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Yago Martins, do MRN Informação

A trajetória que todo rubro-negro irá contar aos seus filhos e netos

O caminho estava sendo pavimentado. Desde 2013, o Flamengo mudou sua filosofia de gestão com a chegada do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, mas as grandes conquistas só chegaram em 2019, com Rodolfo Landim no comando.

O rubro-negro transformou o último final de semana, em um dos maiores da história do clube. No sábado (23), o Flamengo venceu de virada o River Plate por 2 a 1, no Estádio Monumental Universitário de Lima, e sagrou-se Bi Campeão da Libertadores. Gabigol fez os dois gols do triunfo, repetindo o feito de Zico em 1981, que também balançou duas vezes as redes adversárias na decisão contra o Cobreloa.

No manhã seguinte para comemorar, a equipe de Jorge Jesus desfilou em um trio elétrico pela Avenida Presidente Vargas, no Centro da Cidade, e a tarde, com a derrota do Palmeiras para o Grêmio por 2 a 1, foi confirmado também o Hepta Campeonato Brasileiro ao Flamengo. Depois de 10 anos, o rubro-negro voltava a conquistar o maior campeonato nacional do país.

O CAMINHO DE 2013 ATÉ 2019

A espera foi dura. Sendo reconstruído financeiramente, o Flamengo sofreu em 2013 no Brasileiro. O rubro-negro passou boa parte do torneio brigando para não cair, e só na reta final conseguiu um gás para se afastar do Z-4. Porém, na Copa do Brasil, o Fla em campanha heróica, foi campeão em cima do Athletico-PR.

Os anos de 2014 e 2015 foram parecidos. Flamengo tentando se livrar da parte de baixo da tabela e sem sucesso na Copa do Brasil.

A partir de 2016, os rubro-negros voltaram a sonhar. O elenco que contava com Guerrero e Diego, lutou até as últimas rodadas pelo título Brasileiro, mas nos últimos jogos o Palmeiras disparou, e ficou com o título. O Fla terminou em terceiro.

No ano seguinte, o Flamengo esteve em duas grandes finais. Voltava a uma decisão de Copa do Brasil após 2013, e depois de 18 anos, retornava a uma decisão internacional. Em 1999 venceu a Mercosul e em 2017, disputaria a final da Sul-Americana.

Em ambos torneios, o Fla ficou com o vice-campeonato, e a dor do quase continuava.

Em 2018, outra dor do quase. Ótima campanha no Brasileirão, mas novamente o Palmeiras seria campeão e o Fla terminaria em segundo.

Neste ano, veio a redenção. Título Carioca, Libertadores e Brasileiro, a tal “Tríplice Coroa”.

Após a chegada do português Jorge Jesus, o Flamengo “muda de patamar”, faz uma campanha histórica no Brasileiro tendo a melhor pontuação da era dos pontos corridos e 38 anos depois, volta a ser campeão da Libertadores com um time que ficará para sempre na cabeça dos torcedores: Diego Alves, Rafinha, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Arão, Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol.

Em dezembro, vem o Mundial, e o Liverpool o espera novamente na final.

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