Existe uma ideia simples, mas que quase ninguém entende: futebol é um esporte de elo fraco.

O que isso quer dizer? Que importa mais o quão ruim é o seu pior jogador do que o quão bom é o seu melhor jogador.

O basquete, por exemplo, é um esporte de elo forte. Você pode ter quatro jogadores medianos, mas se tiver uma grana sobrando, a melhor coisa que pode fazer é contratar o Lebron James.

O motivo é simples. No basquete você quase sempre pode garantir que a bola vai chegar ao Lebron. Enquanto isso, no futebol, um gol depende de uma sequência de dez, quinze, trinta ações certas entre passes, dribles, domínios, cruzamentos e finalizações. Se uma, apenas uma, dessas ações for errada, já era. O jogador ruim participa muito mais do jogo do que se imagina.

É evidente que ter o Messi faz a diferença. O ponto é que a importância dos jogadores mais fracos é, em geral, subestimada. Além disso, é infinitamente mais barato reforçar as posições mais carentes.

Leia no Blog do Fabiano Tatu: Abraçando o fracasso

A mesma lógica se aplica em várias áreas da vida. Para melhorar a condição geral do sistema universitário de um país, por exemplo, vale mais a pena investir nas piores universidades do que nas melhores.

Pensando no time titular, o Flamengo tem uma espinha dorsal muito sólida. Diego Alves, Cuellar, Paquetá e Everton Ribeiro estão entre os melhores do país. Oscilam, é verdade, mas no geral têm ajudado.

Nosso problema, apesar de algumas reclamações da torcida, não está nos melhores do time.

Temos hoje pelo menos três jogadores abaixo do que podem render ou já renderam: Diego, Rever e Vitinho. Leo Duarte foi muito mal por muito tempo, depois viveu ótimo momento e agora está oscilando. Ainda é jovem, pode ter futuro ou não.

Além deles, temos três jogadores sem a menor condição de serem titulares: Rodinei, Renê e Dourado.

Mas o problema se torna um drama quando olhamos para os reservas. O banco do Flamengo é um deserto. Pará, Trauco, Rômulo, Arão, Marlos, Uribe, Lincoln, Geuvânio e Matheus Sávio oferecem pouquíssimo.

Não tem jeito. Não adianta gastar rios de dinheiro nas estrelas e continuar chamando isso de “grande elenco”. Futebol é um esporte de elo fraco. Enquanto não aprendermos isso…
 


Escrevo as análises táticas do MRN porque futebol se estuda sim! De vez em quando peço licença para escrever sobre outros assuntos também. Twitter: @teofb

Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação / Internacional

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