Após a polêmica envolvendo o comentarista do Sportv André Loffredo, o vice-presidente de Finanças Claudio Pracownik concedeu entrevista à ESPN para falar sobre a situação financeira do clube e outros assuntos. Veja os principais tópicos:


Orçamento-2017

Para 2017, o Flamengo prevê aumento de receitas, boa parte vindo do marketing, eu acho que a gente vai poder em breve dar boas notícias para a nação rubro-negra em termo de patrocinadores, em termo de aumento do valor da camisa, e quanto mais você aumenta o valor da sua camisa, da sua marca, mais retorno você dá para os seus patrocinadores, é um ciclo virtuoso. A gente imagina maior receita vindo do programa de sócios-torcedores, principalmente a partir da qualificação do elenco, que nós já estamos qualificando desde o ano passado e vamos qualificar mais esse ano e da participação na Libertadores da América. Também devem acontecer maiores receitas de bilheteria. A torcida do Flamengo é um patrocinador fortíssimo, e é importante a participação dela para a gente continuar nesse caminho. Nós estamos investindo mais no futebol, a gente gasta o máximo que pode. Vamos investir não só em reforços como na folha algo em torno de 20% a mais. O Flamengo não coloca dentro do orçamento o que vai contratar, o que vai gastar com aumento de salário, isso é uma autonomia da comissão técnica, junto com o vice-presidente de futebol. Já foi colocado pelo Rodrigo Caetano e pelo Godinho que vamos fazer poucas contratações, mais contratações importantes. As receitas vão aumentar, as despesas também vão aumentar. Estamos absolutamente em linha. Estamos fechando 2016 com superávit de R$ 60 milhões e em 2017 tambémn deve acontecer isso.

Redução da dívida

O Flamengo paga muita dívida todo ano. Para você ter uma ideia esse ano nós vamos estar pegando 50 milhões de empréstimo, vamos estar pagando 140 milhões e reduzindo 55 milhões da dívida. O Flamengo desde 2013 quando terminar o próximo ano vai ter pago 650 milhões de dívida e reduzido 360 milhões da dívida. O que se paga de juros, qual é o custo Brasil de juros. Mas olha a quantidade de dinheiro que a gente paga de dívida. Nós vamos continuar fazendo. Mas cada vez mais a dívida é menor, cada vez mais a razão receita/dívida é positiva, é um clube superavitário hoje em dia, é um clube solvente. É um caminho, é um processo. Nós não estamos confortáveis, sempre atentos, sempre ajuizados, nunca dando um passo maior do que as pernas, nunca assumindo um compromisso que não podemos pagar. Mas cada vez mais ousados, cada vez mais determinados, cada vez mais buscando sonhos que antes eram distantes e agora estão ficando mais próximos.

Profissionalização

Uma coisa que os clubes deveriam seguir e alguns já estão seguindo é a profissionalização dos seus departamentos. No Flamengo nós atuamos quase como conselheiros, membros de um Conselho de Administração. Embaixo de nós têm os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do Flamengo. São os diretores financeiros, de marketing, de comunicação, da área social, profissionais que ganham como profissionais do mercado, têm metas, têm bônus, pessoas que dedicam 100% do seu tempo ao Flamengo. Futebol é um negócio que gera milhões, por muito tempo a gente via planetas pobres, que eram os clubes, cercados por satélites milionários. Os clubes eram os mais pobres da constelação. O que acontece é que os clubes têm que ser o verdadeiro Sol dessa constelação como um todo. E isso só acontece com profissionalização. Futebol vive de rivalidade. O Flamengo eu quero que seja sempre o maior e o melhor clube do país e do mundo. A gente vai lutar pra isso sempre. Mas é preciso que todos os outros participantes também sejam fortes. O Flamengo vai ser tão forte quanto forem os seus competidores. Eu quero ser mais forte do que competidores fracos, e não simplesmente mais forte do que competidores fracos. A gente tem a sensação de estar no caminho certo e de estar contribuindo para o fortalecimento do cenário no qual a gente está inserido.

Hegemonia sul-americana

O Flamengo eu diria que no médio prazo o Flamengo quer ser a maior potência sul-americana. Imaginar no longo prazo ser a maior potência mundial depende desse discurso que nós fizemos. O título mundial não é uma meta de tão longo prazo assim, mas é um campeonato curto, você buscar uma hegemonia mundial efetivamente, poder estar nadando de bracada com as grandes potências mundiais, essa sim é uma meta de muito longo prazo e essa depende do fortalecimento do futebol nacional. O Flamengo não vai estar disputindo o título de melhor time do mundo se o desporto nacional não estiver lutando da mesma forma. No campo nacional, nossa meta de curto prazo, o Flamengo já é a maior potência, é o maior clube do país, é o clube de maior torcida do mundo, desportivamente nós temos que conseguir os títulos que nos coloquem de direito, nos formalizerm nessa posição que nós ocupamos. A hegemonia sul-americana é uma meta de médio prazo, não é uma meta de longo prazo não.


Libertadores sem Maracanã

Existe uma limitação na Libertadores, você pode jogar talvez a primeira e a segunda fase (na realidade até as quartas de final) em estádios menores. A comissão técnica vai ter que pensar depois em que estádios poderiam ser esses, provavelmente talvez em São Paulo, talvez em outras grandes arenas que sejam viáveis no país como um todo. O Flamengo é um clube nacional, a gente projeta fazer uma grande Libertadores e onde quer que formos jogar, financeiramente eu tenho certeza que vai se pagar, agora não é só financeiramente que a gente tem que pensar, a gente tem que pensar desportivamente. Até porque através do resultado desportivo as finanças se privilegiam. A questão não é onde a gente vai encher estádios. Eu sei que a gente enche onde a gente for jogar. A questão é onde a logística vai ser melhor de transferência, até tendo em vista por exemplo a tabela do Campeonato Brasileiro, onde você vai estar jogando próximo de um jogo da Libertadores, os custos para administração desses estádios.

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