por resultados positivos no futebol e a percepção disso pela torcida. Porque não adianta ter em tese bons resultados se a percepção dos mesmos é negativa. No dia que a pipoca pulou no aeroporto, Flamengo estava muito bem posicionado no campeonato brasileiro, a uma vitória de ser líder, assim como na Libertadores, a uma vitória de se classificar na fase de grupo depois de “séculos”. Mas mesmo assim, revolta e desespero que se refletiu até na noite que o Conselho Deliberativo voltou no tempo. Conselheiros de oposição, em maior número, ofenderam outros conselheiros e mesmo o conselho fiscal, e por um triz quiseram reprovar o melhor balanço orçamentário do Flamengo de todos os tempos por indagações, em sua maioria, que extrapolavam o conceito contábil que um balanço deve apresentar, entrando no mérito de decisões executivas concernentes ao Departamento de Futebol.

Mas a vida continua. O técnico Barbieri achou a pólvora com o deslocamento do Paquetá na saída de bola e o time encaixou. Mas, sendo inexperiente, saberá modificar o esquema tático, ter alternativas de jogo caso o esquema já fique marcado pelos adversários, ou jogadores-chave se machuquem, sejam transferidos etc? Um time não pode ter apenas uma bala de prata. Tem que saber se adaptar às circunstâncias, ter recursos táticos e técnicos de variação de jogo. E os jogadores obedecerem e confiarem em si mesmos para se ajustarem. Não sabemos se Barbieri dá conta. Ele é interino. E mais uma vez o Flamengo, um clube de orçamento gigante, tem um inexperiente em seu comando. Está dando certo, no momento. Elenco parece gostar dele, assim como o Departamento de Futebol.

Porém um malabarista que joga os pratos para cima já sabe. Caiu um prato, ferrou tudo. E no caso do Flamengo as pontes partem todas. É o risco que se corre.

E que hoje o Flamengo passe pela Ponte Preta, o time ganhe mais confiança ainda e consiga viabilizar outras opções táticas, demonstrando a todos que o caminho a percorrer é sustentável.

Até a próxima ponte.
 

Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
 

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