Convidamos alguns membros ilustres da Fla TT para dar seu pitaco sobre a contratação do nosso novo treinador, Cristóvão Borges.


Por Igor Pedrazzi

 

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Luiz Filho – @lavfilho

“Fez bons trabalhos no Vasco e no Bahia, não teve continuidade, até por uma sequência de resultados ruins. Trabalha bastante taticamente, tecnicamente, tem um grupo de trabalho, gosta de trabalhar com scout. Pode cair como uma luva no Flamengo que se estrutura. Se souber usar os Scouts, as análises de desempenho, o CT, tudo. Só não fica se for minado politicamente. Gosto do nome. E no Fluminense foi bem, mesmo com o time esfacelado, poderia ficar mais tempo, já que o demitiram na hora errada. Flu tinha padrão, mas não manteve o nível das exibições, oscilou muito.”

 

 

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Olavo – @olavodc

“Trata-se de um treinador com 5 anos de carreira, sem troféus, e com alguns resultados vexatórios. Em 2014 foi eliminado pelo tapetenC , ainda com aporte da Unimed, levando 5 do América-RN no Maracanã e logo depois caiu para o Goiás na Sul-Americana. Pelo Bahia teve desempenho fraco, com mais derrotas (15) que vitórias (14) em 42 jogos. No Vasco, deu continuidade a um trabalho encaminhado pelo Ricardo Gomes, onde o aspecto emocional do elenco nem precisou ser trabalhado após o AVC do treinador: os jogadores corriam por uma causa. Cristóvão parece ser estudioso, honrado, mas jamais deu mostras de ter cacife para classificar o Flamengo para uma Libertadores. Teve breve bom momento no tapetenC com Rafael Sóbis de falso 9, mas como estamos contratando Guerrero, esse esquema não parece alvissareiro. Caso seja contratado, diferente do que houve com Ney Franga e outros de nossa história recente, deve sim ter total apoio, pois ainda que não apresente currículo de bom nível, também não tem nenhum fator desabonador em sua trajetória, dentro ou fora de campo. Saudações Rubro-Negras, reserva moral do Brasil.”

 

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Tozza – @TozzaFla

“Minha opinião sobre o Cristóvão é muito simples. Ele tem algumas características que o Luxemburgo não tem, principalmente com esse elenco de hoje do Flamengo. É um técnico de conjunto, ou seja, ele tem o respeito de todos os grupos por onde passou, os jogadores fazem o que ele pede porque acreditam no treinador, que foi o que Luxa fez ano passado, foi líder. Dava pra ver nas entrevistas, os jogadores repetiam exatamente o mesmo discurso do Luxa, eles acreditavam no que o treinador propôs e esse ano aconteceu o contrário. Esse ano ele montou o elenco, fez algumas contratações e a coisa ficou ruim depois, principalmente quando ele começou a desdenhar do grupo quando foi sondado pelo São Paulo, deu três ou quatro entrevistas detonando o time e inclusive escalando o time do São Paulo, colocando o seu grupo em baixa. Técnico que não tem o time nas mãos, que não tem o respeito dos jogadores, que não é referência para o elenco é sinônimo de problema. O Cristóvão tem isso, é um cara que os jogadores respeitam e tanto nas suas passagens por Vasco, Fluminense e Bahia com o elenco que tinha montou bons times. Consigo enxergar no Cristóvão capacidade para fazer esse time que está aí jogar, as contratações vão chegar. O Luxemburgo esse ano não foi técnico, foi manager, e isso fez falta.”

 

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Gustavo Roman – @guroman

“Na minha opinião, o Cristóvão não é o treinador ideal para este momento do Flamengo. É um cara muito tranquilo, fala mansa, apesar de ter feito bons trabalhos no Fluminense, no Vasco e no Bahia, falta alguma uma coisa sabe? Gostaria que o flamengo contasse alguém de mais nome para segurar a pressão neste momento. O Brasil tem um problema muito sério, que é tratar os jogadores de maneira extremamente paternalista. Hoje um grupo de jogadores derruba treinador com muita facilidade. A gente sabe que o Luxemburgo não vinha treinando muito o time, eu não acompanho o dia a dia da Gávea mas a gente escuta alguns relatos no nosso grupo do MRN. O Cristóvão treina mais, só que tem que ver se os jogadores estão dispostos a isso.

É por isso que eu defendo muito uma gestão profissional com um teto salarial de por exemplo, 100 mil reais, com o jogador ganhando o extra por produção, ia acabar esse negócio de jogador derrubar técnico, o corpo mole ia acabar, só iriam ganhar se produzissem. É muito poder na mão dos jogadores, tem que ver o que o grupo quer, qual a filosofia que a diretoria quer implantar. Creio que seja a hora de romper com esse tradicional, de sair o Luxemburgo e vir o Joel, de sair o Joel e vir o Muricy, de sair o Muricy e vir o Abel e são sempre os mesmos. Da nova geração, gosto do Guto Ferreira, vem fazendo bons trabalhos, o próprio Marcelo Oliveira do Cruzeiro, interessante seria dar uma chance ao Léo Condé, que fez um ótimo trabalho na Caldense e que agora está no Sampaio Correa. O grande lance seria dar oportunidade aos estrangeiros mesmo, apesar de todos os riscos de se trazer um estrangeiro no meio do ano. Apesar de achar que trazer um estrangeiro não é mais arriscado que trazer um cara como o Cristóvão, por exemplo, já que hoje jogadores “mandam” no clube. Não tenho nada contra o Cristóvão, parece ser um cara estudioso, acompanhei algumas entrevistas dele, tem ideias muito boas mas acho que o perfil tranquilo dele não combina com o atual momento do Flamengo, que precisa de alguém mais qualificado e explosivo pra aguentar o rojão.”

 

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Gustavo Genovese – @GenoveseGustavo

Em 29 meses de administração (espetacularmente exitosa na parte financeira) já estamos indo para o sétimo técnico, além dos três executivos de futebol. Diria que essa é a verdadeira zona da confusão’. Ao que parece, o nome de Cristóvão Borges é um dos cotados para substituir Luxemburgo. Em breves linhas, não vejo em Cristóvão os requisitos necessários para assumir o cargo de técnico do Flamengo. Ele não tem curriculum para isso. Não possui em sua bagagem profissional nenhum título, nem mesmo um trabalho excepcional que o credencie. Além do mais, se o futebol é, como dizem, o momento, devemos reconhecer que o Cristóvão não é lá particularmente auspicioso. O referido técnico vem de trabalho no Fluminense que não merece outro qualificativo que não o de bisonho. Cristóvão não passa de um técnico mediano, como tantos outros no futebol brasileiro, desprovido de mínimas noções das modernas táticas de futebol, total incapacidade de leitura de jogo (que o diga a torcida do Fluminense levada à loucura pelas infelizes substituições realizadas), assim como pela completa ausência de capacidade de motivar um grupo. Diga-se, a bem da verdade, que dos trabalhos mais recentes realizados pelo Cristóvão só me recordo, pela relevância, do livramento do Bahia do rebaixamento em 2013 (pelo que foi injustificadamente demitido), assim como do Fluminense, naquele pitoresco jogo em que o Bahia tomou uma virada no segundo tempo, perante a sua torcida que lotava o estádio (imagino que o Cristóvão tenha sido contratado quatro meses depois pelo Fluminense em função primeiro tempo que o time dirigido por ele fez). Enfim, Cristóvão Borges é nada mais do mesmo, que já sabemos ser péssimo.

 

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Flavio H de Souza – @PedradaRN

Cristóvão é um tecnico de trabalho razoavel em times medianos. Conseguiu bom resultado no Vasco em 2011 e em 2013 esteve naquele jogo em que o time do Bahia apresentou um comportamento muito estranho contra o Fluminense. Talvez por isto ou não, Cristóvão foi contratado pelo Flu para ser seu tecnico em 2014. Conseguiu montar um time que conseguia bons resultados até ser “forçado” a escalar o dono do time, o Fred. E com isto o time perdeu a força coletiva que apresentava, em que pese o talento diferenciado do Fred enquanto centroavante no futebol jogado no Brasil. A torcida do Fluminense reclamava muito dele ao final de seu trabalho, o que originou sua saida em março.
Discreto e profissional, Cristóvão não é fanfarrão nem gosta de aparecer falando de assuntos alheios ao cargo em que foi contratado, como nosso ex-tecnico. Ante o deserto das ofertas atuais do mercado brasileiro, Cristóvão parece uma boa aposta. Vai ter que trabalhar muito em um elenco completamente sem ordem tática e com jogadores que jogam pelo, como dizer, “nome”, como o péssimo Alecsandro. Espero que ajeite o time para passar 2015 sem sustos para que, em 2016, tenhamos a tão sonhada, idolatrada, salve-salve, necessária, comissão tecnica estrangeira.

 

@MRN_CRF