Compartilhar:

Adriano Skrzypa, da equipe MRN Informação

Nos últimos dias um fato repercutiu nas redes sociais: a desistência do Flamengo/Marinha em participar da Copa Libertadores Feminina 2019, que será realizada em outubro. Diante da repentina decisão, o Mundo Rubro Negro apurou e traz detalhes que explicam a razão desse desfecho para as mulheres do Rubro-Negro.

Voltamos para 2018. O capítulo II do regulamento do Campeonato Brasileiro Feminino A1 estipulava: “Art. 4º – O clube campeão do Campeonato Brasileiro Feminino A-1 de 2018 terá vaga assegurada na Copa Libertadores de Futebol Feminino de 2019”. O Corinthians sagrou-se o campeão da competição e garantiu vaga.

Não deixe de ler também

Pela primeira vez o torneio continental terá dezesseis equipes. Como o Brasil já teve times campeões da competição em anos anteriores, foi concedida mais uma vaga para equipes brasileiras. Consequentemente, a vaga ficou com o Rio Preto, vice-campeão do Brasileiro Feminino 2018.

O problema começou no início de 2019, quando o Rio Preto anunciou o encerramento das atividades de seu futebol feminino. O clube paulista rompeu com o parceiro – o Juventude de São José do Rio Preto – no fim do ano passado e não teve como arcar sozinho com os custos da equipe. Assim, a vaga ficaria com o terceiro colocado do Brasileirão, no caso, o Flamengo/Marinha. A confirmação da vaga para o Rubro-Negro ocorreu apenas no final de julho, e a participação no campeonato acabou sendo inviável para a equipe.

O Mais Querido iniciou 2019 com o planejamento da equipe visando três competições: Brasileiro, Carioca e Jogos Mundiais Militares. As duas últimas, disputadas simultaneamente no segundo semestre: o Estadual começa no dia 8 de setembro e vai até novembro (ainda não há uma data estipulada para as últimas fases), já os Jogos Mundias Militares acontecem entre 18 e 27 de outubro. A Libertadores da América será realizada quase no mesmo período, tendo apenas uma semana a mais, de 11 a 27 do mesmo mês.

Na prática, o Flamengo/Marinha precisaria ter um time para enviar ao JMM, sediado em Wuhan, na China; outro para a Libertadores, que será em Quito, no Equador; e um terceiro no Rio de Janeiro disputando o Estadual. Ainda assim a administração do time tentou se movimentar para tentar aumentar o elenco e conseguir formar um elenco de tal porte, mas a tentativa não avançou e o Mais Querido acabou abrindo mão da segunda vaga brasileira para a competição sul americana, que a princípio, será ocupada pela Ferroviária.

O posicionamento oficial do Flamengo ressalta: “O clube abriu mão da vaga pois as atletas são também oficiais da Marinha e precisam necessariamente disputar o Mundial Militar, não é opcional. Fomos convidados apenas recentemente, o que não nos permitiu tomar outra atitude por não termos em nosso planejamento elenco para disputarmos as duas competições simultaneamente.

O MRN depende do apoio de leitores como você para continuar fazendo uma cobertura criativa, propositiva e ética do Clube de Regatas do Flamengo. ➡ Junte-se a nós

Compartilhar: