Se você é um Rubro Negro mortal e racional, deve estar se perguntando onde afinal o Flamengo desfez a conexão com sua essência…

…passou a ser, nesses últimos tempos, essa coisa estranha e sem explicação.

Não é a primeira vez que os lembro sobre, mas vale repetir: 2016 não pretende deixar saudades dentro das quatro linhas. A gente, na teimosia, torce pelo final feliz. Mas, atenção, que o enredo é todo estranho e uma versão ortodoxa dos fatos precisa servir para alguma coisa, antes que a gente crie a Copa Superávit pra gritar “é campeão!” e seguir a vida.

Se acha que a irritação é de hoje, se engana. Em três anos de disputadas de campeonatos de futebol profissional masculino, vivemos de um carioqueta mequetrefe em 2014 – cada vez mais irrelevante, considerando a comum guerra de forças (e egos) contra FERJ’s e Eurico’s da vida – e um simpático mas amistoso Torneio Super Series em 2015.

A verdade é que o torcedor – incoerente que é, maluco e muitas vezes cheio de cachaça nos cornos – decidiu adotar no maior clima de “chegou 2016, enfim o ano mágico” a postura renovadora de todas as suas esperanças!

Viu este ano o Flamengo disputar o Carioca na maior pirraça e má vontade. No meio disso, a queda em uma Primeira Liga que passou até certo ponto despercebida, tal a grandeza varzeana em que a competição se desenvolveu.


Veio a Copa do Brasil e tivemos a eliminação para o Fortaleza. O que poucos se lembram é que essa se tornou nossa pior participação em uma competição em que somos tricampeões. Mas tudo bem… ainda fomos eliminados cedo o suficiente para voltarmos ao cenário internacional do sul do mundo. Vem a Copa Sul-Americana. Não me parece que quisessem levar a sério a necessidade de internacionalização positiva da marca institucional do Flamengo. E aí deu no que deu.

Paciência…

Parece desastroso.

Ainda assim vi orgulho no rosto flamenguista. A alegria de ser rubro-negro foi exaltada em carreatas a cada desembarque da equipe Brasil afora. Ou nos muitos estádios pelos quais o Flamengo se apresentou; ganhando ou perdendo havia nossa gente por lá. A essência de ser Flamengo era a real razão de tudo.

A vontade do flamenguista carioca em ser parte dessa história provocou provas de amor incondicional, tanto na chegada de Diego (o craque da redenção e da auto estima, o ícone do “Mengão investidor”) quanto nos AeroFla’s.

Faltava administrar a ansiedade do retorno ao Maracanã. E inundados por um clima de “enfim, em casa”, lotamos.

E por uma completa desconexão com a história desse clube, não aconteceu. Nada parece acontecer.

Fuderam com o “deixou chegar, fudeu”. E se alguém tremeu com o Maracanã, não foram os rivais. Aliás, em falando de Maracanã, o ano que mais nos sentimos próximos e aptos a torná-lo efetivamente “casa”, pode terminar sendo o derradeiro em termos de pretensões dados os arranjos políticos.

A irreverência marcante do flamenguista em todas as outras conquistas – nessa , não seria diferente – não efetiva o cheirinho de hepta.

Os cabeças de bagre do elenco – de novo, não poderia ser diferente – não se iluminam de craques, não desencantam e não calam a unânime parcela da torcida que os endemonizam pelas mídias sociais e bares da vida.

Alguém vai me dizer que essa é nossa melhor campanha em pontos corridos…

Muitos dizem que ainda dá, bastando ganhar os 4 jogos, secar o time Z, o W e o Y…

Outros dirão que o “grande ano” mesmo é o próximo (sempre o próximo, incrível), o general vem e o Mundial é logo ali.

Tudo muito subjetivo demais, o que é estranho pra quem entende a grandeza em ser Flamengo.

Intrigado, pergunto: quem é você que teima em destruir a ordem natural das coisas do Mundo Natural Rubro-Negro? Que não se alimenta de sua vocação histórica com glórias e títulos, nem se reveste do inigualável poder da Nação e não transforma nossa voz e suor em raça, raça em vitórias, vitórias em conquistas?

Quem é esse Flamengo?

 
Grande abraço, Saudações Rubro Negras e sejamos Flamengo, hoje e sempre!
 

Hermínio Corrêa
Twitter: @Herminio_Correa

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Imagem destacada: sequência do gol de Almir Pernambuquinho, que depois do episódio ganhou o apelido de Almir Cara de Lama também. Gana de vencer.


 
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