O Atlético Mineiro viveu sua pior fase no ano de 2005 quando o clube foi rebaixado para a Série B. Sem nomes tão grandes no elenco, viveu no ano seguinte um momento de reaproximação com o torcedor, manteve média de público altíssima e, após se superar com a chegada de Levir Culpi como comandante, conseguiu a subir novamente para a elite do futebol.

Dentre os jogadores do elenco, estavam o goleiro Diego Alves, jovem e substituto de Bruno, que havia se transferido ao Flamengo. No meio-campo, um Márcio Araújo engatinhando na carreira profissional rumo ao atleta titular por onde passou.

Ambos foram importantíssimos na campanha que culminou no título da Série B para o clube mineiro em 2006. Diego e Márcio falam da importância que teve aquele ano para eles, como cresceram como atleta, a força do grupo e como aprenderam a conviver com a pressão. O Galo foi campeão com 71 pontos e teve o melhor ataque (70 gols) e a segunda melhor defesa (39, atrás dos 36 gols sofridos pelo Sport).

Apesar da importância, Márcio Araújo viria a ser emprestado ao Kashiwa Reysol, do Japão, em 2007. Diego Alves seguiu como titular da meta atleticana e novamente fez uma boa temporada, que o levou para o Almería e, em seguida, virou uma lenda para o Campeonato Espanhol após grandes exibições pelo Valencia, onde se tornou o maior pegador de pênaltis da história da competição. Já o volante voltou ao Atlético em 2008 e a partir daí foi sempre bem aproveitado por Palmeiras (2010 a 2014) e Flamengo (2014 até atualmente).

No rubro-negro carioca essa dupla se reencontrará passados 10 anos. Se no Atlético-MG eram jovens em busca da consolidação, hoje goleiro e volante são atletas mais que consolidados e bastante experientes e no Mengão buscarão a glória, mas dessa vez na elite do futebol.


Em pé o goleiro Diego Alves e agachado o volante Márcio Araújo


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