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A realidade é que o discurso de um clube endinheirado, estruturado e vencedor, mostrou na verdade, apenas um quadro de derrotas inesperadas e decepções sucessivas

 
Todos nós flamenguistas, de uma forma ou de outra, em algum momento ao longo dos cinco anos e pouco dessa gestão, nos iludimos com as perspetivas encantadoras trazidas por frases de efeito como “o ano mágico que vai chegar”, “a potência que está surgindo”, “os outros vão comer poeira atrás da gente”, “endinheirado e estruturado, ninguém vai segurar o Mengão” e por aí vai.

Muito desse discurso, registre-se, insuflado por membros da diretoria ao longo desses cinco anos e pouco.

Acontece que a realidade trouxe um cenário diferente de tudo isso, refletindo-se em derrotas inesperadas, fracassos que não combinavam com o quadro pintado a ouro e decepções sucessivas, fora do esquadro que fez muitos torcedores ignorarem que futebol se ganha dentro de campo, com qualidades que muitas vezes nem todo dinheiro do mundo pode comprar.

Do mesmo autor: Reflexões sobre um Flamengo à procura de rumo

Dos mais crentes aos mais céticos, muitos de nós acabamos nos deixando levar por um ar de arrogância que jamais combinou com a história de suor de povo do manto rubro-negro.

Trabalhar com mais uma possibilidade real de novo baque – a humilhação monstra de uma quarta eliminação seguida na suposta prioridade do calendário – só vai expor ao famigerado arco-íris (das torcidas adversárias à imprensa anti) mais um dos inúmeros erros na condução do carro-chefe do Flamengo, justamente em um momento importantíssimo de reconstrução em diversas outras áreas do clube.

Uma ironia cruel para o torcedor que se permitiu sonhar acordado antevendo um domínio que nunca, jamais chegou perto de existir na realidade. Desilusão é o nome disso.

A gestão Bandeira de Mello, com todos os seus inegáveis méritos administrativos, também será cobrada no curso da história pelos seus deméritos quando o assunto for campo e bola – afinal, como diz o apolinho Washington Rodrigues, o Flamengo nada mais é do que um gigante que se alimenta de vitórias.

Que elas possam voltar, no campo e na bola, com pouco ou muito dinheiro, mas sempre com a mítica alma rubro-negra, a partir do ano que vem.

SRN

Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
 

Oldon Machado é carioca, jornalista, flamenguista, cervejeiro e pai do Theo, não necessariamente nessa ordem. Siga-o no Twitter: @OldonMachado. Também escreve no Blog do Oldon.
 

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