Antes de começar leia:

Visita ao Ninho do Urubu Parte 1
Visita ao Ninho do Urubu Parte 2

Entrei no prédio. A portaria é pequena, com um balcão semicircular. Curioso o sistema de ponto biométrico. O clube parece mesmo em uma nova era. Até pouco tempo era uma bagunça, jogador chegava no horário que quisesse; o salário sempre atrasado — como cobrar disciplina? — falta de pontualidade era o de menos.

Agora jogador do Flamengo “bate” ponto. Fiquei pensando se tem maneira mais correta de mostrar a um futebolista a responsabilidade. Novos tempos. Muita gente da velha guarda ainda acredita que jogador é movido por esporro. Jogador é como qualquer funcionário: ele se adapta à filosofia da empresa.

Ops, não falei do estacionamento coberto. Bem do lado. Prático demais. O jogador estaciona a poucos metros da entrada. Cada vaga tem o nome do jogador. A imprensa também ganhou seu estacionamento exclusivo, na outra ponta, também pertinho. Com toda a pavimentação, nunca mais ficaremos envergonhados com as fotos de setoristas reclamando de lama no tênis.

Depois da portaria o jogador pode ir para um lounge no térreo ou subir para seu quarto, enquanto aguarda as instruções do dia. Logo depois começa a área administrativa com salas do gerente do CT, do diretor-executivo de futebol, comissão técnica. Esse corredor leva a um amplo salão de jogos com sinuca, totó, videogame, ping-pong…

Seguindo em frente temos o auditório para 58 lugares com poltronas reclináveis, telão e sala anexa de automação. E depois outra sala de jogos, esta com mesa para carteado, biblioteca. Wrobel me mostrou uma sala de reunião cujo teto vai dar o que falar. É um grande bandeirão listrado de acrílico. Você vai ficar impressionado com esse teto, escreve aí.


Subimos as escadas para me ver os quartos dos jogadores. É como um hotel mesmo. Um grande corredor com 12 suítes duplas de cada lado, decorados com lindos televisores. Cada jogador tem sua leitura biométrica também nos quartos, ou seja, o acesso é restrito a ele e ao seu companheiro de quarto. Colchões da melhor qualidade e poltronas fazem parte da mobília. O ar-condicionado é split, cada quarto pode ter seu clima próprio gerando conforto para os atletas, além de economia de energia.

Depois descemos e conheci o restaurante dos jogadores com uma decoração que lembra um pub, muito bonito e aconchegante. A seguir a dispensa, cozinha, vestiário de funcionários e demais instalações da infraestrutura hoteleira.

A caminho para o outro prédio passamos por uma área de convivência espetacularmente bonita, onde o sol vai iluminar um jardim com chafariz. Lembro de quantas vezes senti falta de uma bela paisagem de fundo nas entrevistas exclusivas de jogadores do Flamengo. Não vai faltar cenário perfeito ano que vem, caros amigos leitores.

 

Domingo: a última parte da visita, considerações finais e qualquer outra informação importante que eu consiga apurar nesse meio tempo.

Diogo Almeida
Email: [email protected]

Nota¹: Fotos não te deixariam imaginar.
Nota²: Dedico essa visita e esta série de textos aos Apoiadores do Mundorubronegro.com.

LEIA A PARTE 2: Visita ao Ninho do Urubu Parte 2

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