O ano 2016 vai se encerrando. Fatídico sobre n aspectos, políticos, sociais, artísticos, etc. Ainda segue aumentando sua coleção de desastres e más notícias, como um gigante de ferro, sem emoção, arrastando uma corrente ligada a uma grande bola de aço, enorme e pesada, em que sai espinhos agudos e mortais de titânio deixando um rastro de destruição pelo caminho. Se ele irá parar em 2016 não sabemos, mas as cruzes vão se acumulando a beira da estrada. Choques políticos, atentatos terroristas, recessão profunda e cruel, estados insolventes. Nem a brava Princesa Leia resistiu a este ‘raio da morte’.

Mas ficamos nós, ainda vivos, sobrevivendo a este cenário nebuloso, mal sabemos como. E rezando para não chegar a nossa vez de ser esmagado por este gigante desalmado, que não se comove por apelos desesperados e lamentos.

E o Flamengo em 2016? Bem, acho que a melhor sensação para qualquer fim de ano, é a percepção que você está saindo dele melhor que entrou. Este ano impediu que a maioria da população brasileiras, instituições públicas e privadas, tivessem esta sensação. Prejuízos, falências, lojas fechadas, dívidas crescentes, a maioria vê o final do ano com a preocupação do próximo, tentando ficar fora do caminho do “gigante”. Mas o Flamengo não. O Flamengo terminará 2016 melhor que começou. Sim. Financeiramente, administrativamente, patrimonialmente, o Flamengo se tornou um clube de enorme valor, pois está no caminho certo para se tornar cada vez maior. E se tornando forte, compra brigas contra Federações tacanhas, criadas para servir a um modelo arcaico de conveniência política e econômica de pessoas sem menor preparo ou vocação para esta função, mas que se valem de pesos e contrapesos de barganha e pressão econômica e esportivas através de regulamentos enviesados que não resistiriam a ações na Justiça Comum, mas, conforme um golpe regimental cafajeste e, talvez, ilegal, os clubes são impedidos de buscar a lei do país para resolver pendências jurídicas em relação a Federações, conforme ordenação da FIFA. Federação maculada.

E porque digo que o Flamengo chega ao fim melhor do que entrou? Temos o CT profissional pronto. Construído. É a realização de um sonho. Ao menos meu. O que pode alçar ao clube a um patamar real de ser objeto de desejo de jogadores interessados em evoluir na carreira, não apenas pensando no lado financeiro, e sim, em treinar e se reforçar em estrutura que lhe permite avanço técnico e fisiológico, mantendo-o fisicamente e tecnicamente em alto nível a maior parte do tempo. E não é só isto, a comunicação do clube melhorou substancialmente com a chegada do Ricardo Taves e cia, vinda do Corinthians, tivemos a chegada de um novo VP de Marketing, Daniel Orlean, que já entrou em sintonia com a equipe dirigente do Flamengo e vem elencando projetos e patrocínios. Tivemos na Gávea a implementação da piscina Mirtha, de uma nova sala de jogos e revitalização de outros espaços, criando um espaço social melhorado para os associados. Aprovação do projeto da Areninha, pagamento da dívida do Romário, acerto com Ronaldinho, da dívida do Plaza, enfim, vários esqueletos foram devidamente enterrados no cemitério. Flamengo deu um passo para gerir seu próprio estádio, alugado da Portuguesa da Ilha e segue firme no embate pelo Maracanã. A equipe dirigente parece cada vez mais coesa, sem demonstrar que haja divisão ou grupo chefiado por alguém mais carismático que pode querer sair a qualquer momento, arrastando parte do corpo dirigente consigo. O Flamengo se demonstra forte externamente e internamente. Profissionais gabaritados e de primeira linha sustentam esta estrutura.

E o futebol, tão condenado, termina também melhor que entrou. O nível do elenco melhorou bastante, o trabalho fisiológico e médico deu um enorme salto qualitativo. Conseguimos classificação para a Libertadores, mesmo com uma comissão técnica discutível e fazendo jogos “em casa” em vários estádios em diferentes locais. As equipes sub cansaram de ganhar títulos e parecem revelar bons jogadores para o futuro. Flamengo, apesar de precisar de reforços pontuais, conseguiu uma base de elenco boa para iniciar 2017. Até forte em termos nacionais, e caso fosse bem treinada, poderia até obter sucesso na Libertadores. Temos um meio forte no elenco, embora mal escalado, atacante titular de Seleção, um bom goleiro, boa zaga e bons laterais. O caso é que a situação como está agora permite pensar que poderia sim, até ganhar o título na Libertados, não apenas “se classificar na parte de grupos”. Desde que, evidentemente, a comissão técnica finalmente saísse de seu casulo mono-esquemático de encaixe de jogador plugin e o Departamento de Futebol, e Dirigentes envolvidos, se convencessem que só participar não é o bastante, ambição esportiva é mais importante. O que continua, infelizmente, uma grave lacuna nesta gestão atual.


Meu desejo para todos e ao próprio Flamengo, é que terminem 2017 melhores que entraram. Que cheguem ao fim do ano que vem, olhando para trás, com orgulho de suas conquistas e realizações. Desejos estes extensivos a toda família e pessoas queridas de vocês.

Abraços a todos. Feliz ano novo.

Flávio H. Souza
Twitter: @PedradaRN
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