Algumas palavras são ensinadas desde cedo para nós. Apesar disso, leva um tempo até que a vida realmente nos mostre o real significado delas. É preciso sentir para entender. Dentre tantas sensações diferentes e boas, o basquete me mostrou o que gostamos de chamar de grandeza. No dicionário, qualidade do que é grande. Na quadra, raça, paixão e determinação.

No início, quando assumi a redação de basquete do Mundo Rubro Negro, nunca poderia imaginar o quanto isso me transformaria. Não digo no profissional, porque isso era inevitável, mas no pessoal. Termino essa temporada uma pessoa diferente daquela que começou e tenho certeza que não sou a única. O que eu vivia como torcedora é só uma parcela daquilo que vivi como repórter e essa experiência vou levar pra toda vida.

O FlaBasquete nos dá aquele velho espírito de ser rubro-negro. A alegria em vestir a camisa vermelha e preta, o prazer em defender uma história de muitas glórias, o orgulho em representar uma Nação de 40 milhões de apaixonados. O reconhecimento não se dá só pela quantidade expressiva de títulos e da enorme representatividade no cenário nacional, mas pelo todo. Cansaço? Não. A vontade é maior. Foi assim durante toda a temporada e no final nós entendemos a resposta que eles nos davam nas entrevistas. Não existe cansaço para quem está disposto a fazer de tudo para vencer.

Agradeço imensamente ao Flamengo e ao Mundo Rubro Negro por esse ano de aprendizado, crescimento e por me proporcionarem momentos que guardarei para sempre na memória. Desde o NBA Global Games, até o NBB. E, sim, eles são uma família. E acabam levando todos nós para dentro. Nós torcedores, a Nação. O maior bem do Flamengo é parte fundamental desse grupo também. O jogo muda e eles vencem campeonatos assim. E, mesmo que não vençam, têm raça e, principalmente, amor para encarar o desafio que é vestir a camisa rubro-negra.

Nas arquibancadas, os pedidos de respeito e comprometimento são cumpridos com rigor por eles. Os que foram, os que estão e aqueles que ainda virão. O FlaBasquete representa tudo isso. Da alegria pelas vitórias à frustração nas derrotas. O meu mais sincero agradecimento e o desejo de que essa tenha sido apenas a primeira de muitas temporadas acompanhando o Fla.

Vocês trazem à tona aquele rubro-negrismo puro, mesmo que alguns nem sejam Flamengo fora das quadras. É na vibração, na enterrada, no chamar a torcida de volta pro jogo, na dedicação. É na raça, na entrega, no amor. Um amor por uma camisa que pesa por si só e, com a contribuição de vocês, entorta cada vez mais o varal. Dos novos aos antigos. Dos que estão há meses no clube até os que consagram nossas cores há anos. Meu, ou melhor, nosso muito obrigada. Que vocês sempre se lembrem porque são o Orgulho da Nação.

Saudações Rubro-Negras,

Luiza Sá.