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Quando o Palmeiras empilhou títulos com a ajuda de mecenas, o debate sobre hegemonia no futebol brasileiro não estava em pauta

Por Bruno De Laurentis – Twitter: @b_delaurentis

Dentre os clubes que há alguns anos se reorganizaram financeiramente, dois clubes se destacam por seus resultados: Palmeiras e Flamengo. Um com suas próprias pernas, cortando na carne: o Flamengo.

O outro, o Palmeiras, rebaixado em 2012 e que milagrosamente não repetiu o feito em 2014 graças ao Flamengo, que o livrou de nova humilhação ao vencer o Vitória na última rodada, teve todo tipo de ajuda possível de bilionários, como o ex-presidente Paulo Nobre e os donos da Crefisa.

Bom pra eles. Foi bem mais fácil. Com juros (bem) abaixo do mercado, jogadores comprados pelo presidente, aportes financeiros acima da média de um patrocinador apaixonado que tem interesses políticos e com boa vontade da CBF (cujo ex-presidente era torcedor e político do clube), tudo foi mamão-com-açúcar. 

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De cara, logo em 2015 foram campeões da Copa do Brasil. Tal qual o Flamengo em 2013, também no primeiro ano de sua “recuperação econômica”.

Enquanto a do Flamengo durou dois triênios (sendo um bem drástico), a deles foi bem menos dolorosa e, juntos, disputam tudo a partir de 2016. O Flamengo inclusive tinha um planejamento estratégico feito em 2013 de vencer títulos brasileiros e torneios sul-americanos bem antes do que pode acontecer não prevendo que outro clube dentre os grandes tivesse recuperação tão “fantástica” e rápida.

Esse Palmeiras nunca incomodou a imprensa. 

O Palmeiras que fez 80 pontos em 2016 e 2018 e deve fazer em torno disso em 2019 nunca incomodou a rapaziada que entretém em mesas redondas com uma suposta hegemonia.

Palmeiras comemora título brasileiro do ano passado. Foto: Mauro Horita / CBF

O mesmo clube que só não levou 2017 porque privilegiou as copas e ainda assim, colou no líder até o clássico no fim.

O clube paulista que investia em torno de R$ 150 a R$ 200 milhões a mais no futebol por ano em seu orçamento e que levou dois brasileiros e uma Copa do Brasil em quatro anos nunca causou discussões sobre cota de TV. Jornalistas faziam questão de dizer que o Flamengo ficara “no cheirinho” pra eles. 

Falei ano passado que só seríamos campeões quando fôssemos capazes de fazer mais de 80 pontos no Brasileirão com regularidade, pois esta foi a média que eles estabeleceram após sua “recuperação”.

A realidade até o Flamengo procurar Jesus e desistir de Abel é: já existe há algumas temporadas uma hegemonia no Brasil, quebrada apenas pela campanha fora da curva do primeiro turno do horrível Corinthians de Carille em 2017.

O Flamengo corre colado investindo menos desde 2016. Neste ano, o cenário se inverteu. E com a nova diretoria resolveu ser mais ambicioso no mercado e qualificar o time logo no primeiro ano de seu triênio, atitude mais que correta.

E com um ótimo treinador, o Fla pode levar o Brasileiro e está na final da Libertadores. É curioso que jornalistas como @aydanoandre nunca tenham feito programas sobre o Palmeiras dividir dinheiro com seus rivais, que o Loffredo nunca tenha perguntado sobre a origem do dinheiro da financeira, que o Neto não tenha dito que a conta vai chegar pro Palmeiras… 

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O establishment da mídia e da confederação brasileira gerida por conselheiros de clubes de São Paulo não se incomoda com um clube paulista no topo nas últimas três temporadas, mas vê a ruína de um plano de conquista nacional quando o Flamengo toma para si o que é seu por direito. 

O Mais Querido saiu da jaula onde esteve encarcerado ante péssimas gestões e incompetência generalizada. Contratos estão assinados até 2024 e o time está forte. Receitas com bilheteria, sócio e premiação disparam.

jesus ninho do urubu
Chegada de Jorge Jesus colocou o futebol do Fla em um novo patamar. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo.

Renegociar camisa, patrocínios e outros ativos é questão de tempo. Há na praça o Fla que desistiu de se contentar com o segundo lugar em 2018 e 2016 (empatado com o Santos com 71 pontos). Com vice-campeonato de Copa do Brasil e Sula, ou, pior, com sexta colocação e vaga no sufoco pra pré-libertadores neste mesmo ano em 2017.

Chegou nossa hora. E não é um sentimento. Ainda 2016 eu dizia que em 2019 teríamos o primeiro ano mágico e que, em tudo dando certo, após 10 anos de nosso planejamento 2013-2022, em 2023 estaríamos absolutamente estabelecidos no lugar em que merecemos. Houve tropeços, mas a hora chegou e a paulistada sabe. Gaúchos e Mineiros ainda relutam, mas já sentem que não é apenas um ano atípico.

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E alguém pra confrontar a hegemonia verde que não incomoda o mundo do futebol nasceu de verdade em seu ninho. 

Os estádios serão nossos onde jogarmos, o povo estará ao nosso lado onde estivermos.

As TVs estarão ligadas torcendo por nós ou contra nós. O dinheiro vai procurar o Flamengo, pois cheque gordo gera cheque gordo.

Acreditem no Flamengo. E cobrem. Nunca deixem de COBRAR.

SRN. 

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