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Temos uma decisão pela frente. Mais uma na vitoriosa história rubro-negra. Só de Copa do Brasil, essa é a sétima final a que chegamos, tendo vencido três delas. O adversário é, mais uma vez, o Cruzeiro, aquele que nos derrotou em 2003. Com treinador novo, motivação depois de uma categórica, ainda que econômica, classificação sobre o Botafogo, a torcida do Flamengo tinha tudo para estar eufórica para a primeira partida da finalíssima. No entanto, havia uma pedra no meio do caminho que atende pelo nome de Primeira Liga. Uma pedrinha, minúscula, mas que parece ter promovido um efeito devastador nas redes sociais flamengas.

Rueda escalou um time alternativo, um misto entre jogadores que não estão inscritos na Copa do Brasil, alguns pouco aproveitados do elenco e uns garotos que mal saíram da base. A história todos já sabem e parece que a pedrinha transformou completamente o humor da torcida. A bem da verdade, se levarmos em consideração que a maioria dos odiados não estarão em campo na próxima quinta-feira, a questão recai basicamente em um nome: Alex Muralha.
 

 
Sem poder contar com Diego Alves, mais um que não está inscrito, o ex-moicano barbudo, em teoria, pelo menos, deveria ser o titular na final, uma vez que foi o escolhido para o primeiro jogo das semifinais. Acontece que a sua atuação na última quarta, quando da eliminação na Primeira Liga para o Paraná, foi desastrosa. Falhou duas vezes antes do gol de empate paranista e, na decisão por pênaltis, o que pode muito bem acontecer novamente na volta, dia 27, o goleiro foi patético. A impressão é que ele diminui de tamanha embaixo das traves quando vai defender penalidades máximas. Sem falar na total inépcia para escolher o canto correto da cobrança.

Profe Rueda tem pela frente aquela que deve ser a sua primeira grande decisão a tomar no comando técnico rubro-negro: decidir quem defenderá a meta no próximo dia 7. A escolha deveria se ater meramente a aspectos técnicos e psicológicos, selecionar entre Muralha e Thiago aquele que reunisse as melhores condições. Optar pelo mais experiente, mas em péssima fase nos últimos meses, ou pelo novato que se apresentou razoavelmente bem quando solicitado, só que sem ter a mesma rodagem. Não custa lembrar que o Thiago também andou falhando um tanto quando foi escalado pelo Zé Ricardo.

Entretanto, como diz o slogan de uma famosa rádio de notícias, “em 20 minutos, tudo pode mudar”. E, ontem, a infeliz capa do jornal carioca Extra revoltou torcedores, diretoria e elenco do Flamengo que, claro, defenderam o arqueiro. Por um lado pode ser ótimo, fecha ainda mais o grupo, traz a torcida mais para junto do time. Por outro, pode ser um fator de desequilíbrio na balança que definirá a escalação da equipe, um “vamos dar uma moral para o Muralha”. Colocá-lo no banco poderia soar como uma concordância com o jornal.
 

 
Eu, honestamente, não tenho ainda uma posição definida. Hoje, tenderia pela escalação do Thiago, principalmente pela possível reação da torcida à qualquer deslize do Muralha. Numa decisão, os mínimos aspectos tem que ser pesados e não podemos nos dar ao luxo de ter um Maracanã lotado impaciente. Precisamos, sim, da massa apoiando o tempo inteiro, como sempre foi nas nossas grandes conquistas. E vamos com tudo pra cima das Marias!!!
 

Bruno Trink é apoiador do MRN e escreve semanalmente no butecodoflamengo.com, de onde esse texto foi retirado com autorização direta do autor. Siga-o no Twitter: @brunotrink

 


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Imagens no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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