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A próxima quarta-feira (13) é uma data decisiva para o Flamengo. Desta vez com o estádio ao seu favor – jogará no Maracanã lotado –, o rubro-negro precisa reverter o 2 a 1 sofrido em Avellaneda se quiser terminar o ano com uma grande conquista. Para facilitar o trabalho dos scouts flamenguistas, o MRN dissecou o Independiente e traz agora os pontos fracos do adversário argentino.

De volta ao jogo de ida

Precisamos voltar para o duelo de ida, que de maneira sutil mostrou os caminhos por onde o Fla pode buscar a vitória. Em jogo apático, com uma forma de jogo apática, Rueda escolheu esperar o Independiente e foi castigado. O mesmo foi feito no jogo de volta contra o Junior Barranquilla, também na casa do adversário, mas a falta de pontaria somada à não necessidade de título para os colombianos chegarem à Libertadores contaram a favor.

Os argentinos não. Precisam do título e foram caprichosos ao buscarem a virada, mas se expuseram e sutilmente deixaram à mostra suas fragilidades. Não tão perceptivas, mas um tanto quanto perigosa. Como o peito esquerdo de Smaug – dragão criado por J. R. R. Tolkien na obra O Hobbit –, única parte descoberta em todo o seu protegido corpo. Difícil de ser visto, mas quando vulnerável acaba por matá-lo.

Os Rojos mostraram-se lentos na recomposição, mal resguardados e com fraca defesa. Mesmo pressionando e com maior posse de bola, permitiu que o Flamengo finalizasse a mesma quantidade de vezes. Conseguiram a virada em um chute de rara felicidade e por pouco não sofreu o empate na arrancada de Éverton, parado com falta por Amorebieta.

Estatísticas comprovam

Ficaram claros os dotes ofensivos do Independiente. Não à toa, é o time que mais dá passes para finalização na competição, o time que mais dribla, que mais sofre faltas, que mais finaliza, que mais faz lançamentos e que mais troca passes.

Estes números são fortes, e com a torcida empurrando ficam ainda mais. Mas é aí que entram os pontos fracos…

Pontos fracos

É comum nos times com características ofensivas serem mais suscetíveis no setor defensivo. No clube argentino, a disparidade é grande.

Começando pelo desarme. A média do Independiente é de 13,1 desarmes por jogo, uma das menores médias da competição, ficando a frente de Nacional-PAR, Fluminense e Cerro Porteño entre os times com 6+ jogos. Olhando a média de desarmes CERTOS, os 11,5 dos Rojos só ficam a frente do tricolor carioca, que tem 11,4.

Consequentemente, é o time que mais comete faltas e mais recebe cartões amarelos.

No ataque também existem problemas. É o clube que mais errou chutes na competição e precisa de 7 finalizações para marcar um gol, bem acima dos 4,8 do Flamengo. Soma-se a isso a quantidade de passes errados – lidera este quesito– e a média de erros de passe – um dos piores do torneio.

É também o time que mais perde bola na Sul-Americana, um número alto contando que tem uma das mais fracas médias de posse de bola dentre as equipes que chegaram mais longe.

Jogo contrário

O duelo de volta pode ser se o inverso do duelo em Avellaneda. A tendência é o Independiente se segurar mais e o Flamengo partir pra cima. O rubro-negro por pouco não conseguiu um bom resultado como visitante, muito por conta do alto erro no número de passes (43). Arão (8) e Lucas Paquetá (7) foram os que mais erraram passes no jogo de ida.

Com a bola no chão e o Flamengo fazendo seu jogo, a chance de vitória é grande. Os argentinos são frágeis defensivamente, e Rueda e cia puderam observar isso na quarta passada, quando apenas o adversário jogou. Acertando a bola e a marcação nos pontas, a chance do título é grande.

*Estatísticas do ótimo Footstats Premium

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