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Se tem uma coisa que o Flamengo se especializou em fazer ao longo dos seus 120 anos de existência, essa coisa é mexer com o sentimento de todos aqueles que o rodeiam. Rubro-negro ou não, se você vive no mundo do futebol, algo é certo: o Flamengo uma hora vai pirar com sua cabeça.



Durante as últimas semanas não foi diferente.

Os seguidos anúncios de contratações tiraram o sono de muita gente. Em uns, por conta da euforia. Em outros, por uma inexplicável preocupação. Ou melhor, medo é a palavra que soa mais coerente para descrever tal sensação.

Donatti, Leandro Damião e Diego chegaram e, com eles, a famigerada dúvida naqueles que não se incomodaram com os nossos longos anos de silêncio, mas agora estão ensandecidos com tremendo barulho que estamos fazendo: De onde vem tanto dinheiro?

A dúvida é compreensiva. Afinal, como é que o clube que era conhecido como o time onde o mês dura 90 dias, o clube que tinha que aturar boa parte da imprensa compactuando com piadinha irresponsável de jogador, como esse clube vem agora dizer que aguenta bancar Diego, Guerrero e Cia?

Pois bem, vamos lá! Ao contrário do que foi sugerido pelo comentarista Mário Sérgio na última segunda-feira (18), em um programa na emissora onde trabalha, não, não teve mágica. Teve trabalho, muito trabalho.

Quando a atual gestão assumiu o comando do clube, lá em 2013, ainda com a antiga composição da chapa azul, eles tinham um compromisso: resolver os problemas financeiros da instituição. E assim foi feito.

A terra estava arrasada e era necessário um esforço em conjunto. Os dirigentes então convocaram o torcedor para trabalhar em prol de um Flamengo melhor e prontamente ouviram mais de 40 milhões de vozes respondendo: “Nós estamos com vocês”.

E assim passamos pelo menos três anos capinando, arando a terra, plantando a semente e jogando veneno nas pragas. Mas, como costuma dizer minha avó, sempre que vai apanhar algo da sua horta no quintal de casa: “Quem planta colhe”. Estamos começando a colher.

Colocamos em prática uma política de austeridade que fez com que o Flamengo, conhecido por seus grandes feitos dentro de campo, passasse a ser visto como exemplo também fora dele. Ganhamos prêmios de melhor gestão financeira e viramos matéria do ‘New York Times’ como “o clube exceção no caos financeiro do futebol brasileiro”.

Dentro das quatro linhas sofremos, é claro. Apesar do título da Copa do Brasil de 2013, tivemos que amargar posições ruins dentro do Campeonato Brasileiro. Cansamos de fazer contagens regressivas para os 45 pontos. E nos desesperamos a cada passe errado do Val, do Bruninho, do Almir, do Anderson Pico, do fulano, do beltrano, do sicrano….e por aí vai.

Mas, os tempos mudaram. O Diego que podemos contratar agora não é mais aquele do XV de Piracicaba, não é mais aquele do “Pacotão Caipira”. É o Diego de Seleção, aquele que, diferente do que anda sendo noticiado, não fracassou na Europa. E isso incomoda, eu sei que incomoda!

Não adianta ficar falando pelos quatro cantos que a conta não fecha, pois ela fecha, parceiro. Tá tudo lá, no balanço financeiro. Sabe o balanço? Aquela paradinha disponível no site do clube, que talvez quem mais seja crítico das contratações de Guerrero e Diego, nunca tenha se dado ao trabalho de analisar? Pois é, tá tudo lá. Sempre está lá.

Lembro também que o Fla todo ano ganha prêmio de clube mais transparente. Nossos balancetes trimestrais não são retocados com maquiagem contábil, não sou eu que estou falando. São os troféus de transparência financeira, recebidos pelos mais respeitados auditores do mundo dos negócios. São eles que estão me dizendo isto.

Vocês deveriam ter observado que fomos o clube que mais diminuiu sua dívida nos últimos anos e, de quebra, ainda apresentamos um superávit de R$ 130 milhões, em 2015.

“Ah, mas e a politica de austeridade pregada por essa gestão? Já abriram mão disso?”. Conforme definido em qualquer dicionário, austeridade quer dizer “controle de gastos”. Não é não gastar. É gastar com responsabilidade, gastar o que se pode. E a gente pode.

A título de informação, o Flamengo foi o clube que mais participou ativamente na elaboração do Profut. O que demonstra o caráter de seriedade adotado por essa administração. Para enfatizar isso, o Mais Querido se antecipou devidamente ao Profut e criou sua própria Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelecendo como teto limite de gastos apenas 40% do seu orçamento, 30% a menos do que é exigido pela lei federal.

É isso amigos, contra balanços não há argumentos!

Mas sabe, até que tá legal tudo isso. Como torcedor, sempre me incomodei bastante com o que falavam do Flamengo, essas coisas que me tiravam do sério.

Agora não. Agora tá bem legal ver as coisas loucas que andam inventando só para não darem o braço a torcer.

A gente tá é rindo, e muito.

Sinceramente eu não sei como vocês farão para superar isso, mas aconselho que sejam rápidos. Afinal, como disse a rubronegríssima Grazi (@rubrone_gra) em mais uma twittada genial:

SRN!

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