Entrevista feita por Diogo Almeida e Rodrigo Rötzsch

Na segunda parte da entrevista exclusiva ao MRN, concedida na última segunda-feira, na Gávea, o vice-presidente de Tecnologia da Informação, Luiz Filipe Teixeira, fala de como chegou ao cargo, do comportamento dos VPs no Twitter, da defesa que faz ao presidente Eduardo Bandeira de Mello e da surpresa que foi a prisão do ex-vice-presidente de Futebol Flávio Godinho. No fim da entrevista, Luiz Filipe, que esteve recentemente na Ilha acompanhando as obras, fala do estádio que deve receber os jogos do Flamengo na Libertadores.

luiz filipe teixeira

Ele diz que ninguém pressiona mais por resultados positivos no futebol do que a própria diretoria. “Não tem ninguém que pressione mais o clube do que a gente, que doa o nosso o tempo. A gente gasta dinheiro com o Flamengo, a gente viaja para ver o Flamengo jogar, a gente paga do bolso.A torcida pode ter certeza que não tem ninguém que faz mais pressão por resultados, não apenas no futebol, do que a gente, porque é o que retorna para a gente de felicidade”, afirma.

Perdeu a primeira parte da entrevista, na qual Luiz Filipe fala sobre o trabalho da TI? Leia aqui!

 



 

O Orlean é um cara que veio do clube para a FlaTT. Já você era um cara que já participava da FlaTT e hoje é vice-presidente do clube. Como isso aconteceu?


Foi engraçada a maneira como eu virei vice-presidente porque não era um desejo meu. Eu entrei no SóFla nos 60 anos do Zico, em 2013, eu comprei o título, um amigo, o Bruno Barki, virou e disse: você é um cara bom, a gente precisa de pessoas boas. Entrei. Pensei em fazer alguma coisa que ajudava em clube, a gente fez o Fla em Dia, deu 700 mil reais. Me dava um prazer imenso. A gente parou depois do Profut, porque o Profut ainda não teve a consolidação final da dívida para ter o novo código de dívida e emitir os Darfs novos. O Fla em Dia vai voltar. Pode ser comigo, ou a gente pode eleger alguém pra tocar, não tem problema nenhum, o Fla em Dia é muito fácil de tocar hoje em dia, agora loucura do início, de noites mal dormidas passou.

Voltando ao assunto: depois disso eu comecei a ter um relacionamento dentro do SóFla. O SóFla tem algumas lideranças. O nosso maior poder dentro do SóFla é exatamente não ter caciques. Mas tem pessoas que tem liderança natural. Tem pessoas que não gostam de falar em público; eu gosto muito de falar em público. Então alguns postos de liderança são ocupados. E naturalmente eu me tornei uma das pessoas mais ativas do SóFla. O SóFla sempre trabalhou muito para que não existissem outras chapas, que continuasse o mesmo Conselho Diretor de 2013, e não foi possível. E aí neste momento o SóFla tomou a decisão de continuar com o Conselho Diretor. A gente não apoiou A ou B, a gente apoiou exatamente o que estava sendo feito no clube. Não dava para apoiar uma pessoa que tava saindo. A gente não apoiava pessoas, a gente apoia uma filosofia. Na hora que o Flamengo tiver as mesmas pessoas que estão lá e que a filosofia for outra, a gente pode retirar o apoio. O SóFla não é o grupo do Bandeira. E não é um grupo que eu tenha liderança, que o Rafael (Strauch) tenha liderança, que outras pessoas tenham liderança. É um grupo que tem valores muito fortes e que todo mundo é escutado.

luiz filipe SóFLA

E no momento que eu tive um certo papel de liderança, que a gente começou a falar de campanha, algumas pessoas foram indicadas para serem coordenadoras da campanha e alguns vice-presidentes e presidentes de poder pediram que eu fosse o coordenador da campanha. E isso me surpreendeu, porque algumas pessoas tinham alguma restrições para serem coordenadoras da campanha da Chapa Azul, e eu não tinha nenhuma restrição naquele momento, e eu não tinha nenhuma restrição a ninguém no clube. Não tinha ninguém no clube que tivesse alguma história comigo, que tivesse alguma barreira para eu me relacionar com todos os grupos que tem dentro do Flamengo. E continuo achando que eu tenho pouquíssima resistência dentro do Flamengo para me relacionar com todos os sócios, com todos os grupos que aqui estão. Eu fui na reunião para direcionar um coordenador e virei eu o coordenador da campanha.

Eu acho que quando o Flamengo te pede algumas coisas você não pode dizer não. Quando o Flamengo pede e está necessitando, eu acho que a gente tem que se doar, mesmo que você não seja a pessoa mais adequada para aquele momento. Se amanhã o Flamengo tiver necessidade que eu esteja em qualquer outro cargo, e for unânime, ou pelo menos a maioria acredite que eu posso ajudar daquela maneira, eu vou servir ao Flamengo como for. Depois da campanha teve a saída de algumas pessoas, infelizmente, e a gente foi recompor, estrategicamente, o Conselho Diretor. Neste momento eu já fazia parte dessa mesa de discussão, e na hora que o vice-presidente de Planejamento saiu, o Pedro Almeida foi pro lugar dele pra vice-presidência de Planejamento, eu já tinha muita interação com a TI do Flamengo e foi natural. Na hora que rearrumou-se o Conselho Diretor, o Eduardo perguntou: o Filipe vem então para a Tecnologia? Já era um pensamento do Eduardo que eu viesse a ser o vice-presidente de Tecnologia. Sou muito grato a ele pelo convite e foi desta maneira que eu virei um vice-presidente de fora para dentro. Foi ao acaso mesmo, e muito pelo envolvimento que eu tive, foi uma consequência natural.

O Tabet outro dia deu uma entrevista e disse que, na visão dele, que não sei se é a visão do clube, o Twitter institucional do Flamengo tem obrigações, mas os vice-presidentes no Twitter podem falar o que quiserem. Você concorda com essa visão?

Os vice-presidentes de vez em quando, quando colocam alguma coisa no Twitter, geram algumas reações. Algumas vezes reações positivas, outras não. A gente tem que deixar claro o seguinte: a gente não é vice-presidente, a gente está vice-presidente. E o Pedro Iooty (presidente da Assembleia Geral) costuma dizer que o Flamengo não é para quem quer e nem para quem pode: é para quem aguenta. Porque tem muitas vezes que acontecem determinadas coisas que você pensa realmente se tudo tá valendo a pena. E é claro que depois de uma noite bem dormida você tem certeza que você tem que continuar fazendo pelo Flamengo. Sinceramente os xingamentos não me perturbam. Eu bloqueio pouquíssimas pessoas, porque eu não sou vice-presidente, eu estou vice-presidente.

A gente está tentando organizar melhor. Eu não quero chegar ao ponto de não poder comemorar e fazer algumas brincadeiras no Twitter, mas a gente não quer atrapalhar o trabalho da Comunicação. E a gente não quer atrapalhar nenhum profissional que esteja no Flamengo. Porque se os vice-presidentes atuarem de maneira correta, a gente vai atrair pessoas boas pro Flamengo. Por quê? O Márcio (Mac Culloch, diretor de Comunicação) é um cara que veio do mercado pro Flamengo. Se ele não conseguir performar o que ele decidiu para a carreira dele e a vida dele, por conta de uma atuação de terceiros, ele vai pra outro lugar, porque é um cara líquido no mercado. Os diretores do Flamengo são líquidos no mercado. Então você tem que respeitar o trabalho profissional pra que a gente não atrapalhe. Mas eu também não quero largar de fazer uma brincadeira, de falar alguma coisa, de colocar uma foto. Eu também sou torcedor. Eu sou uma pessoa física. Eu só tenho que tomar cuidado para não atrapalhar o que o Flamengo quer, não dar nenhuma informação. Eu sou uma das pessoas que mais pensam nos projetos estruturantes. E dar estrutura à Comunicação é um deles. Comunicação tem que decidir o que comunicar, e não ter uma decisão da diretoria e as pessoas saberem pelo Twitter. O que a gente vem tentando fazer é não gerar polêmica. Tem umas brincadeiras que a gente faz, você é torcedor, você tá envolvido naquilo. Ontem (domingo) teve uma postagem do Fluminense que virou alvo de piada no Twitter e eu brinquei dizendo que o Marketing e a Comunicação do Flamengo têm que melhorar muito para chegar no nível que o Fluminense tá, e até me arrependi depois. Porque a gente se diverte muito mais com os erros deles, do que com o nosso, que está dando tão certo. Tá tão certinho, que a gente agora se diverte com o marketing e a comunicação dos outros times. Então a gente sabe da responsabilidade. Algumas pessoas dizem que vice-presidentes não podem fazer determinadas brincadeiras no Twitter. Tá correto, porque se alguma pessoa pensou daquela maneira você tem que prestar atenção no que ela está falando, mas a gente não pode ser um robô. Você não se relacionar com mais ninguém e não dar determinadas opiniões. É claro que se alguém perguntar para mim, e de vez em quando tem algumas pegadinhas lá, o que você acha de tal jogador? A gente nunca responde. Você sabe que as pessoas tentam fazer algumas pegadinhas. Na última reunião definimos alguns códigos de conduta. A gente tem uma marca muito forte e a gente tem que fazer de tudo para não prejudicá-la.

O Mauro Cezar, da ESPN, criticou no Twitter torcedores que creditam todo o sucesso administrativo do Flamengo somente ao presidente. Você replicou que de fato o presidente não joga sozinho, mas é o craque do time e acerta a maioria dos passes. Queria que você falasse um pouco sobre essa importância do Bandeira e se vocês já vislumbram como vai ser quando esse cara que é tão importante pro time tiver que ser substituído, ir pro banco, daqui a dois anos.

Tem alguns tweets, e eu não tô citando o Mauro, que como tuiteiro tem o lado rubro-negro dele também, mas tem alguns tweets ali em que algumas pessoas tentam desconstruir a imagem do presidente. E eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é a pessoa mais importante dentro do clube. Todo mundo acerta e erra nesta vida, todo mundo. Eu tenho 20 anos na mesma empresa, e eu sempre trabalhei para que nos acertos você pudesse reconhecer as pessoas, e que nos erros das pessoas você pudesse confortá-las mesmo dando um feedback do que era correto. Eu vejo que algumas pessoas tentam desconstruir a imagem do presidente do Flamengo. Tira o nome do Eduardo aí, é o presidente, seja ele quem for, que venha de outra chapa ou não, esse presidente não pode ser atacado ao nível pessoal, pelo menos por mim não será. Não falo de decisões, claro. Todos os rubro-negros deveriam ter isso em mente: na hora que você expõe o presidente do Flamengo, você expõe a instituição. Na hora que xinga qualquer pessoa ligada ao Flamengo, qualquer outro dirigente. É jogar contra. O Eduardo não faz nada sozinho e nunca fará, só que eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é 24 horas por dia, sete dias por semana. Imagina a doação que o Eduardo tem, a quantidade de paciência que ele tem, porque ele é uma pessoa pública que se ele estiver almoçando em um shopping e o Flamengo estiver bem o cara vai encher o saco dele, se o Flamengo estiver mal o cara vai encher o saco dele! E aí, eu acho injusto com a figura do presidente a colocação de algumas pechas ainda nele, e que não são dele. Ninguém hoje valoriza mais ou menos o Eduardo, a gente valoriza o presidente do Flamengo. O Eduardo nunca fez nada sozinho, o clube tem 15 vice-presidentes e um corpo profissional hoje muito grande altamente qualificado.

Agora, o Eduardo como presidente é muito bom. Ele tem lá naquela sala 15 loucos que são pessoas de mercado, expoentes em suas áreas de atuação. Imagina liderar todos eles. Só tem cachorro grande no Conselho Diretor e acontecem muitas coisas e o Eduardo tem uma habilidade absurda para continuar à frente desse grupo. Na hora que acontece um problema pode expor um vice-presidente? Pode. Mas quem tem a caneta de presidente é ele. A responsabilidade quem carrega é ele. A torcida não lembra que os erros são dos vice-presidentes, quem leva a culpa será sempre o presidente. ]
Quanto ao presidente atual, não há culto à imagem dele. Existe sim uma necessidade de fortalecer o cargo, que estava desgastado. Porque na hora que temos um presidente forte, temos um clube forte. Todo mundo fala que o SóFLA apóia, é a base. Por diversas vezes o SóFLA levou críticas ao Conselho Diretor mesmo tendo vice-presidentes no CoDi. Só que a gente faz de uma maneira correta. De uma maneira interna, sem expôr o clube. Alguns rubro-negros, por alguma necessidade, ou por algum intuito que aí que cabe a cada um saber qual é, tenta pisar no pé do Bandeira, ou no pé do presidente, seja elequem for. Em relação aos sócios, existe um estatuto que indica como ele deve se relacionar. O Eduardo atende qualquer um no clube. Se um sócio tem a necessidade de fazer uma crítica ao Eduardo, ele tá ali.

Esse tweet que você perguntou não foi uma resposta direta para o Mauro. O índice de passe do Eduardo é altíssimo. Claro que vai errar, como todo mundo erra. Eu não acho correto martelar erros e martelar pessoas. A eleição passou há muito tempo e ainda falta muito tempo para a próxima e a gente tem que ganhar aí pelo menos mais uns cinco ou seis campeonatos até lá. Quanto menos turbulência melhor vai ser para o clube. “Ah, não querem que a gente os pressione”. A gente se autopressiona. Não tem ninguém que pressione mais o clube do que a gente, que doa o nosso o tempo. A gente gasta dinheiro com o Flamengo, a gente viaja para ver o Flamengo jogar, a gente paga do bolso. Você gasta seu tempo, seu dinheiro, sua força de trabalho e ainda tem essa retribuição. A torcida pode ter certeza que não tem ninguém que faz mais pressão por resultados, não apenas no futebol, do que a gente, porque é o que retorna para a gente de felicidade. Acho que quanto mais respeitado o presidente, mais respeitada também será a instituição Flamengo. Quanto ao Eduardo, pessoalmente, acredito que ele entrará para a história, sem dúvida.

Falando agora de um tema desagradável: como repercutiu entre vocês a prisão do Godinho? Vocês já imaginavam que essa possibilidade poderia acontecer ou foram pegos de surpresa?

Foi uma surpresa. Você não pensa que o cara que está ao seu lado será preso. As pessoas falaram: “ah, o Godinho foi coercitivamente conduzido e o Flamengo não tomou nenhuma ação”. Aí eu penso, vou me colocar na figura do presidente agora tá? Se eu tomo uma atitude naquele momento, eu estaria julgando a pessoa. Cada um tem que ter a sua responsabilidade de se tiver alguma coisa errada, tiver risco de expor o Flamengo, sair por conta própria. Eu consigo falar por mim. Mas eu não posso prejulgar determinadas pessoas. Eu não tiraria uma pessoa que foi testemunha em um processo, por mais que eu pudesse achar que essa pessoa poderia ter um envolvimento num crime, porque eu estaria fazendo um juízo de valor. É uma decisão muito forte.

Uma vez fui chamado para depor em um caso. Meu CPF tinha sido passado erroneamente no processo. A questão é que eu não tinha nada a ver com a história. Agora imagina que isso acontece depois que eu já sou vice-presidente do Flamengo. Aí sai na mídia que eu fui chamado. As redes sociais repercutem.

Surpreendeu sim e sempre vai me surpreender alguém que esteja fazendo alguma coisa de errado porque integridade é algo que não abro mão para a minha vida. Cabe ao Flávio se defender. Mas se existisse a hipótese de eu expor o clube como vice-presidente, pediria para sair antes. Ressalto que confio em todas as pessoas que estão sentados à mesa comigo no Flamengo, assim como não vi nenhum conduta incorreta do Flávio durante a VP de Futebol.

Cada um é responsável por si. Serve de aprendizado para as pessoas que têm desejo de liderar o Flamengo no futuro.

Sempre frisando que ele ainda não foi julgado e o que ele é acusado de ter feito não tem nenhuma relação com o clube, mas vocês pensam, em nome da transparência reexaminar alguma decisão que ele tenha tomado pelo Flamengo?

Não. Porque as decisões do clube não estão delegadas totalmente aos vice-presidentes. Dentro do futebol você tem uma estrutura de profissionalismo muito forte com o Rodrigo Caetano, com o Marcos Biasotto, com o envolvimento do Fred Luz e com o presidente também. No Flamengo ninguém toma decisão sozinho. Para contratar uma empresa de cloud (ver primeira parte da entrevista) eu cotei três.. Todas as decisões do Flamengo ficam disponíveis no Conselho Fiscal , assim como os processos do Futebol.


Vocês já estão pensando em alguém para substituir o Godinho, ou o Bandeira vai acumular ainda por algum tempo?

Não tem ainda decisão. O Eduardo disse que vai acumular. O CoDi ainda não entrou nessa discussão (até segunda-feira, data desta entrevista). Não há necessidade urgente hoje, por tudo isso que eu acabei de falar sobre a estrutura. Teremos um vice-presidente no momento correto, porque tem que ter mesmo, até por imposição do estatuto. Essa falta de emergência é até um reflexo da organização que a gente que a gente conseguiu implementar, pouco a pouco, no Futebol.

Qual a dinâmica num caso desses? Por exemplo, no Marketing, ano passado, saiu o Sabino para virar CEO da Primeira Liga, e ficou um tempo sem ninguém até que de repente chega o Orlean. O presidente que leva um nome ou pode partir de algum vice? Qual é o processo?

A gente discute e chega a um perfil que o Flamengo está precisando. E depois vê quem são as pessoas que poderiam ajudar. Não é tão fácil porque o cara tem que ser sócio. Tem que ter disponibilidade. E tem que querer e aguentar. Para ser vice de Futebol então, aguentar mais ainda.

Você esteve recentemente nas obras da Ilha. O que pode falar sobre esta visita?

Eu até escrevi no Twitter que não sou muito fã de estrutura metálica. Quando montaram aquela estrutura metálica na praia de Copacabana para a Olimpíada, muito bonita, eu passava por ali todo dia, olhava e ficava impressionado com a grandiosidade daquela instalação. E eu acabei não indo a nenhum jogo lá durante a Olimpíada… A estrutura que a gente está montando na Ilha me impressionou demais. A qualidade é absurda. A distância do campo te causa ansiedade de ver um jogo ali. Eu fiquei fascinado com a Ilha. Porque eu fui lá no jogo contra o Botafogo, e não se parece com aquele estádio, parece um outro lugar. Me causou uma ansiedade de ver um jogo na Ilha como torcedor. De de repente não estar num camarote…. Claro, que por uma questão de segurança, por ser um vice-presidente, de repente não vai ser possível. Eu acho que as primeiras fileiras da arquibancada da Ilha serão disputadíssimas. Porque você vai estar numa distância muita curta, para incentivar ou para dar uma pressão no adversário. Tivemos uma reunião com a vereadora Tânia Bastos, foi muito boa a reunião, ela explicou que não é nada daquilo. Na verdade ela quer ajudar a fazermos bons eventos na Ilha. É uma pessoa que disse que quer ajudar a organizar, que envolveu todos os órgãos governamentais para se fazer um evento ali, eu acho que acabou sendo benéfico para o Flamengo. Acabou nos ajudando.