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Por Leonardo Leal – Twitter: @_LeoLealC

Eis que foste aquela noite a última. Eis que aqueles sonhos de repente se reduzem ao eterno “e se?”. Eis que, para cada família, perdemos nossos novos Zico, Leandro, Júlio César.

Meninos com um sonho em comum, que se confundem com o nosso do dia-a-dia para com Flamengo, ou se completam. Fazia parte daqueles sonhos realizar os nossos. Fazemos parte do Flamengo.

Ai Jesus! É sábado, dia de Fla-Flu, somos o mais cotado. O entorno do Maraca, como de praxe, tomado por vermelho e preto. Faltam 40 minutos para o nada. Desta vez, de fato, o nada. 

A bola rolou, em outro plano, comandados por Carlinhos Violino. Um show de estrelas brilhou nos olhos de um novo dia.

Por aqui, fim de jogo. E de sonhos.

Perdemos, de muito. Nossa maior derrota, uma dor que nem 2004 Santos Andrés chegariam perto de causar. Um rebaixamento no Brasileiro seria resolvido no ano seguinte, mas tal forma como caímos é irreversível.

Leia mais do autor: Ganhamos, Diego Alves

O Fla-Flu acabou sem ter começado. E nos infinitos 40 minutos depois do nada, voltamos pra casa.

Ainda não chegamos, mal encontramos o chão, muito menos a ficha. 

A pior vitória de nossa história foi justamente contra a Seleção Brasileira de Pelé. Ganhamos o jogo, perdemos Geraldo. 

E seja qual for o resultado desse Fla-Flu protocolar (no qual apoio firmemente a ideia do Abel usar o time inteiro com crias da base), perdemos Geraldos. 

Haverá bola a rolar, não mais Geraldos a assoviar.

Maldita seja essa fumaça. Profundo seja o desgosto. 

Bendito seja nosso maior prazer em vê-lo brilhar. Na terra, no mar ou no céu.

Não importa onde esteja, sempre estaremos contigo. E com eles.

Saudações,


Léo Leal escreve no MRN e participa do programa Mesa Rubro-Negro no YouTube. Siga-o no Twitter: @_LeoLealC


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução / Autor não identificado

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