29 de maio de 2015, há exatamente um ano e um dia, o Clube de Regatas Flamengo anunciava a contratação do atacante peruano Jose Paolo Guerrero Gonzales, popularmente conhecido no Brasil como Paolo Guerrero ou apenas Guerrero, vindo do Sport Club Corinthians Paulista em transferência sem custos. Não entrarei aqui no mérito dos termos usados na contratação ou se o Guerrero é mercenário ou não, afinal não é este o teor do texto, dito isso, voltemos. A sua contratação pelo Mais Querido provocou bastante furor na imprensa carioca e ódio na imprensa paulista, que não aceitava que o Corinthians tivesse perdido um ídolo recente para um Flamengo em pleno reerguimento financeiro e passou a deturpar a sua imagem a todo custo, a medida em que o peruano ia destacando-se, aumentavam as “viúvas” na imprensa paulista. Para entender o sucesso meteórico do “Zé Paulo”, vamos dividir em três tópicos rápidos desde sua chegada.

Estreia com gol contra o Internacional, sequência de gols e funk da torcida:

Guerrero fez sua estreia pelo Flamengo em 8 de julho de 2015, em jogo válido pela  12ª rodada do Campeonato Brasileiro contra o Internacional, anotando um gol e dando uma belíssima assistência para Everton marcar o segundo gol na vitória por 1×2. Na semana seguinte, em jogo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil contra o Náutico, onde anota mais um gol, três dias depois, em jogo válido pela 13ª rodada do Brasileirão, anota o único gol da partida contra o Grêmio, à essa altura, o atacante peruano já estava em estado de graça com a torcida, que havia criado uma versão de “O General Chegou”, intitulada “O Guerrero Chegou” e que era entoada a cada gol do atacante.

Guerrero apresentado e cercado por muita expectativa

Guerrero apresentado e cercado por muita expectativa

Ausência de gols, polêmicas e início da desconfiança da torcida:

Após todo o hype criado pela música e todas as matérias feitas acerca disso, o atacante entrou em jejum, tendo colaborado apenas com algumas assistências, passando um período de 1 mês e 5 dias sem marcar um gol, ou 5 jogos, voltando a marcar um tento contra o São Paulo, em 23 de agosto, em jogo válido pela 20ª rodada do Brasileiro, jogo este que antecedia a partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vasco, onde Guerrero disse em entrevista que iria marcar dois gols. No entanto, após receber duas pancadas de Rodrigo, saiu lesionado e não conseguiu cumprir o prometido. No período em que esteve lesionado, começou a enfrentar desconfiança por parte da torcida, desconfiança esta que aumentava a cada jogo que ele passava em jejum. Guerrero terminaria o ano de 2015 com apenas 5 gols em 18 jogos com a camisa Rubro-Negra.

Ano novo, velhas cobranças:

Em 2016, totalmente recuperado de lesões, Guerrero era a esperança de dias melhores junto com Muricy Ramalho e os reforços apresentados no início do ano. No entanto, derrotas em dois torneios amistosos organizados pelo Esporte Interativo e eliminações na Primeira Liga, no Carioca e na Copa do Brasil, fizeram com que ele fosse um dos principais alvos da torcida, que começou a avaliar se ele valia realmente o valor que foi pago, ainda que a transferência tenha sido sem custos, houve pagamento de luvas e afins.

guerrero 2

Após 39 jogos, 17 vitórias,  9 empates, 13 derrotas, 13 gols marcados com a camisa do Flamengo, começa a existir uma corrente que defenda a venda dele após a Copa América, ideia que é avaliada pela diretoria do Flamengo, porém, equivocada em minha opinião. Afinal, Guerrero nunca foi o clássico “camisa 9” do futebol brasileiro e sim o segundo atacante, aquele responsável por fazer o pivô e puxar a marcação para que o “9” finalize sem problemas e atinja o objetivo principal e um esquema tático que ajudasse tanto ele como Felipe Vizeu seria excelente para as pretensões Rubro-Negras neste resto de temporada. Para finalizar, eu pediria um pouco mais de paciência dele com os árbitros e da torcida com o Guerrero, pois acredito que ainda poderá trazer grandes alegrias para a Nação. SRN!