Compartilhar:

A vitória fora de casa pelo placar mínimo não reflete exatamente como foi o jogo do Flamengo contra a Chapecoense

Por Téo Benjamin – Twitter: @teofb

Dois tempos distintos e um resultado mentiroso. Esse foi o resumo do confronto entre líder e lanterna em Chapecó. O protagonista? O treinador que entra em campo com o time e joga junto, criando os espaços que o Flamengo precisa. E depois de ler mais esta análise de um jogão do Flamengo, volta aqui e pega esse código 1XBET promocional que eu tenho para você.

O Flamengo veio com seu já tradicional 4-4-2, mas dessa vez com Gerson mais pela esquerda e Arão mais pela direita do meio-campo, invertendo o posicionamento mais comum nos últimos jogos. Renê, Vitinho e Reinier entraram no lugar de Filipe Luís, Arrascaeta e Gabigol.

O domínio no primeiro tempo foi quase inacreditável. Um massacre! O Fla teve 65% de posse de bola, 13 finalizações e 254 passes certos (89%) nos primeiros 45 minutos. A Chape não viu a cor da bola. Finalizou apenas uma vez para fora e acertou apenas 96 passes (79% de acerto).

Como referência, o Corinthians – 4º colocado – foi a Chapecó quatro dias antes e também venceu por 1×0, mas terminou os 90 minutos com 49% da posse, 10 finalizações e 293 passes certos. Mesmo sendo um time que se defende muito bem, deixou a Chape finalizar 13 vezes e trocar 320 passes.

Do mesmo autor:

Dez dias antes, o Inter – agora 6º colocado – recebeu a Chape em sua casa e teve 61% de posse, 14 finalizações e 462 passes certos, enquanto os visitantes deram 9 chutes e 239 passes.

Mas o que explica tamanho domínio rubro-negro? O primeiro fator é a marcação-pressão extremamente organizada. A Chape simplesmente não conseguia jogar.

(Pausa para essa jogada simplesmente maravilhosa)

Ou seja, o Flamengo amassou de verdade. Desde o comecinho parecia que o gol estava amadurecendo. Depois do chute na trave de Bruno Henrique, aos 18 minutos, ficou claro que a bola entraria a qualquer momento.

Mas o gol demorou. Fazia tempo que o Fla não colocava uma bola na rede sem ser um golaço absurdo! Isso olhando apenas o lance em si. Esse gol tem uma história longa, complexa e muito bonita. Jorge Jesus tinha um plano e ficou 35 minutos ajustando as peças até a bola entrar.

É a história de uma sequência de jogadas e orientações pelo lado esquerdo.

4’ |Vitinho dá opção pelo meio em vez de abrir pela esquerda e JJ reclama feito louco com ele 12’ Vitinho flutua pelo meio para receber, mas lembra da instrução e ataca o fundo em diagonal.

21’ | Gerson toca e faz a ultrapassagem para o fundo.

22’ | BH recebe aberto pela esquerda e acelera imediatamente – JJ diz a Vitinho que quer vê-lo fazendo o mesmo.

26’ | Vitinho aparece de novo pelo meio e BH abre pela esquerda para compensar. JJ parece frustrado no canto da imagem.

27’ | Finalmente Vitinho agarra a linha lateral e abre um espaço para BH pelo meio 30’ Vitinho recebe aberto e acelera pela 1a vez

32’ | Com Vitinho aberto, o lateral da Chape não sabe quem marcar e BH infiltra

33’ | Ele recebe aberto, acelera, dribla, JJ CELEBRA e quase sai o gol.

34’ | Vitinho e Gerson pela esquerda, mas ninguém ultrapassa para abrir a zaga da Chape. JJ dá um esporro. Não há espaço para chutar, cruzar ou driblar, então ele volta a bola… Gerson aciona Vitinho mais uma vez, mas agora ultrapassa. Abre-se o espaço para o cruzamento e… Gol!

Compare a disposição do time nas duas vezes que Vitinho levanta a cabeça para procurar a bola na área em menos de 15 segundos. Tudo igual, tirando o marcador arrastado por Gerson. Não há nada de aleatório no futebol do Flamengo.

Aliás, repare onde Gerson estava na hora da comemoração e tire suas conclusões… O que eles estavam falando?

Depois do gol, o Flamengo diminuiu o ritmo. Até a comemoração foi em baixa intensidade. O segundo tempo parecia tranquilo, mas foi se embolando. O domínio continuou, mas agora a Chape dava sinais de que conseguiria chegar de vez em quando.

Oscilação normal? Desgaste físico? Soberba? Time se poupando? É uma discussão possível. O único fato é que o Flamengo joga um futebol pra lá consistente e o 1×0 não conta a história do jogo.

Viva Jorge Jesus, o regente do melhor futebol do Brasil!

O MRN depende do apoio de leitores como você para continuar fazendo uma cobertura criativa, propositiva e ética do Clube de Regatas do Flamengo. ➡ Junte-se a nós

Compartilhar: