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Agora é esperar o sorteio das oitavas e se preparar para novas emoções e jogos como o de hoje

 

Jean Carlos Santos


 

Após ver o sorteio dos grupos da Libertadores, ainda no início do ano, a sensação era de que a classificação para as oitavas viria de forma rápida e sem sustos. O início da competição confirmou essa impressão: duas vitórias seguidas, sendo uma fora de casa e com boas atuações. Mas desde o primeiro jogo contra o Peñarol as coisas começaram a se complicar. Flamengo continua a surpreender, nem sempre positivamente; transformou uma classificação relativamente simples em algo literalmente brigado até o último minuto do último jogo da fase de grupos.

O começo da partida já começou com uma grande chance perdida por Gabigol, talvez a maior das inúmeras que ele teve durante o jogo. Diferente das expectativas que eu tinha para a partida, o jogo fluiu bastante. Vimos nada, ou muito pouco, da tradicional catimba dos times uruguaios. Ao longo do primeiro tempo, todas as chances de perigo do jogo ficaram por conta do Flamengo, Everton Ribeiro sempre fazendo boas jogadas pelos lados, Arão com boas infiltrações, Arrascaeta em sua melhor partida no ano, Cuéllar sempre regular, defesa segura, enfim, tínhamos tudo para matar o jogo ainda no primeiro tempo, mas infelizmente Gabigol não estava em sintonia com o resto do time e insistia em perder gols feitos.

torcida flamengo penarol

Torcida que compareceu em Montevidéu: noite de classificação. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Na volta pro segundo tempo, o ritmo ainda era o mesmo, com o Flamengo dominando e buscando o gol, até que aos 19 minutos, em uma jogada do time uruguaio pela lateral, Pará comete falta, recebe o segundo amarelo e consequentemente é expulso. Começa o sofrimento. O time que até aquele momento fazia sua melhor partida do ano, se viu acuado em seu campo de defesa apenas contando os minutos para o fim do jogo.

Nossas deficiências voltaram a ser expostas, toda bola na área era um sofrimento, inclusive é inadmissível que com cinco meses de trabalho Abel ainda não tenha corrigido esse defeito da nossa defesa. Para nossa sorte os cabeceadores uruguaios são tão ruins quanta nossa marcação. Porém é válido destacar o fato de o time não ter levado gols (já eram quatro jogos seguidos com o time levando no mínimo um gol por jogo), pelo menos dessa vez a defesa resistiu bem à pressão e saiu de campo sem levar gols, com destaque para Cezar que substitui bem Diego Alves no time titular. Apesar dos sustos, ainda tivemos chances claras em contra-ataques; em um desses, Vitinho justificou o porquê de ser reserva ao perder um gol que Obina em má fase faria de olhos fechados.

E assim terminou a partida, sofrendo pressão e com eventuais chances de gol. Agora é esperar o sorteio das oitavas e se preparar para novas emoções e jogos como o de hoje.

Saudações Rubro Negras.

 

 


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