O vice-presidente de Comunicação, Antonio Tabet, falou ao programa Bate-Bola da ESPN Brasil sobre o enorme potencial de exploração da imagem do Flamengo nas redes sociais. Ele celebrou a marca de 4 milhões de seguidores no Twitter, alcançada nesta quinta-feira, e disse que “o céu é o limite. Ele também defendeu o direito de os dirigentes, a começar por ele próprio, exporem sua opinião nas redes. Veja os principais trechos da entrevista:



Diferença entre as redes sociais

A comunicação do Flamengo visa sempre estreitar o laço entre o clube e sua torcida, fazendo que esse tipo de conteúdo seja adequado e simpático ao meio que se propõe. O Twitter, que é uma rede social mais bem-humorada, você fala de um jeito mais bem-humorado. O Facebook que busca um engajamento maior, você busca esse engajamento maior. Mas é claro que o Flamengo é esporte, dentro dos esportes o mais popular é o futebol e a gente quer sim um futebol vitorioso. Então a ideia é fazer todo mundo trabalhar junto, o Flamengo como uma força única, e fazer que a comunicação ajude não só na mobilização da torcida, mas também eventualmente passar uma mensagem para os jogadores, receber uma mensagem dos jogadores. Comunicação é isso, é ida e vinda, e pode sim ajudar o clube de um modo geral. As expectativas são as melhores. Como você mesmo disse, no início do ano passado que torcedor do Flamengo imaginaria que o clube iria fazer a campanha que fez no Brasileirão? Agora o time está aí, mais motivado, com mais personalidade, mais reforçado, vem mais reforços por aí. O Flamengo teve um campeonato completamente atípico no ano passado porque viajou bastante, agora tá investindo um dinheiro pesado para adaptação da arena da Ilha, para o Flamengo viajar menos, ficar mais forte, então as expectativas são muito boas, isso também ajuda o trabalho da comunicação porque você tem um público empolgado e com as expectativas lá em cima.

Crescimento nas redes sociais

Hoje a gente chegou a marca de 4 milhões de seguidores no Twitter, e sem seguidores fantasmas, o que é muito interessante. Somos o perfil do Instagram mais seguido entre clubes de futebol das Américas, e a tendência é que esses números cresçam conforme o time vá melhorando, o desempenho vá melhorando, as competições fiquem mais importantes. O céu é o limite para o Flamengo. O canal no Youtube da Fla TV, no ritmo de crescimento, ano passado chegou a ficar em terceiro no mundo atrás apenas do Barcelona e do Manchester City, que tava vindo naquela onda do Guardiola. A gente ficou à frente do Real Madrid, do Bayern de Munique e a ideia é que continue crescendo. Isso pode ser capitalizado pelo clube de várias maneiras. A primeira dela, a mais óbvia, é que quando você vai atrás de um patrocinador, esse patrocinador é estampado não só na camisa do clube, mas também nas redes sociais do clube, e esses números ficam cada vez mais expressivos e mais importantes para a área de marketing desses patrocinadores, esses valores aumentam. Segundo, que o clube tem uma ferramenta para se comunicar, não fica dependente da imprensa, de modo geral. Você pode ir a público e falar o que você quiser, do jeito que você quiser, e sem passar por interpretações ou edições que modificam aquilo que você fala. E a terceira é comercial mesmo, no fim das contas você pode num segundo momento vender produtos do clube, e é o caminho que a gente está percorrendo no Flamengo também.

Liberdade de opinião

Para mim são duas coisas completamente diferentes. No perfil do clube, no perfil do Flamengo, você tem que lembrar que está falando pela instituição. Você tem uma bandeira, um símbolo, um poder muito maior e quando você fala pelo Flamengo você tem que se dar ao respeito e você precisa, sim, responder quando necessário. O Flamengo brinca nas redes sociais, mas nunca canta vitória. Responde quando precisa ser respondido, com firmeza, com bom humor. Agora, em relação as contas dos dirigentes, eu tenho outra opinião. Já vi muito comentarista falando: o dirigente precisa se dar ao respeito, ele tem isso, tem aquilo. Todos são indivíduos. Eu sou um defensor ferrenho da liberdade dos indivíduos. Cada um tem direito de falar o que quiser. Se posicionar da maneira que quiser. E eventualmente responder por isso quando for o caso. No meu caso, às vezes eu falo uma coisa e interpretam errado. Eu fiz um comentário sobre quando às vezes a pessoa diz que te ama e cobra o dobro por isso, fizeram uma ligação direta a uma negociação com o Felipe Melo, que foi pro Palmeiras, e não tem nada a ver, nada a ver. Eu nunca falei com o Felipe Melo na minha vida, não tenho nem dados suficientes para saber se ele cobrou mais ou menos. Não tem nada a ver, e puxaram pra isso. A mesma coisa em relação ao Paulo Nobre. Hoje em dia tem muito disso. A liberdade acaba sendo cerceada porque a interpretação também prejudica. Mas eu acredito sim que as pessoas têm o direito de falar o que quiserem. Eu como torcedor sempre gostei de dirigentes com uma personalidade mais forte, como o Kalil, no Atlético-MG, agora tem gente que prefere outro tipo. Isso é gosto, e gosto cada um tem o seu.

Imagem dos jogadores

Existem entre os jogadores do Flamengo aqueles que são mais populares, alguns que falam melhor, mas a torcida gosta de ídolos mesmo, entao você ter, por exemplo a contratação do Conca, o Diego…. Tem jogadores ali no Flamengo que a gente na comunicação percebe que a torcida gosta muito. É o caso do Mancuello, que nem jogou tanto ano passado, mas a torcida espera muito dele, a gente também espera muito dele a partir desse ano. Mas o grupo do Flamengo é tão bom de trabalhar, e esse trabalho é tão bem conduzido não só pelo presidente, mas pelo Flávio Godinho, Rodrigo Caetano, que o trabalho da comunicação com o futebol tem sido cada vez mais suave e tem funcionado. O grupo é muito bom de trabalhar. Quem acompanha as redes sociais do Flamengo, a Fla TV, os vídeos no Twitter, no Instagram, percebe que os jogadores estão bem, o clima no Flamengo é muito bom e estamos felizes. Tudo que atrapalha ou atrapalharia o Flamengo hoje são coisas de fora, por exemplo, essa coisa do Maracanã, que pra gente é muito chato, eu como cidadão fico muito triste com isso, de ver essas reportagens que tem sobre o descaso do Maracanã, o abandono, e o Flamengo poderia estar aproveitando melhor o Maracanã. Mas tudo que depende do Flamengo hoje em dia acontece, acontece bem, é bem feito e faz com que a gente fique feliz. Muita gente quando me perguntou há pouco mais de um ano o que eu estava fazendo indo pro Flamengo, eu já tinha minha carreira, e eu acreditava nessa diretoria, e agora, depois de um ano, eu só ratifico essa minha posição. Eu acredito no clube, acredito na diretoria, estou muito feliz lá, e se deixar o Flamengo trabalhar, ninguém vai segurar.

Iniciativa “Paixão Cega”

É uma ação que incentiva torcedores a se inscreverem e irem ao estádio levando deficientes visuais, como acompanhantes. É o tipo de gratuidade do bem, a gente que sempre reclamou das gratuidades meio mandrakes, meio fajutas nos estádios, que são aprovadas na calada da noite, que o cara apresenta uma carteirinha de qualquer coisa e entra no estádio de graça. Essa é uma gratuidade que vale a pena. Torcedores podem se inscrever e auxiliarem deficientes visuais a irem ao estádio curtir o futebol de uma maneira diferente, muito emocional, muito visceral, e é um trabalho que nos enche de orgulho, porque o Flamengo como clube democrático, clube do povo, não pode abrir mão de nenhum dos seus 40 milhões de torcedores, de quaisquer raças, quaisquer religiões e, nesse caso, com qualquer tipo de característica. Todo torcedor do Flamengo tem uma paixão pelo Flamengo, uma paixão cega, e nesse caso Paixão Cega é o nome do programa que incentiva que torcedores levem deficientes visuais ao estádio.

Golaço em jogo festivo contra a imprensa

Eu tenho só uma palavra pra vocês: Puskas. Isso não foi um gol, foi uma pintura, foi uma obra de arte. Esse lançamento que eu recebi foi de um cara que começou a jogar a pouco tempo, um tal de Adílio. Ele me deu esse passe, aí vi o goleiro, e com minha visão periférica, dei um drible curto. O zagueiro veio achando que eu ia ser óbvio, que eu ia dar um chute de esquerda, mas aí eu falei, vou ter que dar esse drible nesse garoto para ele aprender, dei o drible, ele está agora escorregando lá na Gávea. E eu podia ter entrado com bola e tudo, mas eu tive humildade em gol, como diria Jorge Benjor.

 
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