O mundo antigo possuía as sete maravilhas, que foram lembradas no Carnaval do Rio de Janeiro de 1981 pela Beija Flor. Seus passistas cantavam a plenos pulmões na avenida que a Escola de Samba de Nilópolis seria a oitava maravilha do mundo.

Ocorre que, em 07/07/2007, no Estádio da Luz em Lisboa, o mundo moderno ganhou novas obras consideradas como sete maravilhas. O Cristo Redentor no Rio de Janeiro é uma dessas construções especiais.

http://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/candidatas-as-sete-maravilhas-mundo-contemporaneo.htm

Fonte: Brasil Escola

Após refletir bastante cheguei a conclusão que existe um oitavo patrimônio mundial. Esse patrimônio pertence a dezenas de milhões de pessoas espalhadas pelo Brasil e aos bilhões de habitantes de nosso planeta. Em princípio, as cores azul e ouro o representavam, mas a maravilha foi materializada em vermelho e preto.

O Flamengo é a maior das construções humanas. De forma semiconsciente eu descobri isso muito cedo. Mas hoje eu tenho a convicção de que o Clube de Regatas do Flamengo é a oitava maravilha do mundo moderno. E não é por que possui uma exuberância linear. Mas sim por que é capaz de reunir em sua massa híbrida o popular e o divino, o céu e o inferno, um misto de raça, amor e paixão.

O Flamengo que me conquistou não era ainda o espetacular da década de 80. O Flamengo do início da década de 70 era feio, raquítico, coadjuvante. Só tinha praticamente a camisa e uma legião de crentes, dos melhores crentes, daqueles que sabiam que já eram grandes, mas que acreditavam que um dia seriam gigantes. Quantas vezes vencemos só com a camisa e a nossa crença…


Esses elementos representavam muito bem o poema “A Flor e a Náusea” do inesquecível Carlos Drumond de Andrade. Pois, assim  como A Flor resistia dramaticamente diante de toda a dureza do mundo exterior, ela ainda era uma flor.

Por isso que, apesar de tanta coisa feia que rodeia a história recente do Flamengo, algo continua nos fazendo a cada dia mais apaixonados. Dentro de campo, o símbolo mor da feiura se encontra em alguns jogadores. Em alguns momentos eles se revezam, em outros nos enganam, mas o maravilhoso Flamengo está ali, dentro do Manto Sagrado.

Ser campeão é consequência. Observem que, após os duros anos 70, a democracia resurgiu nos 80 e, em seu despertar, o Flamengo detinha o germinal de uma das maiores equipes de futebol do mundo de todos os tempos. O maravilhoso surgiu do miserável.

Por isso que tenho a certeza que as contingências contemporâneas serão superadas por algo muito bom que está reservado para a magnética. O Nirvana está por chegar, por mais doloroso o momento que alguns possam pensar que seja o pior de nossa história. Não! Não é!

O que vimos em Belo Horizonte nessa quarta-feira era o Flamengo. Feio, mas era o Flamengo. Tenho algumas ideias do que tenha sido esse jogo, e irei apresentá-las a vocês.

 

Cruzeiro 0x1 Flamengo – Eu tinha plena convicção de que venceríamos a partida. Afinal, nosso adversário estaria desfalcado de cinco titulares e com algumas improvisações. Se havia um momento para se conquistar três pontos no Mineirão, esse momento seria agora. E foi.

O Cruzeiro vive uma temporada muito ruim. Ficou fora das finais do campeonato mineiro, ainda resiste na Copa do Brasil, mas faz um campeonato brasileiro onde até agora não venceu no Mineirão e convive nesse momento com seus rivais regionais na Zona de Rebaixamento da competição.

O Flamengo também faz uma temporada medíocre. Porém, dentro de campo, a impressão que se tem é que esse time pode, e deve jogar mais. Não há salários atrasados, e o ajustes, embora lentos, são realizados. Por exemplo, não tínhamos zagueiros em quantidade suficiente, mas bastou a água bater nas partes baixas, para que a diretoria se virasse em Rever e Rafael Vaz. Ou seja, planejamento, ou falta dele, é o nosso maior problema.

E por falta de saber o que fazer, a diretoria colocou o treinador Zé Ricardo em xeque. Zé é interino. Mas quando ganha é efetivado. E quando perde, o Flamengo negocia com “técnicos de maior experiência”.  Em decorrência desse dilema, Zé Ricardo parece ter começado a montar o time do Flamengo voltado para um futebol de resultados.

Essa pressão foi percebida pela entrevista pós-jogo, onde Zé Ricardo transpareceu insegurança. Eu acredito que Zé desejasse vencer a partida. E se vencesse jogando bonito seria melhor ainda. Mas o pragmatismo fez com que, cada substituição CONSCIENTE que Zé fez ontem, tinha como resultado levar o time cada vez mais para trás, chamando o combalido Cruzeiro para cima.

Eu não creio que Zé Ricardo seja um novo Carlinhos, ou um Andrade da vez. Eu o defendo para o momento atual contra a possibilidade de a diretoria cometer novamente o erro de trazer um Ney Franco, ou outro treinador mais ou menos do mesmo. Eu quero um técnico com visão revolucionária, como a que tivemos com Cláudio Coutinho. Se for o Sampaoli, melhor ainda.

E foi com esse futebol pragmático, mesmo com Márcio Araújo atrapalhando, que o Flamengo venceu o Cruzeiro no Mineirão após 15 anos. Grande feito, apesar do limitado futebol apresentado. Resultado justo a meu ver. E só não foi maior, por que o bandeirinha que marcou impedimento inexistente de Cirino e Vizeu não quiseram que o Flamengo fizesse mais gols.

A dupla de zaga me surpreendeu. Se Rever não tiver problemas de ordem clínica, já deu mostras que pode, não só nos auxiliar contra o pesadelo das bolas paradas em nossa área, como ser decisivo nos escanteios em nosso favor.

Tendências: Flamengo – Colar no grupo de cima; Cruzeiro –Não é possível que seja lutar para fugir do Z4…

E como foram os demais jogos?

São Paulo 2×0 Vitória – O São Paulo vem fazendo um campeonato protocolar. Está na frente do Flamengo por diferença de um gol, e demonstra evolução do trabalho de seu treinador estrangeiro. O Vitória possui um elenco muito fraco, mas que demonstra muita vontade e superação. Tendências: São Paulo – G8; Vitória – esperança dos times mineiros.

Chapecoense 3×3 Grêmio – Vi pequenos pedaços do jogo. A Chape é carne de pescoço. É um adversário muito difícil de ser batido. Mas uma coisa ela tiveram uma facilidade, pois Wallace estava na zaga adversária.O Grêmio não levava gols. Bastou ANUNCIAR o ex-zagueiro do Fla que a coisa desandou. Tendências: Chapecoense – Meio de tabela; Grêmio – G5.

Ponte 3×2 Atlético/PR – Não vi o jogo, mas a Ponte faz uma campanha surpreendente. O CAP joga sempre no limite. Tendências: Ambos – Meio de tabela para baixo.

Botafogo 3×1 América– Reedição do clássico da Série B de 2015. O Coelho quebrou o galho do Foguinho. Tendências: Briga pesada contra o rebaixamento. Mas parece que a situação do América já está se consolidando.

Santos 2×0 Sport – Parece que o time pernambucano joga um campeonato a parte contra o Flamengo. Ele só ajuda os nossos adversários na tabela. Tendências: Santos – G8; Sport – Brigar na parte de baixo da tabela.

Santa Cruz 1×0 Figueirense – O time catarinense dá um passo para trás e outro pra frente. Tirou três pontos do Flamengo para em seguida doá-los para o Santinha. E O Santa Cruz, quando não se dava muita coisa por ele, liderou o campeonato. Entusiasmaram, começaram a perder força. E agora conquistam novamente três pontos Tendências: Santa Cruz – Nesse momento é uma incógnita; Figueirense – O futebol mineiro pode ter alguma esperança.

Coritiba 2×2 Palmeiras – Palmeiras estava com a vitória nas mãos, mas os sinalizadores de sua torcida proporcionaram os acréscimos, onde saiu o gol de empate do Coxa, em lance irregular só detectado pela TV. Tendências: Coritiba – Time muito fraco, luta para permanecer na primeira divisão; Palmeiras – G4.

Internacional 2×0 Atlético Mineiro – Jogo das virgens do século. Afinal, o último campeonato brasileiro de cada um foi na década de 70. Vi a partida. Fiquei impressionado com a aplicação e marcação da equipe gaúcha. Joga feio, mas luta por algo na competição. Tem um bom goleiro e uma equipe homogênea e disciplinada. O Atlético vive um momento terrível. Robinho e Rafael Carioca chegaram a se estranhar dentro de campo. Tendências: Internacional – G4; Atlético/MG – Terá que reencontrar a paz. Neste exato momento frequenta o Z4, mas tem elenco para brigar na parte de cima.

Fluminense 1×0 Corinthians – Vi alguma coisa do jogo. A torcida do Flu em Brasília é estilo Botafogo. O futebol do time do Levi superou os Gambás sem Tite. Nem sei se mereceram, achei a partida uma senhora “pelada”. Tendências: São equipes para disputa de G4, G5, G8…

Bem, agora virá o São Paulo. Flamengo tem enorme desvantagem. Que falta nos faz o Maracanã! Que falta nos fez até aqui um planejamento no futebol análogo ao financeiro. Estamos a seis pontos do líder do campeonato e a cinco do Z4. Nossa tarefa atual é pensar em nos livrarmos da coisa feia, e essa liberdade está nos 45 pontos. Mas sempre espero que lá no fundo, nossos atletas resolvam encarnar o Flamengo em sua amplitude, o Flamengo que nasceu para vencer, que vive para ser campeão.

mengao

Fonte: Divulgação

 

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