Com o estádio Bento Freitas completamente abarrotado de gente. O Grêmio Recreativo Brasil há meses aguardava este jogo e finalmente a hora havia chegado.

Diogo Almeida (@DidaZico)

A classificação fica para o dia 18 (Fot: Site Oficial)

A classificação fica para o dia 18 (Fot: Site Oficial)

O nosso poderoso Flamengo estava novamente no estádio Bento Freitas. Os torcedores mais antigos do Xavante não paravam de lembrar a maior vitória do time da cidade, um 2×0 pelas quartas de final do Brasileiro de 1985.

Esperança, fé, euforia. Tudo isso durou apenas até a metade do primeiro tempo.

O JOGO

Primeiro Tempo
A partida começou quente. Lógicamente o Xavante fez pressão.  A partida era feia, nenhuma chance de gol havia sido criada. Todavia o cenário não parecia muito bom. A torcida estava empolgada. Ainda bem que o time conseguiu se segurar.

Aos 10 minutos, o Flamengo conseguiu tocar um pouco a bola e Alecsandro perdeu chance incrível. Em jogada pela esquerda, Cirino driblou o lateralzinho deles e cruzou rasteiro. O atacante pegou mal na bola, possibilitando que um zagueiro deles salvasse o gol feito.

PV era constantemente acionado pelos zagueiros. Muitas bolas recuadas parece que deixaram o goleiro um pouco desnorteado. Aos 15 minutos ele soltou uma bola vinda de escanteio, ela quicou alto mas ainda bem que nenhum jogador do Pelotas esta ali para conferir e o nosso camisa  48 voltou a segurá-la.

O juiz começou a entrar em cena. Aos 18 minutos, mostrando insegurança, em falta completamente despretensiosa e boba, o homem de preto amarelou o zagueiro wallace, injustamente. A falta frontal poderia levar perigo, mas o craque Rafael Foster cobrou de maneira bizonha.
A essa altura da partida o Fla já tinha cometido 5 faltas contra uma do GEP.

O Primeiro Gol
O jogo caminhava morno e a torcida adversária já não exercia pressão alguma, até aos 29 minutos em jogada de ataque mal executada, o zagueirão se enrolou no recuo de bola e Alecsandro tomou e bateu já na pequena área para o gol, Eduardo Martini ainda tocou com a mão esquerda mas não teve jeito! 1 x 0 Mengão.

A partir daí o time do Brasil recuou suas linha e já não exercia nenhum tipo de poder de fogo. A entrada da defesa do Mengo ainda se mostrou frágil em alguns lances. Aos 45, Nena também recebeu presente de um bate rebate e concluiu pra cima, de cara para Paulo Victor.

Segundo Tempo
Sem alterações, a etapa final começou devagar, com o Flamengo comandando o jogo. Não se expunha, trocava passes e deixava o jogo passar.

O trio de ataque de mostrava mais hábil, Eduardo da Silva se movimentava bastante e Marcelo Cirino dava trabalho na faixa da meia-esquerda.
O destaque também pode ser dado para Márcio Araújo, que defendia e chegava muita ao ataque, sempre apoiando Pará. Este atuando pela esquerda não fazia um jogo vistoso, porém o lateral seria, por conta de duas faltas um dos personagens do jogo.


O Golaço de Pará
O Flamengo era superior e criava muitas jogadas de definição. Já merecia o gol. Em jogada de pivô, Cirino arranca falta na entrada da área do Pelotas, pela direita.

Boa oportunidade para Arthur Maia, que havia entrado bem no lugar do Eduardo. O homônimo de Zico batel mal, contudo a bola sobrou para Pará, que de longe acertou um raro chute colocado. 2 x 0 Mengão! Aos 29 minutos.

A Segunda Falta
A partir daí o fraco adversário teve que correr atrás. Desorganizado , o técnico colocou umas três crianças com mais habilidade para melhorar o poder de fogo.
Não adiantou. O Flamengo era melhor, Luiz Antônio entrou e ficou de ajudante de Léo Moura. Pouco acrescentou, mostrando-se disperço na marcação.
Canteros, com uma atitude muito mais interessada do que a que vem apresentando no Carioca, a essa altura já atuava de forma burocrática e o jovem estreante da noite, Jonas, que entrara no lugar de Cárceres, com torcicolo, se mostrou contundente no desarme. O Fla ia bem, Marcelo Cirino poderia ter feito o terceiro gol em contra-ataque puxado por Márcio Araújo e Arthur Maia. No rebote do chute do meia-armador – que foi outro a entrar bem – o atacante se enrolou ao dominar a bola de frente pro gol.
Inúmeras boas jogadas iam sendo criadas à medida que o GEB se mandava pra frente. Mais uma vez o Flamengo mostrou seu mais longevo defeito: A falta de intensidade: O time poderia ter martelado o adversário, porém se mantém relaxado nas partidas e parece que gosta de chamar o adversário para sua área e foi isso que aconteceu também em Pelotas.

Então, já nos acréscimos, o árbitro inventou uma falta perigosíssima para o Flamengo. Era tudo que o adversário e a torcida queria! Pará foi dar um chutão pra frente e um candango se fez acertar, abaixando a cabeça displicentemente. Não deu outra: o projeto de árbitro marcou a falta e ainda amarelou o Pará.
Na cobrança, o time do Flamengo mostrou que não corrigiu o problema sério de entregar a paçoca nos instantes finais. Enfim, gol de Nena, e classificação para o saco.

Próximo Compromisso
Flamengo e Brasil de Pelotas se enfrentarão dia 12 de março em local ainda não definido.

O Flamengo pode perder até de 1×0 que garante vaga para a segunda fase da competição e enfrentaria o vencedor do duelo entre Salgueiro de Pernambuco e o Piuaí, que deve ser mesmo um time piauiense.

Ficha Técnica
Pelotas (RS)

BRASIL DE PELOTAS-RS 1 x 2 FLAMENGO
Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas-RS
Data: 25 de fevereiro de 2015, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: Vinícius Furlan-SP
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa-SP e Carlos Augusto Nogueira Junior-SP
Cartões amarelos: Nena e Galiardo (Brasil de Pelotas-RS); Wallace, Pará e Eduardo da Silva (Flamengo)

GOLS
BRASIL DE PELOTAS-RS: Nena, aos 46 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Alecsandro, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Pará, aos 29 minutos do segundo tempo

BRASIL DE PELOTAS-RS: Eduardo Martini; Wender (Galiardo), Ricardo Bierhals, Fernando Cardozo e Rafael Forster; Márcio Hahn (Diogo Oliveira), Leandro Leite, Washington e Felipe Garcia; Alex Amado (Cleiton) e Nena
Técnico: Rogério Zimmermann

FLAMENGO: Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Samir e Pará; Cáceres (Jonas), Márcio Araújo e Canteros; Marcelo Cirino; Eduardo da Silva (Arthur Maia) e Alecsandro (Luiz Antônio)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo