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Se não fosse sofrido não seria Flamengo

Se não fosse sofrido não seria Flamengo

Por: Fernando Sampaio (Twitter: @fernandomcss)

 

Começo esse texto com uma frase clichê, mas que se aplica perfeitamente, mais uma vez, a um jogo do Clube de Regatas do Flamengo.

Uma tarde nublada em Cariacica, que mesmo com 20% a menos de público devido à punição do STJD, estava completamente vermelha e preta. O Kléber Andrade, mais uma vez com ingressos esgotados. E pela primeira vez, com uma torcida visitante que realmente fizesse barulho. Mas apesar dos esforços, a torcida cruzeirense pouco era ouvida. O Klebão chegava a tremer com a torcida rubro-negra, extasiada pela campanha do time, invicto no Espírito Santo. O que as duas torcidas não imaginavam era o espetáculo que estava por vir.

Um jogo que, no primeiro tempo, tivemos chance de abrir uma vantagem de pelo menos dois gols, com boas chances de Guerrero e Jorge, acabou se complicando no segundo tempo. Após uma boa mexida do treinador celeste, Mano Menezes, o time de Minas foi para cima e conseguiu abrir o placar já no final do jogo. Cenário de pânico e caos? Não em Cariacica.

A torcida se cala por 10 segundos enquanto apenas os gritos azuis são escoados. É isso. 10 segundos. Após isso, incrivelmente, todos os torcedores rubro-negros se levantam, e cantam ainda mais alto. Zé Ricardo então saca Márcio Araújo, Gabriel e Éverton, colocando Mancuello, Fernandinho e Alan Patrick. E a mística Cariacica faz a sua parte. A torcida, o clima, o gramado. O conjunto de fatores que tanto influenciou positivamente o rubro-negro este ano, aprontou mais uma vez a nosso favor. Guerrero, até então sumindo, aproveitou umas das únicas chances que teve no segundo tempo e, com a ajuda da zaga, faz um golaço e empata o jogo.

Os mais de 15 mil rubro-negros presentes no Maracanã Capixaba se transformam em um 12º jogador, e como se estivessem em campo, auxiliam o time na virada. Em jogada iniciada por Diego, Alan Patrick deixa Mancuello na cara do gol e o argentino não perdoa, colocando no ângulo do goleiro cruzeirense. Festa da torcida com gol da vitoria no último minuto. Déjà vu? Não, apenas mais uma tarde comum em Cariacica.

Fernando Chervet Sampaio


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