Capitão da equipe, o zagueiro Réver comandou o sistema defensivo do Flamengo numa satisfação à torcida depois das muitas falhas no empate em 3×3 com o Fluminense, no domingo. Contra o San Lorenzo, a defesa deu poucos sustos e garantiu o zero no placar, e o lateral-esquerdo Trauco e o volante Rômulo, muito criticados no domingo, ainda apareceram na frente para fazer dois dos quatro gols da vitória. Réver alertou, porém, que não é hora de euforia:

– Nós não podemos entrar na euforia que o torcedor acabou saindo daqui. O torcedor está no seu direito de sair da partida feliz e comemorar bastante, até porque tinha muito tempo que o torcedor não via uma estreia como a de hoje. Nós temos que frisar que no primeiro tempo nós sofremos um pouquinho, acabamos não conseguindo criar muita coisa. E o segundo tempo foi diferente. Então nós temos que manter os pés no chão, não conquistamos nada, foi só a primeira partida, tem muita coisa para acontecer. Mas se nós conseguirmos manter esse ritmo que nós tivemos aqui hoje, nós temos boa coisa pela frente.

Ele afirmou que a diferença das duas partidas foi que desta vez o Flamengo soube conter os contra-ataques do San Lorenzo, o que não aconteceu no domingo:

– São jogos diferentes. No jogo de domingo nós sabíamos que o Fluminense ia explorar o contra-ataque, aqui hoje da mesma maneira. E hoje tivemos alguns contra-ataques quando estávamos atacando com bola parada. No jogo de domingo nós tomamos dois gols desta maneira e isso acabou dificultando o trabalho. Então quando você é alertado de alguma situação durante a partida e acaba vendo as coisas de que você é alertado acontecerem, acaba ficando um pouquinho difícil. Mas faz parte do passado o jogo do Fluminense, o jogo de hoje, a partir de amanhã é já pensar no jogo da Taça Rio (sábado contra a Portuguesa) para que nós possamos dar sequência ao nosso trabalho.