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Flamengo começa bem, abre o placar, cede o empate e tropeça em casa e outra vez levanta um defunto

 
E o Flamengo, em estádio totalmente vazio, empatou com o Santa Fé. Um time em crise no Campeonato Colombiano, que demitiu o treinador na véspera, enfim, prato cheio para o “serviço de recuperação de times em crise” do Flamengo.

Vieram aqui para empatar. Missão cumprida. Só precisaram de um lance para isto. Flamengo precisa de pelo menos 10 chances de gol para marcar uma, suada e sofrida. É um time que há tempos apresenta este enorme problema. Cria situações de gol, mas a bola não entra por acaso. O que não deixa de ser uma ironia com a filosofia implantada por esta gestão, apostando que um elenco de alto nível, estrutura, e boas condições, traria, com o tempo, um time vencedor. Este tempo nunca chega. E a bola, então, não entra nem por acaso. Como mostrou os dois lances que a zaga do Santa Fé tirou em cima da linha.

No blog: Quem sabe faz a hora

Tivemos um bom início de primeiro tempo. Time em cima, criando boas jogadas em série. Ceifador marcou logo um gol. Parecia que estávamos enfrentando um Nova Iguaçu tal o domínio. Mas aí a característica premente do Flamengo, o arame liso, entrou em campo. As situações de gol não eram convertidas. E todos nós, torcedores calejados, sabemos como isto termina. O adversário em seu primeiro ataque com perigo vai fazer seu gol. E não deu outra. É quase que científico isto. Diego foi tentar um passe de primeira, não é seu forte, definitivamente. Falhou miseravelmente com a zaga saindo pro jogo. Santa Fé avançou rápida pela direita. Rever deixou de acompanhar o atacante mais perigoso dele. Falta gás em suas pernas. A bola foi cruzada, claro, exatamente para ele e gol.

Flamengo bem melhor em campo 1 x 1 Santa Fé.

Aí o Flamengo implodiu em campo. Santa Fé se fechou. Mesmo assim Dourado me perde uma chance incrível sozinho diante do gol. Depois até o final do primeiro tempo o jogo transcorreu com o Flamengo perdidaço, sentindo demais o empate. O que mostra a falta lideranças em campo que ponham a bola no chão e façam o time retomar o foco.

Veio o segundo tempo. Nosso neo-estagiário, Barbieri, tira Dourado e Everton Ribeiro, para colocar Lincoln e Arão. Uma mudança que piorou ainda mais o time. Dourado tem a bola aérea que Lincoln não tem, e a zaga do Santa Fé é especialmente ruim nesta especialidade. E Arão, é o atual espirito-que-anda no Flamengo. Perdido, parecia o David Luiz no fatídico 7 a 1 da Alemanha, e não é de hoje. Santa Fé se fechou bem, o que dificultou ainda mais.

Vinicius Jr, que não fez boa partida, sai para entrada de Geuvânio. E, coincidência ou não, o time apresentou mais volume no ataque, chegando a criar chances de bola parada, em que duas quase que resultaram em gol, em jogadas do Juan.

Um jogo sem torcida. E isto, convenhamos, tem um peso também. A torcida motivaria o time. Sem ela, o Flamengo não é o mesmo em situações adversas. Mas continuamos com velhos problemas. Não podemos mais ter uma zaga tão lenta. Rever não dá mais. Não acompanhar o centroavante deles foi uma falha inadmissível. Flamengo tem que se livrar desta submissão ao dito “caldeirão” da panelagem, que de caldeirão não tem nada, porque o mapa de calor deste time é muito frio.

Agora vamos torcer para que no jogo da volta contra o Santa Fé, na Colômbia, o Flamengo faça os pontos que não fez aqui. O time deles jogando em casa irá se expor mais. Precisamos ganhar lá e depois ganhar do Emelec em casa, já com torcida. Não podemos ir para o último jogo precisando de resultado. Já sabemos como isto termina.
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Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
 

Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
 

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