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Erick Viana, da equipe MRN Informação

O Mengão foi campeão carioca de basquete nesta sexta-feira (4), mantendo a sequência de títulos que vêm desde 2005. Foi o 14° título carioca seguido para o Flamengo, visto que a competição não foi disputada em 2017.

Depois de ser campeão invicto na temporada de 2018, o Fla encontrou dificuldades contra um Botafogo que vem crescendo desde a última temporada.

O técnico Léo Figueiró faz grande trabalho, e extrai o melhor de atletas como Boracini, Coelho e Lucas Mariano. O alvinegro não contou com sua estrela Jamaal no Estadual, que viajou aos EUA em virtude de um AVC que atingiu seu pai.

Com o crescimento botafoguense, o Orgulho da Nação teve mais trabalho, e perdeu para o rival por 100 x 98 no primeiro turno. Voltou a perder, dessa vez, por um ponto de diferença: 80 x 79 no jogo 2, que aconteceu quinta-feira (3) em General Siveriano, deixando a disputa em melhor de três da final empatada por 1 x 1.

A terceira e decisiva partida foi jogada no Tijuca Tênis Clube, e mantendo o bom aproveitamento em seus domínios, o Mengo sagrou-se campeão após vencer o rival da Estrela Solitária por 83 x 74.

A confusão

Perto do fim do primeiro quarto, o Botafogo ainda vencia por 26 x 16, quando ouviu-se um forte barulho de bomba no ginásio, dando início à uma grande correria da torcida flamenguista.

Muitos com crianças, correram para dentro das dependências do Tijuca Tênis Clube, enquanto outros foram para o lado de fora do ginásio atrás dos botafoguenses, que estavam armados e deram tiros para dispersar a torcida Rubro-Negra, que voltou para o lado interno de forma desesperada.

Segundo à Polícia Militar, eram cerca de 20 integrantes de uma torcida organizada do Botafogo. Alguns estavam armados, e conseguiram fugir antes da ação da polícia. O clima virou de hostilidade com a equipe botafoguense dentro do ginásio, e muitas confusões internas foram causadas de forma isolada.

Em reunião da polícia e da arbitragem com comissões de Bota e Fla, o jogo estava paralisado e os atletas visitantes refugiados no vestiário. E assim permaneceu durante mais de uma hora.

A equipe visitante só aceitava jogar com reforço da segurança, que veio. A PM ficou do lado de fora, na entrada do Tijuca, além de 35 profissionais de segurança interna nas arquibancadas. Depois de muita expectativa, o time visitante voltou à quadra e o jogo recomeçou.

O jogo

O clube da Gávea começou bem, mas em pouco tempo os visitantes acordaram e viraram a partida de forma surpreendente, abrindo 10 pontos: 26 x 16; foi quando aconteceram os fatos lamentáveis citados acima.

No reinício da partida, o Botafogo cometeu uma sucessão de erros. Lucas Mariano errando dois lances livres evidenciou a falta de norte e deu a certeza: era o momento do Mais Querido do Mundo. O clube se aproveitou disso com Marquinhos e Mineiro muito bem, sendo destaques da partida.

Marquinhos terminou com 27 pontos, sendo cestinha, enquanto Rafael Mineiro deixou 17 em quadra. Olivinha com 14, e Balbi, com 12, completam a lista de maiores pontuadores dos nossos reis da quadra.

O primeiro tempo acabou 44 x 40 para o tetra decacampeão. A equipe de Léo Figueiró voltou melhor do intervalo e fez frente com o FlaBasquete durante boa parte do jogo.

Com jogo pegado e com faltas, o ritmo também se acelerou em alguns momentos, mas a Nação Rubro-Negra, que cantava e encantava impulsionada pela tensão causada pela quase invasão da torcida adversária, dizia: queremos esse título mais do que antes! E ditou o que foi visto em quadra.

Apesar do jogo parelho, no último quarto o basquete centenário conseguiu deslanchar e abrir diferença, fazendo com que nos minutos finais todos tivessem certeza, já diante de um rival cansado emocional e psicologicamente: “seremos campeões”, como entoava a magnética no ginásio cujo eco era ensurdecedor.

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