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Por Ricardo Moura, Twitter: @ricardomouraCRF

A gente sabia que seria assim.

Não vamos causar um espanto que não existe.

Jesus chegaria, trabalharia e pronto. O time daria resultado.

Temos 11 ótimos jogadores, bons reservas e até terceiras opções bem aceitáveis para o nosso Brasil.

De tudo que rolou no domingo, só uma coisa me causa surpresa.

Saber que algumas pessoas vestem mais a camisa de um jogador do que a do Flamengo…Isso me deixa assustado.

Cuéllar ficou no banco. Cuéllar jogou 15 minutos. Cuéllar não fez falta. Cuéllar pode vir a fazer falta.

Não importa. Na verdade, pouco importa.

O volante colombiano está querendo sair. A gente sabe. Tá na cara.

Já teve matéria estranha com a mulher do empresário. Já teve declaração infeliz. Teve desejo escancarado. Teve de tudo um pouco. Um show de anúncios de que já existe outro amor no coração.

Amigos, se ele quer, que vá.

Assim como um relacionamento, os amores do futebol também acabam.

Cabe a nós, torcedores, aceitarmos que o fim chega.

Cuéllar entregou muito. Foi importante, fundamental e um símbolo.

Mas é preciso entender que a vida segue. Se não é aqui que o Fosforito quer estar… Que se vá.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo.

Vamos abrir a gaiola e deixar o passarinho voar.

Mas, eu te entendo, deve estar me chamando de maluco.

NÃO. Não sou maluco.

Já dei tchau para amores, para amigos, para ídolos maiores.

Já abri a porta para pessoas que julgava indispensáveis em minha vida. E sabe o que gerou? NADA. Ainda estou aqui.

Da mesma forma que aqui estou, o Flamengo estará. Pois esteve no adeus de Zico, Júnior, Adriano, Romário, Pet, Juan, Júlio Cesar e por ai vai…

Então meu caro parceiro de Flamengo. Pare de doideira, comemore o retorno do nosso clube, apoie o nosso treinador, grite pelo Arão, ou Pires ou Gerson…

Não importa quem vista a camisa de volante. O que importa é a gente pode fazer dele um astro. Fizemos o colombiano, amanhã faremos outro.


Gabigol — Toda vez que alguém falar que tivemos um atacante melhor que ele, de Adriano pra cá, mande parar. O atacante é um raro caso de jogador solução. O camisa 9 não é só um atacante, ele funciona como o ATAQUE. Cai para os lados, arma, tabela, briga, finaliza…

Arrascaeta – Não sou religioso, mas Jesus faz milagre!

VOCÊ SABIA — Os 39,70 pontos do Arrascaeta, no Cartola, nesta rodada, foi a maior pontuação já feita por um jogador na história do jogo? O meia do Flamengo superou Neymar, que tinha a marca de 39,20, em jogo contra o Atlético Paranaense (na época se escrevia assim), em 2011.

O JOGO DE HOJE — Quando o juiz apitar o começo da partida de hoje, contra o time do Paraná, poderemos ter uma total inversão de valores no Brasil. Veja bem, se o Flamengo repetir às 21h30 o que fez no domingo às 11h, estaremos diante da revolução no futebol brasileiro. Sim, depende do Flamengo, a mudança ou melhor, o avanço que nosso esporte precisa. Que Jesus e seus atletas entrem em campo sabendo do tamanho passo que podem dar.

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