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Quando chegou ao último jogo de uma fase grupos precisando do resultado, o Flamengo conseguiu passar apenas em 1981 e 2010.

 

Após desencaminhar sua classificação antecipada esta noite, ao perder de virada para a LDU, o jogo decisivo para as pretensões do Mais Querido na Libertadores 2019 acontece dia 08 de maio contra o Peñarol, em Montevidéu. Ambos os times precisam de ao menos um empate para avançarem.

Considerando os triangulares semifinais de 1982 e 1984 análogos à uma fase de grupo e somando-os à edições 2010, 2012, 2014, 2017 e 2019, o clube chega pela sétima vez na história apostando todas as fichas no último jogo de uma fase de grupos para se classificar. Apenas me 2010 a mistura de “dever de casa” e combinação de resultados trouxe a vaga para a Gávea.

1981, ano da estreia e do título, precisa ser incluído como um exemplo de superação. Flamengo e Atlético Mineiro empataram no topo da tabela na primeira fase. Pelo regulamento, apenas um dos quatro times desse grupo, que contava também com a presença dos gigantes Olimpia e Cerro Porteño, se classificava.

O jogo desempate terminou em 0x0 aos 37 minutos e o Flamengo foi declarado vencedor porque o clube mineiro contava apenas com seis jogadores, um a menos do que previa a regra. Após Reinaldo ser expulso por uma entrada criminosa em Zico, Éder, Chicão, Palhinha e Cerezo forçaram suas expulsões. Leia mais sobre em Não fale espanhol: a tentativa de tapetão do Atlético-MG e um pouco mais de 1981.

Abaixo, um breve resumo de como foram as outras participações do Flamengo na Libertadores.

1982

De acordo com o regulamento, o Flamengo, por ser o atual campeão, só entraria na fase triangular da competição, que precedia às semifinais. Assim sendo, na última partida dessa etapa, o time foi para o jogo final contra o Peñarol precisando vencer por qualquer placar para que a classificação viesse no saldo de gols. Perdeu por 1×0 para os uruguaios com 90 mil pessoas no Maracanã.

 

1983

Fez 6 pontos na fase de grupos. Ficou em segundo mas apenas o primeiro classificava. No caso, o Grêmio, com 11 pontos. Uma participação realmente pífia. Mesmo sem o grande astro Zico nos dois últimos jogos – o Galo se transferiu para a Udinese depois da conquista do Brasileiro no dia 29 de maio -,  o time ainda mantinha alguns dos campeões de 1981, como Raul, Marinho, Andrade e Adílio…

 

1984

A segunda fase era triangular e valia como semifinais. O Flamengo precisava vencer o Grêmio no jogo de desempate – ambos terminaram com 9 pontos mas o Grêmio tinha a vantagem do empate por ter feito melhor saldo de gols. O jogo foi em São Paulo. Diante de 40 mil pessoas, a maioria esmagadora torcendo pelo Flamengo, o Grêmio conseguiu seu objetivo com um empate sem gols e disputou e perdeu a finalíssima contra o Independiente. Faltou um golzinho para que o clube disputasse mais uma final.

1991

Invicto na fase de grupos com 9 pontos. Foram três vitórias e três empates. Depois passou pelo Táchira com facilidade, impondo um 8×2 no agregado, nas quartas caiu para Boca em La Bombonera após ser derrotado por 3×0, antes havia vencido por 2×1 no Rio.

 

1993

Duríssima fase de grupo. O Flamengo classifica-se em primeiro com o mesmo número de pontos de América de Cáli e Atlético Nacional. Naquele ano, três dos quatro times se classificavam em cada grupo. O Internacional sobrou. Após eliminar o Newell’s Old Boys, o Mengo caiu para o futuro campeão São Paulo.

 

2002

A pior participação do Flamengo na competição. Os adversários eram Once Caldas, Olimpia e Universidad Católica, e o Mais Querido somou apenas quatro pontos e terminou em último lugar.

2007

Apenas o Santos somou mais pontos do que o Flamengo na edição 2007 da Libertadores da América. O Rubro-Negro fez 16 pontos. Nas oitavas jogou contra um modesto Defensor, no Uruguai, e tomou uma paulada de 3×0. Na volta, os 2×0 não foram suficientes. Apesar de consciente do papelão em Montevidéu, não há como negar que pelo menos um terceiro gol no Maracanã teria saído se não fosse a péssima arbitragem do argentino Héctor Baldassi.

 

2008

O grupo era formado pelos peruanos Cienciano e Coronel Bolognesi e pelo Nacional, do Uruguai. O Fla classificou-se em primeiro novamente, com 13 pontos. Nas oitavas, aconteceu o que ninguém esquece: show na Cidade do México e vexame no Maracanã. Não é preciso dizer mais nada sobre esta Libertadores.

 

2010

Foi uma primeira fase complicada, porém, o escrete rubro-negro, que ainda contava com Adriano Imperador e Vagner Love no comando de ataque, pulou para as oitavas em segundo depois de uma combinação de resultados (venceu o Caracas no Maracanã e contou com o empate entre os rivais Universidad Chile e Universidad Católica). Finalmente a sorte parecia estar ao nosso lado…

Eliminou o Corinthians, com um gol qualificado salvador de Love no Pacaembu e soube que seu adversário das quartas seria a mesma La U que o derrotara no Chile e arrancara um empate no último minuto no Maracanã. Foi derrotado em casa por 2×3 e ganhou em Santiago por 2×1. Não foi suficiente. Ficou o gosto amargo de mais uma eliminação.

 

2012

Após eliminar o Real Potosí, do Peru, numa altitude de 4 mil metros, o Flamengo chega novamente à fase de grupos da Libertadores após um ano afastado da competição. E  o time deixou para resolver tudo na última rodada. Precisava vencer o classificado Lanús no Engenhão e torcer para que o Emelec não vencesse o Olimpia, no Paraguai.

Este dia foi um dos mais dramáticos e traumatizantes para os flamenguistas. No Rio, o serviço foi feito: 3×0. Até os 43 minutos do segundo tempo o placar em Assunção ficou parado no 1 a 1, e tudo parecia se encaminhar para um final feliz para o Mengão.

Foi aí que com um chute forte Mena desempata para o Emelec. Mas milagre parecia ter acontecido: o Olimpia voltou a marcar, aos 46. Dois a dois! Leo Moura dava entrevista como classificado no gramado do Engenhão quando o time de Guayaquil, aos 48 minutos e no último lance dos acréscimos do jogo, fez seu gol da classificação. 2×3 e o Fla estava humilhante e inacreditavelmente desclassificado.

 

2014

O clube em plena reconstrução financeira. Não contava em nenhum roteiro vencer a Copa do Brasil de 2013 e assim ganhar o direito de jogar a Libertadores do ano seguinte. O Flamengo caiu junto a Bolívar, León e Emelec. O time da Gávea não era bom e ninguém acreditava muito em uma campanha longínqua na competição.

Entretanto, não estava nos planos perder e empatar em casa para o pequeno Bolívar. Como em outras fases de grupos, o Flamengo deixou para encaminhar sua classificação na última rodada: era preciso vencer o mexicano Léon em casa mas o resultado foi mais uma vexaminosa derrota.

2017

As dores da Libertadores de 2017 ainda machucam o coração rubro-negro. O time venceu todas as partidas em casa mas chegou ao último jogo da fase de grupos precisando de uma combinação de resultados para seguir adiante. Se vencesse ou empatasse com o San Lorenzo, no El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, estaria classificado.

Em caso de derrota, somente perderia a vaga com uma improvável vitória do inconstante Atlético Paranaense frente à Universidad Católica, em Santiago do Chile. Assim como em 2012, todo o revés veio nos minutos finais das duas partidas. Fla e Católica perderam seus jogos e as respectivas classificações. Não tem como esquecer.

 

2018

O Clube de Regatas do Flamengo, desde a edição anterior, já contava com um forte time, se comparado com a maioria esmagadora dos seus rivais. A saga de pelo menos se classificar para as oitavas obteve sucesso, apesar de não ser nada fácil. O time não foi derrotado mas empatou quatro dos seus seis jogos.

Vinicius Junior foi o responsável por uma das vitórias mais incríveis do Flamengo na história da Libertadores, ao sair do banco para fazer dois gols espetaculares contra o Emelec, em Guayaquil. Nas oitavas, nova decepção (quantas vezes usamos essa palavra hoje?) com a derrota por dois a zero em casa, diante do rival doméstico Cruzeiro. A vitória no jogo da volta, no Mineirão, por 1×0 não adiantou rigorosamente nada.

 

 


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