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Após a vitória do Flamengo no Maracanã, o MRN compilou os melhores depoimentos de jornalistas, dirigentes, treinadores e jogadores

Após a vitória por 2×0 contra o Internacional, no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores, uma coisa ficou direta ou indiretamente clara em todas as declarações: nada está nada decidido.

Com apenas a Nação Rubro-Negra liberada para o “oba-oba” e já poder sonhar com a semifinal da Libertadores, o MRN compilou os melhores depoimentos de jornalistas, dirigentes, treinadores e jogadores.

Jorge Jesus

Parabéns aos jogadores, ao torcedor, que mais uma vez empurrou a equipe para vitoria. No Maracanã, já começamos ganhando por 1 a 0. Jogamos contra um adversário com uma ideia de jogo muito bem concebida, que defende bem, não tinha perdido na Libertadores e há cinco jogos não sofria gol. Mas encontrou um Flamengo muito experiente, que não foi a procura do gol a qualquer maneira .

(Na coletiva pós-jogo)

Odair Helmann

O jogo, estrategicamente, foi muito bem pensado e conseguimos traduzir dentro de campo. Até a situação do primeiro gol do Flamengo, num momento em que o jogo estava frio. Eles não conseguiam tanta posse, já começávamos a construir as jogadas no ataque. Mas aí perdemos uma bola na tentativa de criação, o Éverton (Ribeiro) encontrou um passe difícil de achar. Também entra a qualidade dos jogadores do Flamengo

(Na coletiva pós-jogo)

Rodrigo Caio

Com certeza (aprovado). O Pablo é um grande jogador, veio para nos ajudar. Temos excelentes zagueiros, tenho certeza que quem o professor optar vai dar conta do recado. O Thuler vinha jogando muito bem. A gente fica feliz, quem ganha com isso é o grupo .

Pude me preparar uma semana para estar bem para esse jogo e fico feliz pelo professor Jorge ter me escolhido, me dado a oportunidade de estar em campo mesmo não vindo jogando. Acredito que pude dar o meu melhor e ajudar a equipe.

(Na zona mista)

Bruno Henrique

Preciso agradecer a Deus. Foi uma semana muito feliz da minha vida. A semana mais feliz da minha carreira. Ser convocado… sou um cara muito tranquilo em relação a tudo. Mesmo com a convocação não deixei nada tirar meu foco.

Tenho que continuar trabalhando. Tem uma frase que fala que “quem trabalha Deus ajuda”. Ele me honrou, me abençoou e me fez ajudar o time a sair com a vitória nos primeiros 90 minutos – disse, antes de completar. – Não tem explicação (esse carinho). Saí aplaudido pela nação, acho que isso não é para qualquer um. Tive esse privilégio. Obrigado a nação por todo carinho desde a minha chegada.

(Na saída de campo)

Geralmente, depois que se toma o primeiro, tem cinco minutos de instabilidade, a confiança do outro time aumenta. Foi um vacilo que a gente deu e pagou por isso. Conversamos entre nós, começar a virar a chave. Principalmente pensar em virar e se preparar bem. Temos totais condições.

(Na saída de campo)

Filipe Luís

Gostei. Depois de tantos anos na Europa jogando Europa League e Champions, tinha essa vontade de jogar a Libertadores, essa curiosidade de saber. E realmente é diferente, o jogo é muito mais pegado, foi uma sensação muito boa, mas principalmente porque saímos com a vitória.

(Na zona mista)

A gente sabia que o Inter é um time que se defende muito bem, principalmente pelo treinador, que faz um excelente trabalho, um dos times que melhor se defende no Brasil. Mas esses times costumam cometer erros com a bola e foi como a gente fez o primeiro gol. Mas temos que destacar que o nosso time jogou com muita inteligência. Tirando nos minutos finais do jogo, não demos chances para o time deles de chegar na nossa área.

(Na zona mista)

Mauro César Pereira

Toda vez que um time de futebol entra em campo buscando, por intermédio de um futebol tosco, só se defendendo, esperando um contragolpe, uma bola parada, um lateral na área e dá certo sempre surgem aqueles gênios dizendo que futebol é bola na casinha, o que importa é bola no barbante, é gol que importa, eu quero é ganhar.

O Inter tem bons jogadores. Do meio pra frente tem poder de decisão, caras que conseguem chegar ao ataque e levar perigo ao ataque. Ele é capaz de enfrentar seus adversários atacando, incomodando-os. O que vimos no Maracanã foi um Internacional dessa vez basicamente se defendendo. Não atacava, não finalizava. É muito pouco. Uma estratégia perigosa. Não é bom. O Inter poderia e deveria ter se defendido, mas buscando também a vitória, buscando seu gol.

Em https://www.youtube.com/watch?v=TKHq5XmSIA4&t=8s

Eugênio Leal

Enquanto o Inter amarrou o jogo o Flamengo estava totalmente controlado. Bastou dar um pouco de espaço que os gols apareceram. E podia ter sido de mais.

Colorado em campo foi cascudo, abusou da experiência, buscando sempre a falta, demorando para cobrar, reclamando com a arbitragem e batendo boca. Com a bola não saía em velocidade, pelo contrário. Tocava a bola calmamente, fazendo o tempo passar. Anulou metade do jogo no Rio.

Mas faltou buscar o ataque. Praticamente abriu mão disso. Tanto que, diante de um time que joga com a defesa alta, não colocou em campo um jogador sequer de velocidade. Preferiu os experientes, para impedir o jogo de ser jogado.

Flamengo faz um belo resultado em casa e fica perto da vaga para a semifinal. Jogo se decidiu a partir do momento em que o Inter decidiu que ia tentar jogar. Colocou Wellington Silva e Nico Lopez. Perdeu marcação no meio e saiu um pouco para o ataque. Foi fatal.

Em https://twitter.com/eugenioleal

Gerson Canhotinha

Flamengo no primeiro tempo não foi muito objetivo. O Inter controlava muito bem a entrada da área. Mas fui surpreendido com o time do Inter. Faltou vontade. Aquilo roxo para sair da situação de apertado para apertado. Senti isso no Inter. Coisa que não víamos. Time do Inter é guerreiro. O problema é a bola que o Inter sabe jogar e não jogou.

O Flamengo aproveitou. Veio o segundo tempo. A entrada do Gerson mudou a movimentação. Ele mudou o time do Flamengo. Facilitou o trabalho do Everton Ribeiro na armação. Toque de bola inteligente, lançamento de três dedos. An passant aqui: tem nome de craque.

Em https://www.youtube.com/watch?v=nk3sS6hSWmM&t=337s

Rodolfo Landim

(Jogo)
A vantagem é boa. não ganhamos nada. A turma tá focada. A gente está otimista com toda a caminhada até o final do ano.

(Boato de saída de Jorge Jesus)
Olha isso é uma grande novidade. Acabamos de conversar no vestiário. Não tenho notícia nenhuma sobre isso. Pelo contrário. A forma como ele foi recebido no Brasil. O apoio da torcida do Flamengo. Acho que ele está feliz e motivado com o trabalho que tem desenvolvido aqui.

(Renovação com Jorge Jesus)
Tá cedo falar em renovação. O contrato vai até o ano que vem. Eu acho que é interessante o trabalho que ele tem feito. E eu tenho certeza que no ano que vem, com esse plantel se conhecendo mais acho que a gente tem com certeza mais condições de fazer uma campanha ainda melhor do que o que a gente está fazendo agora este ano.

Em entrevista para o repórter Ricardo Lay, do canal de TV Fox Sports. Em: https://www.youtube.com/watch?v=BuZBthl9Rb4

Chico Garcia

O Flamengo conseguiu uma grande vantagem. E olha que poderia até ter sido mais. Se o Gabigol não furasse em um passe do BH. Mas o Nico Lopez também perdeu um gol que poderia mudar as coisas. No jogo da volta, além de ter que fazer dois gols, será que o Inter consegue passar mais 90 minutos sem sofre um gol? Desse ataque do Flamengo?

Em https://www.youtube.com/watch?v=LKPbmuQhrEs

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