Não estou aqui pra falar o que está certo e sim o que está errado. Esta coluna não comemora vitórias, apenas títulos. A visão será sempre crítica. Alguns, empolgados pela vitória efêmera, vão me acusar de pessimista e corneta. Não importa. Apenas títulos importam. O resto é fracasso.



Diogo Almeida

 

Atlético Goianiense 0 x 3 Flamengo – 2ª Rodada do Brasileiro-2017

 

O curioso caso de Gabriel

Hoje é o pior jogador do elenco. Disparado. Não produz absolutamente nada. É incrível como os comentaristas nos jogos não enxergam isso. Gabriel é a refinaria de Pasadena do Flamengo: custou caro, produz pouco e ninguém consegue se livrar. Se as estatísticas de Gabriel fossem medíocres estaríamos felizes. Ele quase nunca faz gol, não descola um último passe, nunca consegue driblar, passe longo nem pensar. É o chamado jogador físico, para momentos que precisamos de força? Não. Gabriel é peso galo, perde no pé-de-ferro. No futebol onde se encontra eufemismos para a ruindade, Gabriel está na prateleira “ocupa espaço/fecha o corredor”.


Gabriel não é jogador para o Flamengo. E teve seu contrato renovado. A torcida começou tardiamente um movimento #ForaGabriel. Gabriel é o próximo a cair em desgraça com a torcida. Como Paulo Victor e Wallace, precisará Gabriel ser ridicularizado, memetizado e bagunçado pela torcida através das redes sociais? Não é melhor Rodrigo Caetano começar a trabalhar?

Dica: empreste o jogador para um time da segunda divisão e consiga uma promessa de 18 a 20 anos em troca. Pelo menos tente. Explique para o Gabriel que é bem melhor tentar ser feliz em um clube menor do que ser desfeitiado através das vaias, pois elas chegarão. Outra opção me ocorreu neste momento. Quem sabe um retorno ao seu amado Bahia? Saiu precoce e com aura de protocraque de lá. A maresia da baía de Todos-os-Santos pode fazer muito bem ao jogador.

Muralha de oco concreto

Infelizmente Muralha não consegue encontrar sua antiga fortaleza. É hora do banco. É hora de contratar um novo goleiro, ou ousar Thiago na terceira rodada. Se o campeão da Copinha for bem, revisaremos aquela boa sensação sentida quando Júlio César virou projeto de ídolo aos 17 anos. Thiago é o reserva, treina desde a temporada passada com o profissional e foi bem quando teve a oportunidade contra pequenos no Carioca 2017. A possibilidade de dar errado é grande. E se der certo? Evitaremos menos uma contratação, economizaremos. Não é pra isso que formamos goleiro em nossa base? Vamos parar de mimimi, contemporizações e problematizações. É simples. Só é preciso convicção, independência e coragem do treinador e sua comissão técnica.

Zé Ricardo monotemático

Um samba de uma nota só. Está ficando chato demais ver um time que só sabe jogar de uma maneira. O primeiro gol do Flamengo, diante do maior candidato ao descenso desse campeonato, só aconteceu aos 40 minutos da primeira etapa. Antes o que o time fez? O de sempre: posse de bola conquistada por meio de intermináveis toques laterais. Quando o ridículo time goiano se cansava e atacava o homem da bola aconteciam duas coisas: ou o Flamengo perdia a posse ou arrumava um cruzamento da intermediária. Zé Ricardo ainda não conseguiu empreender novas maneiras de encarar um adversário. Contra péssimos conjuntos técnicos o gol acaba pintando, como o de Everton. O segundo gol, de Leandro Damião, com lançamento de trinta metros de Trauco e ajeitada de peito de Arão será improvável de ser repetido contra times mais fortes.

Conclusões pragmáticas

A vitória, como qualquer uma, é mais do que obrigação de um time que investe milhares de reais a mais do que o adversário e tem ótima estrutura de treinos. Porém, a torcida não pode se deixar ficar satisfeita com o resultado. O time do Atlético-GO é horroroso e nem brio de mandante teve. A escalação de Gabriel é um insulto. O time de Zé Ricardo em campo não mostra dinamismo tático – é o mesmo “jogo marcado” da reta final do BR-2016. Outra vitória, de inúmeras outras, facilitada por um primeiro gol achado.

***

Participe da próxima coluna

Você é mais um torcedor atormentado? Claro que sempre alguns outros pontos ficarão de fora do post. E é aí que eu conto com você também. O que você mais te incomodou no jogo entre Flamengo e Atlético-GO, mesmo com os três pontos na conta? Escreva no campo de comentários abaixo. Vou escolher a melhor resenha, que será publicada no próximo post!

SRN

 
Diogo Almeida é um ex-beatnick boleiro. Escreve no Cultura RN quando consegue colocar as ideias no lugar. Siga-o no Twitter: @DidaZico.
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