No dia treze de julho de 1985, Phill Collins, da banda Genesis, após participar do Festival Live Aid (em Londres e na Filadélfia) declarou aquele sábado como o Dia do Rock. Apesar de certo desdém com a data por parte de ingleses e americanos, aqui no Brasil a data ‘pegou’ e é comemorada desde 1987.

Para nós RUBRO NEGROS, o dia treze de julho deste ano, certamente terá um significado mais que especial e isso em nada tem a ver com solos ou riffs de guitarra, mas sim com os cânticos ensurdecedores e hipnotizantes que ecoarão das arquibancadas sinistras da Ilha do Urubu incentivando o Flamengo a amassar o Grêmio contra a parede. O mesmo adversário que assistiu de dentro do campo, duas conquistas que escreveram dois capítulos imperdíveis na história do futebol, inclusive dispensam letras, números são mais que suficientes: 1982 e 2009.

Treze de julho não é um dia especial apenas para aqueles que curtem Nirvana, Sepultura ou Guns, mas também para aqueles que curtem Fundo de Quintal, Mozart, Mc Marcinho, Beethoven e Roberto Carlos. Essa quinta feira será de maldade, feita especialmente para zuar o padeiro, colocar pilha no porteiro, no cara lá do teu trabalho, aliás, dia de não conseguir trabalhar, dia de perder a fome, dia de quem está no trem que variou, dia de quem conseguiu comprar ingresso, dia de torcer pro dia passar rápido e dia do dia tomar a rápida decisão de passar devagar.

Os outros secam, mesmo com a certeza do tempo perdido, mesmo sabendo que há algo diferente no ar. Quem não veste não consegue explicar, até quem vivencia tem dificuldade para decifrar, mas tem algo conspirando na atmosfera.

Uma vitória rubro negra sempre fará bem ao futebol. O Rio de Janeiro precisa destes três pontos, infelizmente não trará de volta a vida o Guilherme Alves, o Bryan Mercês ou sequer amenizará a dor da grávida Claudinéia Melo. Mas essa magia que só os amantes do futebol conhecem, auxilie e de alguma forma faça nossa cidade sorrir, essa metrópole que tem tido sua alegria roubada, saqueada e baleada dia após dia.

Que seja uma noite de alegria intensa, bola na rede, escalada na tabela e festa nas arquibancadas improvisadas da Ilha, celebre a dádiva de ter nascido Flamengo, “sempre em frente, não temos tempo a perder”.

Nós somos a marra que sobrepõe à lógica, o Flamengo que todos debocham, mas temem e isso não se trata de dívidas pagas ou dinheiro sobrando, “basta à camisa aberta no arco”, o resto vocês já sabem.

 
Fábio Justino escreveu para o site oficial do Flamengo, O Globo (Online), para o extinto Magia Rubro Negra e agora rascunha aqui no Mundo Rubro Negro. Opina lá e não deixe de nos marcar: @mrn_crf e @fabiojusttino

 


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