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A altitude será uma das dificuldades que o Flamengo irá enfrentar nesta Libertadores. Mas como será que o time tem ido acima dos 2 mil metros?

Por Lucas Tinoco – Twitter: @Lucastinocof

Nesta terça-feira (05), o Flamengo entrará no gramado do Estádio Jesús Bermúdez, na cidade de Oruro, na Bolívia, para reviver um velho fantasma: a altitude. Primeiro adversário do Mais Querido na Libertadores 2019, o Club San José joga a 3.750 metros acima do nível do mar.

Na Conmebol Libertadores 2019, o Rubro-Negro enfrentará dois dos estádios localizados em maior altitude no continente. Além do clube boliviano, a equipe irá até Quito, no Equador, para um duelo contra a LDU a 2.850 metros acima do nível do mar.

É consenso entre especialistas que a altitude começa a ter grande impacto acima dos 2 mil metros. Justamente desta altura para cima que o Flamengo tem sofrido bastante, historicamente, seja em jogos amistosos ou oficiais.

Histórico

O Flamengo já esteve em campo a mais de 2 mil metros de altitude em 17 oportunidades, sendo oito dessas em amistosos (duas vitórias, um empate e cinco derrotas).

Em partidas oficiais – todas pela Copa Libertadores – foram 9 jogos. O primeiro deles na campanha vitoriosa de 1981, vitória por 1 a 2 sobre o Jorge Wilstermann, a 2.574 metros de altitude. Baroninho e Adílio marcaram os gols rubro-negros em Cochabamba.

O segundo dos jogos foi em 1983, contra o Bolívar, em La Paz, a 3.640 metros de altitude, onde aconteceu a primeira das quatro derrotas em jogos oficias. A equipe boliviana enfiou 3 a 1 no rubro-negro, que teve seu gol de honra marcado pelo atacante Edson.

A terceira partida em ar rarefeito só aconteceu em 2002. Em Minizales-COL, derrota por 1 a 0 diante do Once Caldas, a 2.153 metros acima do nível do mar. Cinco anos depois, empate na maior das altitudes enfrentadas pelo Flamengo: 2 a 2 contra o Real Potosí, a 4.010 metros de altitude, com gols de Obina e Roni.

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No ano seguinte (2008), a primeira e, até 2019, última vez em que enfrentou duas grandes altitudes na mesma temporada. Primeiro foi o Cienciano, nos 3.350 metros de altitude de Cuzco-PER, em vitória por 0 a 3 com gols de Renato Augusto, Toró e Juan.

Dias depois, nova vitória. Na Cidade do México, a 2.230 metros acima do nível do mar, o Flamengo bateu o América do México por 2 a 4, gols de Marcinho (duas vezes), Diego Tardelli e Léo Moura. Essa, inclusive, foi a última vitória rubro-negra em uma grande altitude.

Quatro anos depois, novamente em Potosí (4.010 metros) e contra o Real Potosí, derrota por 2 a 1. Luiz Antônio marcou para o Mengão. Dois anos depois, novamente contra o Bolívar, em La Paz, só que desta vez no Estádio Hernando Siles ao invés do Estádio Libertador Simón Bolívar (3.706 e 3.640 metros de altitude respectivamente), derrota por 1 a 0.

A última vez que o Flamengo foi a um estádio com, pelo menos, 2 mil metros acima do nível do mar aconteceu no ano passado. O Mais Querido foi até Bogotá, para enfrentar o Independiente Santa Fé, no El Campín, a 2.640 metros de altitude.

Flamengo empatou com o Santa Fé em seu último compromisso na altitude. Crédito: Gilvan de Souza / Flamengo.

Somando tudo são 3 vitórias, 2 empates e 4 derrotas, com um aproveitamento de 41% aproximadamente.

San José e Flamengo se enfrentam nesta terça-feira (05), às 19h15, pela abertura de fase de grupos da Libertadores. O canal Fox Sports transmite a partida.


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