Compartilhar:

Por Adriano Melo – Twitter: @AdrianoMelo72

Publicado originalmente em https://medium.com/@matheusberriel_

Como jornalista e torcedor assumido do Flamengo (o que nunca me impediu de tratar com a mesma seriedade os demais clubes no exercício profissional), não sou defensor de diretoria. O meu Flamengo, pelo menos, sempre foi rubro-negro. Não azul, verde, rosa ou roxo. Inclusive, sou crítico de algumas questões do futebol profissional nos últimos anos, apesar de elogiar publicamente a reestruturação financeira do clube e a reformulação nas categorias de base. Mas, preciso comentar sobre algo que vem incomodando desde a corrida eleitoral: as críticas — injustas — aos esportes olímpicos.

Para começar, no Flamengo, não é possível misturar o remo com as demais modalidades, uma vez que é esporte fundador e tem vice-presidência própria. Já acabam por aqui vários dos ataques feitos às pastas, como se fossem apenas uma, por pessoas que sequer sabem que o Rubro-Negro foi campeão brasileiro de barcos curtos em 2018 e teve atletas conquistando medalhas de ouro em competições internacionais, entre elas etapa de Copa do Mundo, além do Mundial Indoor. Pesa, obviamente, a seca de títulos no Campeonato Carioca, permitindo uma hegemonia nunca antes obtida pelo Botafogo.

Voltando à tão comentada pasta dos esportes olímpicos, o título inédito da Copa Super 8 de Basquete, em pleno dia 29 de dezembro, veio para coroar o trabalho feito por Alexandre Póvoa, Marcelo Vido e companhia. Foram 12 finais e 12 troféus em seis anos, com destaque para a Liga das Américas e o Mundial, levando em conta que, a níveis estadual e nacional, o Flamengo virou a potência a ser batida.

Alexandre Póvoa comandou os Esportes Olímpicos do Flamengo

Até aí muita gente sabe, porque o basquete tem transmissão televisiva ou pela internet toda semana. O que pouca gente acompanhou foram os atuais títulos brasileiros conquistados pela ginástica artística feminina, o nado artístico e polo aquático feminino; o retorno do vôlei adulto ao cenário competitivo; e a formação de dois recém-campeões mundiais na natação (Luiz Altamir e Breno Corrêa, hoje no Pinheiros).

Na canoagem, que por muito tempo teve o campeão olímpico Isaquias Queiroz, foi necessário o recomeço, algo parecido com o que aconteceu na própria natação, modalidade esta que conta com a piscina mais moderna do mundo, na Gávea, para impulsionar a revelação de novos atletas.

Em tempos de crise financeira, chegou dinheiro pelo Comitê Brasileiro de Clubes, através de projetos apresentados, bem como pelo Anjo da Guarda Rubro-Negro. Este, um recorte de algo que sempre foi sonhado para o futebol: a torcida doando dinheiro para o clube.

Marcelo Vido manteve-se à frente como diretor-executivo em todo o período

A lista seria grande se fossem incluídos todos os feitos, mas estes já são suficientes para explicar que Póvoa e equipe não olhavam apenas para o basquete. Você, crítico, é quem parece não se importar com as demais modalidades, apenas quando elas te servem como munição em período eleitoral, alcançando outros menos informados por falta de interesse ou simplesmente desconhecimento. Se os esportes olímpicos estão entregues às traças, sorte delas, que se acostumaram a levantar taças, com a licença da rima.


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

Compartilhar: