O diretor executivo Rodrigo Caetano concedeu entrevista na manhã desta terça-feira no Ninho do Urubu para esclarecer vários assuntos relacionados ao futebol do Flamengo. Em meio a um momento conturbado do clube após a eliminação no Campeonato Carioca, o dirigente respondeu várias perguntas da imprensa em uma sessão que durou cerca de 36 minutos. Contratado no fim de 2014, Caetano vem sendo bastante criticado por parte da torcida do Flamengo, principalmente após a renovação do seu vínculo com o clube, que vai até o final de 2018.



Em relação à polêmica da entrada do time em campo no último domingo e as posteriores críticas, o diretor destacou que a intenção era agradar a torcida (principalmente a de Manaus) e afirmou que o fato teve uma repercussão desproporcional por conta da derrota: ” Foi uma iniciativa que vocês podem ter certeza que foi feita com intenção de agradecimento à torcida. Atletas e nenhum de nós se furtaram da aproximação com os torcedores, desde a nossa chegada a Manaus. Tivemos contato muito grande com o torcedor, exceto no aeroporto por questão de segurança. Falaram de falta de respeito com as crianças, mas muito pelo contrário. Os atletas foram receber as crianças, deram carinho. Foi para ter um carinho a mais do torcedor e por eles terem lotado quase que todas as dependências destinadas ao Flamengo. Mas quando não se ganha esses fatos ganham reflexão maior ainda.”

Ao ser perguntado sobre o trabalho de Muricy Ramalho, Rodrigo Caetano compactuou com o discurso feito pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello e afirmou que, apesar dos maus resultados, o Flamengo está no caminho certo: ” É consenso de que há alguns acertos a serem feitos, mas o trabalho liderado pelo Muricy está no caminho certo. Ele enfatizou hoje que dos inícios de trabalhos que fez é um dos em que mais esteve confiante. Em nível de elenco, trabalho e estrutura. Mas temos que lamber nossas feridas e lembrar das cicatrizes para o Brasileiro. As primeiras rodadas às vezes valem mais que as últimas.”

Gilvan de Souza/Flamengo

Gilvan de Souza/Flamengo

Sobre a principal crítica da torcida perante seu trabalho – a passividade e a falta de cobrança – Caetano desconversou a tese de uma reunião em “tom mais alto” e garantiu que a cobrança no Mais Querido é diária: “A cobrança é todo dia. É claro que quando você sai de uma competição, acontece. Quando fomos eliminados na Primeira Liga, aconteceu também. Nosso tom sempre foi o mesmo, estamos no clube de maior torcida do país. Não dá para em determinado momento do ano fazer uma cobrança ou discutir assuntos internos em tons diferentes. É um trabalho que a gente faz semanalmente.”


Rodrigo Caetano iniciou sua carreira como dirigente esportivo no RS Futebol e passou por Grêmio, Vasco da Gama (duas vezes) e Fluminense até chegar ao Flamengo. O gaúcho de 46 anos já se sagrou campeão da Copa do Brasil pela equipe cruz-maltina e dos Campeonatos Brasileiro e Carioca pelo tricolor, mas desde 2012 não consegue um título de expressão.

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